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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Foi em meio a uma série de palavras de ordem sobre os rumos da UNE e as barbaridades do governo Dilma, sobre as tragédias da construção de Belo Monte e da aprovação do Código (Anti-) Florestal, de apoio à luta internacionalista na Grécia e no Chile, dentre outras diversas, que traziam à tona o que havia de mais urgente na ordem do dia e era negligenciado pelas bancadas-base do governo federal, que percebemos a força da voz e da pauta das mulheres.
Os quatro dias passados em Goiânia, durante o período do 52º Congresso da União Nacional dos Estudantes e, principalmente, durante o I Encontro Nacional do Juntos!, foram extremamente significativos para o fortalecimento da organização das mulheres em luta, indignadas com a reafirmação cotidiana do desrespeito, da subjugação, da retirada de direitos.
“Mulher, mulher, qual é sua missão? Dirigir a luta pra fazer revolução!”
No encontro de fundação oficial do Juntos!, a resolução referente à nacionalização do Coletivo Juntas! foi um dos diversos marcos que nortearão nossa organização a partir de agora. Seremos, no país inteiro, literalmente de norte a sul, um coletivo de mulheres dispostas a travar dia após dia, em todos os espaços que ocupemos, a luta pela nossa emancipação, sem nos calarmos diante das contradições.
É justamente por não nos furtarmos dos debates mais difíceis e por trazermos à tona os temas da conjuntura que tanto nos indigna e que buscamos transformar, é pela coerência da nossa luta que tornou possível uma das intervenções mais emocionantes do 52º CONUNE, quando mulheres e homens, de toda a Oposição de Esquerda unificada, tiraram as camisas e as giraram no ar, entoando palavras de ordem clamando pelos direitos das mulheres.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Por Eduardo Maia*

Vendo tantas coisas acontecendo a nível internacional, principalmente as grandes passeatas que ocorrem na Europa, me vejo sobre tal pergunta: “será que agora nós acordaremos?”, porque vejo que na sociedade muitas pessoas reclamam muito daquilo que acontece, de governos injustos que impõem medidas injustas a um povo que não merece isso, impostos muito altos, reforma da previdência...

Desde a crise de 2008 o mundo vive em alerta, crises que nunca param, quando se soluciona mal uma, começa outra em outro lugar. E, vendo que a economia é globalizada, não se pode cair na ingenuidade de acreditar que uma crise em um país distante não nos afeta; por isso que, quando acontece uma crise, o capital internacional se empenha em resolvê-la, visto que todos são afetados, tamanha é a relação global que se instaura na atual economia.

Hoje a Europa vem passando por uma grave crise, que é um reflexo daquela crise nos EUA e das medidas tomadas pelo governo americano para solucioná-la. Com essa crise, os governos da Europa se vêem forçados a reduzir os custos do Estado, assim sendo, são obrigados a fazer reforma da previdência, aumentar impostos, diminuir as concessões a instituições de ensino, medidas essas que, se repararmos, apenas atingem a grande massa que sustenta o país.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Respondendo à pergunta da Aparecida, estudante de Serviço Social da UFPI, trazemos aqui um pouco da história e do presente da nossa entidade, a UES, que representa mais de 10 mil universitários do município de Santarém/PA.

A União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém surgiu no ano de 1998 – em substituição à Federação das Entidades Universitárias (FEU) – como resultado de um processo de organização dos estudantes universitários santarenos em defesa dos seus direitos e interesses. Desde lá, a entidade fez uma trajetória de luta em defesa não somente da classe estudantil, mas da sociedade de modo geral, articulando atividades com vários setores sociais da cidade, como estudantes secundaristas, associações de moradores, sindicatos, movimentos sociais, ambientais, etc.

As bandeiras de luta da UES são várias: defesa dos direitos estudantis, como a meia-entrada em eventos culturais; luta por um transporte público de qualidade em Santarém, contra os aumentos abusivos na tarifa dos ônibus; luta por uma educação pública de qualidade em todos os níveis - o que implica na defesa intransigente do tripé ensino-pesquisa-extensão nas instituições de ensino superior, visando à construção e difusão de um conhecimento crítico e transformador.

Enfim, a UES luta por uma sociedade justa e igualitária, atuando em prol da melhoria da qualidade de vida da população. De modo a concretizar nossos ideais, realizamos diversas atividades e eventos envolvendo o segmento estudantil e a comunidade em geral. Além de ações institucionais – muitas das quais em parceria com o Ministério Público – e das conhecidas e impactantes manifestações de rua, a UES promove atividades culturais, congressos, debates, seminários e outros eventos visando estimular a participação ativa dos estudantes nos movimentos sociais em geral e no movimento estudantil em especial.

Ib Sales Tapajós
Coordenador geral da UES
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