terça-feira, 24 de maio de 2016


Após 3 horas de reunião na manhã desta segunda-feira 23, o Conselho Municipal de Transporte -CMT, aprovou a tarifa de R$ 2,70 para a passagem inteira e R$ 0,90 passe estudantil. Este valor resultou da análise da planilha apresentada pelo SETRANS ao conselho, primeiramente no valor de 3,33. Vale destacar que a planilha do SETRANS tomou por base o extinto GEIPOT já contestado por especialistas do setor,  pois segundo essa forma de cálculo os custos médios, fixos e variáveis incorridos na produção do transporte são todos repassados aos usuários pagantes premiando a ineficiência das empresas com reajuste. Após o pedido de vista de um dos membros na ultima reunião(17/05), o conselheiro apresentou um parecer questionando o método utilizado para o cálculo da tarifa pedindo a suspensão da votação das tarifas, pois tanto a tarifa apresentada pelos empresários de 3,33 quanto a tarifa do parecer da comissão 2,83 basearam-se no GEIPOT em um método obsoleto. No entanto o parecer foi rejeitado em votação pelos empresários e por entidades que se dizem “representantes da sociedade civil”. Então duas tarifas técnicas entrariam em votação, no entanto uma terceira tarifa de R$ 2,70 chamada de consensual foi apresentada por um dos membros, vale ressaltar que a terceira tarifa não tem nenhuma base técnica, apresentada apenas no achismo e por pressão dos empresários. Apos a votação por 9 votos a favor e 4 votos contra todas as tarifas, venceu a proposta de 2,70. A UES votou contra as três propostas no que se refere a legitimidade do métodos de cálculo em beneficio das empresas e prejuízo da população e contra o aumento da tarifa em Santarém sendo que do ponto de vista do capital as concessionárias de transporte são muito eficientes dando lucros extraordinários aos seus donos  mas do ponto de vista social são totalmente falidas, com sofrimento cotidiano para os usuários com a precária frota de ônibus e baixos salários aos  trabalhadores.
JÁ CHEGA DAS PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DO SERVIÇO DE TRANSPORTE PÚBLICO NO MUNICÍPIO SEREM o SUCATEAMENTO e PRECARIZAÇÃO DAS FROTAS DE ÔNIBUS!
As recorrentes propostas de aumento da tarifa, sustentam-se num modelo defasado, que segrega as camadas mais pobres, estudantes, trabalhadoras e trabalhadores. Isto porque, sob a tarifa, pesam todos os custos do serviço: por um lado, o poder público é omisso, e se recusa em se responsabilizar e desenvolver qualquer tipo de política pública para tornar mais democrático e eficiente a mobilidade urbana no município. Por outro, - resultado desta omissão - os empresários acabam planejando e executando tais “políticas”, que, dada a visão estreita e a sanha por lucros, acabam imprimindo um quadro caótico ao transporte público, penalizando o usuário final. O lobo toma conta do cordeiro!
Precisamos questionar a fundo qual a verdadeira finalidade do transporte público em Santarém. Trata-se de um serviço “normal”, que ano a ano, deve ter o preço reajustado, impactando ainda mais o usuário? Obviamente que não. A tarifa tem um peso direto na renda de milhares de famílias santarenas. Quanto maior o preço da tarifa, pior as condições de vida, maior o impacto sobre o bolso de quem muitas vezes não tem nem mesmo o que comer. O transporte deve atender as necessidades dos usuários, não aos lucros dos empresários!
É por isso que precisamos combater o aumento da tarifa do buzão.  Os donos do poder querem segregar e tornar Santarém cada vez mais desigual. Nosso “ir e vir” não pode estar sujeito à lógica dos mercados. As catracas não podem nos impedir de ter acesso à cidade!  
A União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém (UES), entidade que historicamente esteve lada a lado aos estudantes, combatendo os aumentos abusivos da tarifa, lutando pela democratização da cidade, faz um grande chamado a todos os estudantes de Santarém a tomar as ruas e dizer: NÃO AO AUMENTO NA TARIFA DO BUZÃO!

segunda-feira, 14 de março de 2016

Por Felipe Bandeira[i]

Manifestantes dão uma pausa as intensas mobilizações e tomam  champanhe Chandon!

Há certa confusão nos ciclos de esquerda, que acabam por diluir as diversas experiências de lutas sociais numa sucessão de fatos contingentes, como se esses constituíssem pura causalidade histórica, abstraindo as estruturas unificadoras, desconsiderando a forma e conteúdo dos processos sociais.

Esta visão da realidade, distorcida ao meu ver, tende a desconsiderar diferenças de fundos nos diversos protestos de rua do último período. Isto ocorre, primeiramente, ao se desconsiderar o caráter de classe das mobilizações, como se o ponto de unidade consistisse unicamente no esfacelamento do governo Dilma, no Fora PT. Ora, toda a casta política que se insurgi não represente alternativa alguma a classe trabalhadora e a grande parte do povo brasileiro. Os discursos inflamados contra a corrupção, em favor da “moralidade” soam no mínimo descarados - quando partem desses setores.

Pensar na diversidade sem considerar a unidade, nos leva a desconsiderar, por exemplo, o imobilismo do programa levado às ruas nos protestos de ontem (13/03). Não se discuti avanços sociais, distribuição de renda, reforma agrária, urbana, tributária etc. etc. Este conteúdo foi dissimulado, e em seu lugar foi posto uma agenda conservadora, sem envergadura para enfrentar os verdadeiros problemas do país. 

É cada vez mais imprescindível a superação deste modelo apodrecido. Isto, por sua vez, não é uma tarefa simples, pois a superação é um momento de síntese, de amalgama. Para concretizar qualquer síntese é necessário a mediação de diversos processos, que, neste caso, passa pelo fortalecimento de um bloco político com capacidade de organização dos trabalhadores, se diferenciando da celeuma em que afundaram PT, PSDB, PMDB e toda casta política construída ao longo dos últimos 30 anos. 
Um quadro reacionário: manifestantes exibem cartazes pedindo intervenção militar. 

O ato de ontem (13/03), bem como os acontecimentos das últimas semanas, vem reforçando um processo de polarização social que coloca em evidência o esgotamento do governo do PT. Já no início desta semana, o líder do PMDB no senado, Eunício Oliveira, afirmou que não se discuti o rompimento com um governo que não existe mais, dando ênfase ao esfacelamento da base governista não só no Congresso Nacional, mas também no senado. Antecedendo as manifestações, o PMDB realizou sua convenção nacional (12/03) sinalizando ruptura com o governo federal e apoio ao impeachment de Dilma.

Estas manobras mostram que além do esfacelamento da base social, também no plano das velhas ratazanas, estão ruindo as condições de sustentação de Dilma no governo. Ao longo dos anos, a base de governabilidade constituía um processo contraditório, a medida que o reformismo fraco do PT não conseguiu avançar, cedendo ao fisiologismo que insuflava a promíscua dos acordões, tornando cada vez mais esclerosada a base de sustentação dos governos petistas. 

Agora parece claro que a burguesia busca outra identidade. As manifestações neste 13 de março, trouxeram um forte elemento desagregador, não por seu caráter crítico, mas por demarcar um acirramento da luta de classes. Esta polarização social, exige uma contraofensiva de diversos setores dos movimentos sociais. Este esforço perpassa pela necessidade de superação dos equívocos do PT.

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[i] Coordenador Geral da UES e militante do movimento Juntos!

sexta-feira, 11 de março de 2016

Por Felipe Bandeira[i]


Na nossa formação social e política, transgredir certos limites da estrutura de poder, só é possível se mediado por um forte processo de mobilização social. Todos os outros caminhos, quando não foram completamente tragados pelo mais abjeto colaboracionismo de classe, foram brutalmente reprimidos e criminalizados.

O emaranhado da classe burguesa no Brasil, por conseguinte, se aproveitou de certa dispersão das massas, da pouca envergadura política das organizações trabalhistas para imprimir a ferro e fogo, traços patrimonialistas e atrasados típicos do capitalismo nos países subdesenvolvidos.

Foi a partir daí que se retirou o eixo da luta de classes do horizonte dos trabalhadores e em seu lugar foi improvisado a ideia rasa do colaboracionismo - da governabilidade -, diluindo numa mesma categoria, “o bem geral”, as inúmeras divergências estruturais. 

É a este processo mediado que se prende os atuais capítulos da operação-Lava Jato. A promiscuidade política, o toma-lá-da-cá e o balcão de negócio não são exclusivos de governos A ou B. Este método, na verdade, consiste na estrutura que se reproduz o modus operadis do Estado de Direito capitalista. A própria adesão a este método, por parte do Partido dos Trabalhadores, demonstra que não se rompeu com velhas práticas políticas, inviabilizando avançar até mesmo em pautas do reformismo mais tênue.

Por outro lado, o que se observa é um processo de contrarreforma organizado pelo governo federal, combinado com um processo de retirada de direitos do Congresso Nacional. Entre esses campos, não existe alternativa alguma. Ao invés disso, se aprofundou uma falsa polarização em torno do PSDB e PT. Ambas as “alternativas” impõe um grande e taxativo ajuste fiscal como saída à crise, penalizando a maioria da população brasileira. 

Em relação à Lula, e seu possível envolvimento nos escândalos da Lava Jato, o mínimo que se pode dizer é que a burguesia nutre uma grande ingratidão por este. Ao participar do “banquete burguês” e aderir as medidas neoliberais, Lula fez um grande favor a burguesia vira-lata brasileira, ao dá continuidade as medidas iniciadas por FHC, como a reforma da previdência, a manutenção de elevados superávits primários, o apoio ao latifúndio e o avanço da fronteira agrícola, bem como o processo autoritário e violento de construção de hidrelétricas na Amazônia, como Belo Monte, e mais recentemente, as do Complexo Tapajós.

Agora, Lula e o PT se veem “escorraçados” da festa. Esta ingratidão, ao qual Lula e o PT com razão se indignam, é a prova que os laços criados com essa tal burguesia eram frágeis. Isso vem de longe. Num país de raízes patrimonialistas, sempre se preferiu puro sangue do que a “nobreza togada”. 

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[i] Coordenador Geral da UES e militante do Movimento de Juventude Juntos!

terça-feira, 8 de março de 2016




Portos no Maicá: Desenvolvimento pra quem?

A construção de portos no lago do Maicá, mais um dos "grandes projetos de desenvolvimento" em Santarém, trará muito mais impactos negativos do que quaisquer benefícios que a população possa vir a ter. O ecossistema do lago do Maicá é de uma riqueza sem fim, que fortalece um ciclo de economia de subsistência com grande potencial de desenvolvimento. 
No entanto, esse tipo de desenvolvimento não é interessante para o governo e as grandes empreiteiras que o financiam; dessa forma, na visão deles, se o lago do Maicá não gera renda em grandes e seletivas proporções, ele não tem porque ser preservado. 

O 8 de março também é Dia Internacional da Mulher e, ao contrário do que a mídia coloca, o que queremos não são flores e chocolate, o que queremos é respeito, direitos garantidos, reconhecimento enquanto lutadoras capazes de mudar o cenário de caos que o nosso país está imerso e essa realidade de exploração do nosso povo e nosso ambiente. 
É por isso que queremos convidar a todas e todos para se somarem conosco nessa luta, nossa Amazônia já sangra com tantos projetos desenvolvimentistas. 

É hora de mais uma vez nos unirmos: Mulheres indígenas, trabalhadoras rurais, mulheres negras, mães, mulheres trabalhadoras e jovens mulheres, e dizermos BASTA pra mais essa imposição: NÃO AOS PORTOS NO MAICÁ! 
Concentração: STTR Santarém- BR 163 próximo ao trevo da Moaçara
Horário: 16H
Por  Felipe Bandeira* e Charlison Correa**




A União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém (UES), entidade enraizada na luta por mais direitos dos estudantes e dos povos da Amazônia, é uma entidade SEM financiamento de partidos ou governos, travando lutas históricas no movimento estudantil, como a conquista do passe estudantil, que garante o valor da passagem do estudante em um terço do valor do passe inteiro, ESCLARECE a toda base estudantil santarena, sobre a recente polêmica criadas em torno do aumento no valor da carteira de dez para doze reais, vaiculada por um blog sensacionalista.

Primeiramente, é importante descaracterizar a informação sorrateira de tal blog, afirmando ser este aumento um ato de fisiologismo. Ora, historicamente a UES vem combatendo as máfias de carteirinhas instaladas em Santarém (UMES e AES), que assalariam suas diretorias e fazem da entidade uma verdadeira empresa.

A UES, ao contrário, não assalaria NENHUM diretor da entidade, tão puco faz dos cargos que tais diretores ocupam, carreira profissional. Entendemos que a participação dos diretores/as está condicionada a mobilização estudantil por mais direitos.

Tanto a TRANSPARÊNCIA NAS CONTAS, quanto a ELEIÇÃO DOS MEMBROS da diretoria, é um compromisso que assumimos com nossa base. No entanto, as entidades secundaristas (UMES e AES), mantém em “caixa preta” tais informações, como se o sigilo das mesmas não se configurasse um ato criminoso, pois já existem várias denuncias de uso indevido dos recursos destas. Nós da UES, tornamos acessível a todos os estudantes as informações referentes às nossas contas, disponível tanto em nossa sede, quanto no nosso blog (uesantarem.blogspot.com).

Esclarecidos esses pontos, informamos que o valor de R$12,00 foi discutido na diretoria, por termos um grande aumento nas nossas despesas fixas, sobretudo, no que se refere aos cartões com chip e material de impressão. 

O ano de 2016 começou com o dólar batendo recordes de alta, passando dos 4 reais, devido a crise econômica que afeta a economia brasileira e do mundo inteiro. Com a alta do dólar, os preços de produtos importados e também os nacionais tornam-se mais caros. No sistema de bilhetagem eletrônica de Santarém são usados os cartões tipo Mifare, cartões esses importados e adquirido a preço de dólar, encarecendo, desta forma, a prestação de tais serviços.

Em 2015, permanecemos com o preço da carteira em R$ 10 reais, mantida por quase 5 anos nesse valor.

Este ano, porém, pelos motivos já citados, não foi possível manter o preço do ano anterior, sendo reajustado para o valor de R$ 12 reais (20%), sendo que a alta de todos os nossos custos passaram dos 40%. 

Sem mais, reafirmamos nosso compromisso em manter erguida as bandeiras de luta do movimentos estudantil, não recuando um único passo na defesa dos direitos estudantis e dos povos da Amazônia!

Avante!
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* Coordenador Geral da UES; **Tesoureiro UES. 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Por Bruna Vaz¹





Uma onda de protestos femininos varreu as ruas, redes sociais de todo país nos últimos meses, uma grande mobilização feminina que ficou conhecida como "Primavera Feminista", uma explosão social não antecipada e imprevisível. Campanhas na internet como #meuprimeiroassédio, #meuamigosecreto foram algumas hashtags que viralizaram como instrumentos que orquestraram as vozes silenciadas historicamente de nós, mulheres. Essas mobilizações começaram a ser desenhadas logo após circular na internet comentários de cunho machistas, pedofilia exacerbada contra uma participante mirim de um programa de TV, o master chef Junior. Outro fator que desencadeou indignação foi a projeto de lei 5069/2013,que retira a autonomia da mulher decidir querer ou não interromper uma gravidez consequência de estupro,elaborado por Eduardo Cunha, que se tornou inimigo número 1 das mulheres, LGBTs, negros e negras, por compor junto com uma bancada reacionária uma maçante retirada de direitos já conquistados por esses grupos. Fora Cunha! Cunha sai, Pílula fica! Foram alguns gritos que ecoaram nas ruas de todo Brasil para fazer ouvir o pedido de socorro das mulheres que estão à margem da vulnerabilidade social, que estão à mercê do assédio sexual, da violência sexual, do estupro que muitas vezes é banalizado e da própria culpabilização da vítima, gritos esses que também ecoaram pela garantia de direitos já conquistados e pela luta por direitos democráticos e libertários para construirmos uma sociedade mais igualitária.


Diante desse quadro que se configura a efervescência do movimento feminista atualmente em consonância com outros movimentos sociais, que a UES (União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém) entidade que sempre esteve lado a lado na luta e nas ruas contra qualquer tipo de opressão; homofobia, racismo, machismo, na luta pelos direitos indígenas, por educação de qualidade e inclusiva, lança a nova carteirinha estudantil de 2016 com o tema “Primavera Feminista”#AlutadasmulheresMudaoMundo”, afim de mostrar para a sociedade, assim como foi amplamente visível no tema da redação do Enem de 2015, a luta das mulheres e tornar esse debate mais acessível, ensinando que as ruas é o nosso lugar, dessa forma nosso desafio é construir uma sociedade renegando os padrões exigidos, que consiga superar toda a opressão e exploração que nos atinge todos os dias.


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¹Acadêmica de Antropologia UFOPA e diretora de movimentos sociais da UES.

-A emissão da carteira 2016 iniciou no dia 4 de janeiro e segue até o fim do ano.

Endereço: trav Francisco Correa 200, altos

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015



O Ministério Público Federal (MPF), na manhã de hoje (17), garantiu parecer favorável ao pagamento retroativo da Bolsa Permanência a 326 estudantes da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), contemplados no edital nº 003/2015. De acordo com a decisão, os estudantes deverão receber o pagamento referente a dez meses, e não somente ao mês de dezembro como pretendia a reitoria.

De acordo com direção superior, o pagamento não poderia ser efetuado pela inexistência de fato gerador jurídico que justificasse a “manobra” contábil, fato contestado pelo procurador. Caso o pagamento não tivesse sido efetivado, mais de 1 milhão de reais da verba de assistência estudantil teriam voltado para o Tesouro Nacional e seriam direcionados para pagamento de juros e amortizações da dívida pública, o dito superávit primário. 

Esta grande vitória dos estudantes, reafirma a luta por um perfil democrático de universidade, priorizando políticas que garantam não somente à entrada, mas também a permanência dos estudantes na universidade. O recurso do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES) foi uma, entre as poucas rubricas, que não sofreu cortes pelo governo Dilma, graças a mobilização nacional dos estudantes, buscando emparedar o governo para derrotar o ajuste fiscal em curso.


Apenas uma batalha foi ganha


Precisamos lutar por um modelo de assistência estudantil que se estenda para além das bolsas, com políticas transversais, como o Restaurante Universitário (RU), Casa do Estudante e Creche universitária. 

Infelizmente, a UFOPA segue a passos lentos na execução de tais políticas. Não há como avançar no aspecto qualitativo da universidade se não criarmos condições de manutenção da permanência de estudantes em vulnerabilidade social. 

Por outro lado, precisamos questionar a forma como é gerenciado o recurso da universidade, que em grande medida não prioriza os estudantes. A instituição tem mantido inúmeros imóveis alugados, como o prédio da Casa do Leite (Ideal Indústria e Comércio de refrigerantes e bebidas LTDA), R$ 1.656.000,00/ano, e o Hotel Boulevard R$ 5.371.254,40/ano.

Que venham outras lutas. Parodiando os aguerridos estudantes secundaristas de São Paulo, Pode vim quente que nós tá fervendo!


#RetroativoSim!

#AssistênciaEstudantilNãoÉEsmola!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015



São Paulo – Além de erradicar a pobreza, mitigar a fome e melhorar serviços de educação e saúde, os estudos do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU procuram também o empoderamento feminino e a igualdade de gênero como forma de desenvolvimento social.
Por Raphael Martins, do Exame
Na edição publicada ontem (14) de “O Trabalho como Motor do Desenvolvimento Humano”, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) traz também o Índice para o Desenvolvimento de Gênero, que elenca indicadores de IDH separados entre homens e mulheres, buscando as lacunas que ainda os distanciam, em especial em educação e renda.
Ao contrário do IDH, o Índice para o Desenvolvimento de Gênero deve ser próximo de zero para ser considerado satisfatório. Entram números de caráter reprodutivo (natalidade na juventude, mortalidade de mães, etc), saúde, capacitação educacional e presença no mercado de trabalho.
Lidera a lista a Eslovênia, com 0,016 de índice, seguido por Suíça, Alemanha,Dinamarca e Áustria.
O Brasil vai mal e é apenas o 97º lugar, com 0,457, dos 155 países com indicadores para pontuar no ranking. Nas últimas colocações estão Chade (0,706), Níger (0,713) e Iémen (0,744).
Veja abaixo a situação do Brasil em comparação com alguns países que compõe o ranking em diferentes categorias.
PNUD: DESIGUALDADE DE GÊNERO, SEGUNDO A ONU
O “IDH DE GÊNERO”
 O Índice para o Desenvolvimento de Gênero deve ser próximo de zero para ser considerado satisfatório. Entram números de saúde, capacitação educacional e presença no mercado de trabalho.
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MATERNIDADE ADOLESCENTE

Índice leva em conta o número de nascimentos por mulher de 15 a 19 anos. Brasil está em 114º lugar de 156 possíveis e tem 70 nascimentos a cada 1.000 mulheres.
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MULHERES NO PARLAMENTO
Esta é a representatividade feminina em alguns países ranqueados pela ONU. O Brasil é apenas o 134º lugar em maior participação feminina no Poder Legislativo. O primeiro lugar fica com Ruanda onde 57,5% das cadeiras são ocupadas por mulheres. Dos países mensurados, Catar e o Reino de Tonga não tem representante feminina.

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AS MAIS ESTUDIOSAS
Considerando como formação escolar, ao menos, Ensino Médio, Finlândia, Áustria, Luxemburgo, Canadá e Estônia destacam-se com 100% de atendimento para mulheres com 25 anos ou mais. O Brasil é apenas o 85º lugar no ranking de 155 países, com 54,6% de mulheres neste grupo. Burkina Faso é o lanterna, com impressionantes 0,9% de mulheres que concluíram Ensino Médio.
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O MELHOR DO BRASIL
Não enche os olhos, mas o melhor índice brasileiro é o de percentagem de mulheres no mercado de trabalho. No Brasil, 59,4% das mulheres com 15 anos ou mais está presente na força de trabalho do país. Trata-se do 45º lugar no ranking de 155. Os três melhores são Tanzânia, Ruanda e Moçambique, todos com mais 85% das mulheres em atividade.
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Fonte:http://www.geledes.org.br/brasil-esta-entre-os-60-piores-paises-do-mundo-para-mulheres/#ixzz3uU7ZIbfl 

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

NEM GOLPISMO, NEM AUSTERICÍDIO: A SAÍDA É PELA ESQUERDA!



Por Felipe Bandeira*


Maquiavel nos diz que nunca se deve prosseguir uma crise para escapar de uma guerra. Mesmo porque, completa o autor, dela não se foge, apenas se adia em desvantagem própria. 

O bloco político do governo está fragmentado, padecendo de uma disputa encarniçada entre os grupos que compunham o dito pacto de governabilidade. Esta massa falida, ao deflagrar o “salve-se quem puder” e aprofundar o quadro econômico recessivo, retira direitos e piora de sobremaneira as condições de vida da classe trabalhadora.

As saídas factíveis no curto prazo são difíceis. Por sua vez, o governo segue implementando uma política que representa um verdadeiro “austericídio”, resultando em maior concentração da renda, aumento do desemprego e da pobreza.

A despeito das tensões políticas do último período, pode-se mesmo afirmar que 2015 é em certa medida síntese de um conteúdo político que não somente se distingue, mas que desembaraça as “divergências” construídas pelo reformismo fraco do governismo e a direita clássica. 

O conteúdo econômico da crise

O capital só existe enquanto ciclo. A sua produção e reprodução só é possível quando os mesmos caminhos são percorridos sucessivas vezes. Neste sentido, a crise de 2007/2008 representou um ponto de ruptura. Para corrigir este ponto de coagulação, a fração financeira do capital tem forçado um ajustamento violento no mundo inteiro, a exemplo da Grécia, Portugal, Espanha, e na América Latina, Argentina, Venezuela e o Brasil.

Em particular na América Latina, associado ao ajuste internacional do capital, observa-se um esgotamento de projetos “nacionais”, como o Chavismo na Venezuela, o kirchnerismo na Argentina e o Lulismo no Brasil. Embora seja muito arriscado analisar de forma simplificada esses governos, regionalmente há um traço de esgotamento de governos reformistas, sobretudo no caso brasileiro e argentino, associado a uma reversão rápida de avanços conquistados nos últimos anos. 

O Brasil é um caso emblemático. A maior distribuição da renda, conjugada com a convergência da economia para o rentismo, constituiu a base do pacto social, que em linhas gerais, manteve inalterada os privilégios de castas políticas formadas logo após a abertura democrática. Em termos econômicos, o PT continuou e aprofundou as medidas iniciadas por governos neoliberais como de Itamar Franco e FHC.

O ponto fora da curva foi justamente o avanço qualitativo do perfil do trabalho no Brasil. O aumento dos postos de trabalho formais na primeira década de 2000 representou uma alteração importante no padrão de mão de obra. Segundo Pochmann, dos 21 milhões de postos de trabalhos criados no período, a grande maioria (94,8%) foram com rendimentos de até 1,5 salário mínimo. 

Esta maior formalização dos postos de trabalho, associado ao ciclo das commodities, sustentaram o ciclo de expansão do mercado interno no último período, consolidando o PT como uma potência eleitoral, principalmente nos setores que constituíam a base da pirâmide social. 

Este quadro, entretanto, começou a ruir por uma combinação de fatores internos e externos que pressionaram os rumos da política econômica, provocando conflitos distributivos cada vez maiores, degradando as contas nacionais em detrimento da um sistema de especulação de capitais. 

Divergências da esquerda

Muitas tradições dentro da esquerda convergem no sentido de anular o papel das massas e salientar as figuras centrais, tornando os processos sociais um fato mítico e heroico, ao mesmo tempo, que individualizado e romântico. 

O culto aos heróis atenua em certo sentido o conteúdo de classe. Precisamos compreender, como ressalta Florestan Fernandes, os processos políticos como fenômeno sociológico de classe. 

A dimensão da luta de classes está associada ao caráter objetivo do desenvolvimento do capitalismo. O quanto se avança e o quanto se retrocede não pode ser resultado única e exclusivamente de ações individuais.

Posto neste sentido, o processo histórico recente deixou claro que o raio de transformação dos governos petista é muito pequeno, esgotando-se pouco mais de uma década depois da subida de Lula na rampa do Palácio do Planalto. Observamos o PT se afastar das tarefas históricas impostas por sua base social. Por outro lado, setores mais conservadores do país assumiram postos estratégicos dentro do governo.

Mesmo as situações reacionárias, como o pretenso golpe do impeachment não se produz por encomenda, como setores governistas propagandeiam. Esse processo implícito ou explícito se relaciona em cadeia. A incapacidade dos governos petista em atinar e avançar com reformas estruturais, como a agrária e a urbana, garantiu conteúdo político aos golpistas.

Não há saídas factíveis com nenhum dos blocos constituídos. A firmeza da ação revolucionária, mesmo dentro da ordem, depende de formas de solidariedade de classe, de capacidade de mobilização e organização para levar até o fim as transformações necessárias. Precisamos nos aproximar do conteúdo político que deu forma as mobilizações de junho no Brasil em 2013.

O Impeachment é a saída?

Sabemos que muitos setores do governo e oposição se servem de todas as formas da legalidade, facilmente mobilizando grandes aparatos jurídicos em benefício próprio. Esses setores têm patrocinado à mão armada seus interesses vitais. Enquanto campos da esquerda optaram por opções táticas defensivas - muitas vezes blindando o governo - os setores burgueses avançaram em nível financeiro, estatal e militar, aperfeiçoando seu grande aparato de repressão.

De concessão em concessão, a colaboração entre classes do PT foi deixando passar retiradas de direitos, enfraquecendo a capacidade de mobilização de sindicatos e movimentos sociais.

Entretanto, junho de 2013 representou uma ruptura desta tendência. Um conjunto de forças sociais se colocaram a favor de um novo bloco político. Embora as massas mobilizadas apresentassem múltiplas pautas e linhas, existia um elemento que os unificava, a indignação generalizada contra o modelo político.

Para seguir o legado de junho, precisamos nos descolar das pautas orquestradas pela direita clássica. Obviamente o impeachment é uma destas e não atenderá as exigências dos avanços sociais, mas sim, aprofundará o quadro caótico de retirada de direitos. Michel Temer, Eduardo Cunha, Renan Calheiros, todos na linha sucessória de Dilma, caso ocorra o impeachment, estão sendo investigados por corrupção ativa e lavagem de dinheiro, além de representarem o setor mais conservador da política brasileira.

Não há como aceitar o golpismo da direita, muito menos o austericídio de Dilma. A saída vai além dos limites da massa falida que disputam o poder. O conteúdo e a forma desta alternativa é o que estamos a disputar nas ruas.

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* É coordenador Geral da UES, estudante de Ciências Econômicas UFOPA e militante do movimento de juventude Junto! 

segunda-feira, 2 de novembro de 2015




Vivemos tempos de latência e polarização social em que as dinâmicas políticas se aceleram e se acentuam. Entendemos esse processo como a gestação de um conteúdo que ainda aguarda por asssumir sua existência efetiva. Nem o neoliberalismo, nem as grandes estruturas burocráticas conseguem encontrar saídas factíveis à curto prazo para a crise financeira, ao mesmo tempo que os recursos políticos se esgotam – através de um violento processo de retirada de direitos. Não existem respostas prontas. Para contribuir nesse debate, nós da UES, elaboramos uma síntese de textos que buscam localizar essas discursões numa perspectiva à esquerda. Boa leitura!

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*Por Guilherme Boulos


Em entrevista à RBA, o líder do MTST defende que é urgente o governo pautar reformas estruturais – política, tributária, urbana – para avançar em novo ciclo de conquistas e não permitir retrocessos



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* Por Maria Lúcia Fattorelli


Continua a crise generalizada do governo de Dilma Rousseff, que acumula reveses em todas as frentes e sangra politicamente, atado por um Congresso abduzido pelo interesse privado há muito tempo. Para falar de tamanha crise, que agora registra o maior índice de desemprego desde 2010, conversamos com e economista Maria Lucia Fattorelli, que aproveitou para contar seu trabalho de auditoria sobre a dívida grega, ótimo exemplo do rumo que podemos ver o Brasil tomar.

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*Por Jean Wyllys

Ele faz um cínico silêncio, seus cúmplices mantêm-se calados e a presidência da Câmara usa estrutura pública para a defesa de alguém em vias de virar réu

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Cunha assumiu a presidência da Câmara dos Deputados com uma missão muito clara: dar coesão à casta dos partidos que controlam o poder no país, aprovando medidas contrárias aos interesses da juventude e do povo.

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*Por Caroline Vilar



A importância de enegrecer o feminismo é para muito além do debate acerca da opressão sobre as mulheres. É ter o feminismo como um instrumento de luta na desconstrução também das reminiscências coloniais que permanecem vivas e estão em constante manutenção ainda no cenário atual, tornando o peso e as marcas das correntes da escravidão, que acorrentaram, objetificaram e mataram as mulheres negras, impossíveis de serem esquecidas ou secundarizadas.



A PEC 215 é uma grave ameaça aos povos indígenas e pode significar o fim das demarcações das terras indígenas no Brasil. Na luta para impedir que a PEC seja aprovada, é fundamental que os povos indígenas tenham conhecimento sobre as propostas dos deputados e senadores, dos interesses que eles têm em defender tais iniciativas e também de quem financia os seus mandatos. Essa publicação pretende contribuir com informações para ampliar este conhecimento. É importante que os povos compartilhem essas informações nas comunidades, nas escolas, nas reuniões do movimento indígena e onde mais for possível para ampliar o debate e a articulação contra a PEC 215.





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