sábado, 4 de junho de 2011

Estudantes e movimentos sociais realizaram na manhã desta sexta feira (03/06) mais uma manifestação contra o aumento da passagem de ônibus em Santarém/PA. Desde quarta-feira, 1º, a tarifa custa R$ 1,90 - um preço considerado abusivo frente à qualidade do serviço ofertado à população.
No começo da manhã, um grupo de manifestantes fez uma panfletagem nas ruas do centro da cidade, denunciando o aumento no preço da passagem e a péssima situação do serviço de transporte coletivo no município. Após dialogarem com a população, os manifestantes se dirigiram à Prefeitura Municipal de Santarém, onde realizaram um ato de protesto criticando o reajuste.
Em frente à Prefeitura, os estudantes gritavam palavras de ordem como: “mãos ao alto, esse aumento é um assalto!”. O objetivo da manifestação era, além de chamar a atenção da sociedade para o aumento da tarifa, entregar à Prefeita Maria do Carmo uma pauta de reivindicações da sociedade civil para o transporte coletivo municipal.
Dentre as reivindicações, estão a realização de uma Conferência Municipal de Transportes, a renovação da frota de ônibus, o cancelamento do reajuste tarifário e passe livre para os estudantes. Os estudantes solicitam, também, que a Prefeitura realize processo licitatório para a escolha das empresas de ônibus. "Hoje existem empresas que não têm a mínima condição de oferecer o serviço. Os ônibus estão completamente sucateados. A licitação é o instrumento adequado para selecionar as empresas que têm melhores condições de oferecer um serviço bom ou razoável à população", argumenta Ib Sales Tapajós, coordenador geral da UES.
Uma comissão de manifestantes foi recebida pelos secretários Juca Pimentel (Governo) e Sandro Lopes (Transporte), que iniciaram o diálogo em relação às pautas apresentadas. Como a Prefeita de Santarém não se encontrava no prédio da Prefeitura, os secretários agendaram uma próxima reunião para quarta-feira (dia 08) para dar prosseguimento à discussão da pauta de reivindicações.
Enquanto isso, a luta do movimento estudantil e dos movimentos sociais continua!
* Veja a repercussão do ato público em outros veículos de comunicação: Janela Amazônica e No Tapajós.
** Confira no 'Mais informações' a Carta aberta à Prefeitura de Santarém, assinada por 18 organizações da sociedade civil, dentre entidades e coletivos estudantis, sindicatos, movimentos sociais e organizações comunitárias.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

NOTA DO MOVIMENTO XINGU VIVO – COMITÊ METROPOLITANO SOBRE A LICENÇA DE INSTALAÇÃO DA USINA HIDRELÉTRICA DE BELO MONTE
Há muito já se sabe que a Usina Hidrelétrica (UHE) Belo Monte não tem viabilidade econômica, social, ambiental, cultural e mesmo política. Mais uma prova disso foi a carta enviada à presidente Dilma Rousseff no dia 19 de maio/2011, assinada por 20 das mais importantes associações cientificas brasileiras, como a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que após se debruçarem por um longo tempo sobre os estudos até aqui realizados, manifestaram preocupação e pediram a suspensão do processo de licenciamento da UHE Belo Monte.
Há muito também já se sabe que a UHE Belo Monte infringe frontalmente a constituição e a legislação ambiental do Brasil. É por isso que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), nacional e seção Pará, e o Ministério Público Federal (MPF) estão pedindo que sejam suspensas as operações de Belo Monte enquanto as condicionantes não forem realmente cumpridas. Nesse sentido, no dia 11 de maio/2011 o MPF emitiu uma recomendação ao presidente do IBAMA, pedindo que este se abstenha de emitir a Licença de Instalação da UHE Belo Monte, enquanto as questões relativas às condicionantes da Licença Prévia 342/2010 não forem definitivamente resolvidas.
Nem mesmo o consorcio Norte Energia S.A. (NESA), montado pelo Governo Federal as vésperas do leilão, apresenta consistência. Esta semana foi amplamente divulgado que as empresas Galvão Engenharia, Serveng e Cetenco já fizeram pedido formal de desligamento do consórcio, a Contern fará o pedido nos próximos dias, e a J. Malucelli e Mendes Junior estão apenas a procura de alguém que compre os seus percentuais no negócio, seguindo os mesmos passos da Gaia Energia, que já vendeu a sua parte para a VALE. Antes mesmo de iniciar suas atividades a NESA já está caindo de podre.
A UHE Belo Monte é hoje uma bandeira política do Governo Federal, só isso explica a obsessão por esta obra, que vai repassar no mínimo 30 bilhões de reais para as empreiteiras, setor que, coincidentemente, ficou em 1º lugar no repasse de verbas para a campanha da presidente Dilma Rousseff.
A principal polêmica no debate sobre o novo Plano Nacional de Educação é sobre qual percentual do PIB deve ser aplicado no setor. O governo quer magros 7% e a sociedade civil reivindica 10%. Uma pergunta relevante neste debate é dizer de onde virá o dinheiro novo. Além dessa pergunta cabe dizer também quem pagará a conta em relação aos entes federados.
Hoje o Valor Econômico deu repercussão para uma proposta da Campanha Nacional pelo Direito à educação que busca responder a primeira pergunta. Pela proposta 5% dos lucros das empresas estatais seria destinada a manutenção e desenvolvimento do ensino.
Segundo o Valor “o lucro das estatais federais, como Petrobras, Banco do Brasil e Eletrobrás, está na mira do ensino público brasileiro. Nos próximos dias, deputados da comissão especial responsável pela tramitação do Projeto de Lei 8.035, que trata da segunda edição do Plano Nacional de Educação (PNE), começam a debater uma emenda que prevê a destinação de 5% do lucro líquido das empresas vinculadas à União para investimentos em transporte e infraestrutura escolar, como, por exemplo, reformas, compra de materiais e construção de bibliotecas e laboratórios de informática e ciências”.
Contra o aumento do preço do busão, vamos pra rua com mobilização!
A Prefeita de Santarém Maria do Carmo Martins (PT) mais uma vez ataca o bolso da população em benefício dos empresários de ônibus.
A partir desta quarta-feira (01/06/2011), o usuário do transporte coletivo terá de pagar R$ 1,90 pela passagem. Um VALOR ABUSIVO que deve ser repudiado por todos nós!
Vamos às ruas também para exigir um transporte coletivo de qualidade e PASSE LIVRE para todos os estudantes.
Data: 03/06/2011 (Sexta-feira).
Concentração às 8 horas na Praça São Sebastião.

Contatos: Ib Tapajós (UES): 9145-3010, Sérgio (FAMCOS): 9145-2068 e Renan (FDA): 9122-2068.
Veja também:

terça-feira, 31 de maio de 2011

Charge de Juliana Borges, no Blog Pele da Terra

Texto de Leonardo Sakamoto:

O governo federal anunciou ações para evitar novas tragédias na Amazônia, como os assassinatos das lideranças rurais Maria e Zé Cláudio, no Pará, e Adelino Ramos, em Rondônia. Sem medo de estar enganado, e ainda sem o detalhamento exato das ações, tenho a certeza de que – mais um vez – isso não vai dar certo. Intensificar a fiscalização e o controle (como informado ontem) são importantes, mas não terão efeito nenhum se o próprio Estado continuar como cúmplice – por ação ou inação – dessa violência.
Para começar, para que formar uma comissão interministerial para analisar o assunto? Pelo amor de Deus! Qualquer sagui bêbado da floresta sabe a razão de se morrer a bala na região de fronteira agrícola. A violência na Amazônia não é uma doença, mas sim um sintoma. Ou seja, a fiscalização é uma parte importante – mas ameniza, não resolve. É como pegar malária e ficar tratando as dores pelo corpo com aspirina. No caso, estar sofrendo de infecção generalizada e receber um tylenol para aguentar as pontas. Ao mesmo tempo, proteger os ameaçados é importantíssimo e fundamental, mas trata sintomas e não o coração da história.
As mortes no campo são resultado de um modelo de desenvolvimento concentrador, excludente, que privilegia o grande produtor e a monocultura, em decorrência ao pequeno e o médio. Que explora mão-de-obra de uma forma não-contratual, chegando ao limite da escravidão contemporânea, a fim de facilitar a concorrência em cadeias produtivas cada vez mais globalizadas. Que fomenta a grilagem de terras e a especulação fundiária, até porque tem muita gente graúda e de sangue azul que se beneficia com as terras esquentadas e prontas para o uso. Que muito antes da época dos verde-oliva já considerava a região como um “imenso deserto verde” a ser conquistado – como se o pessoal que lá morasse e de lá dependesse fossem meros fantasmas. Que está pouco se importando com o respeito às leis ambientais, porque o país tem que crescer rápido, passando por cima do que for. Tudo com a nossa anuência, uma vez que consumimos os produtos de lá alegres e felizes.

domingo, 29 de maio de 2011


Por Giulia Tadini*
Antes das Revoluções Árabes qual era a nossa visão sobre as mulheres mulçumanas? Lembramo-nos da Jade em “O Clone” fugindo de um casamento arranjado e da burca, ou então pensamos nas odaliscas em algum harém imaginário. Para além disso, costumamos explicitar as opressões que sofrem as mulheres mulçumanas, muitas vezes fazendo extensos debates sobre seus costumes, enquanto escondemos o quanto nós, “as ocidentais”, também somos oprimidas diariamente.
Mas, se isso é de fato verdade, onde estavam as mulheres que hoje estão nas ruas do Oriente Médio tendo papel protagonista nas Revoluções Árabes? Naomi Wolf em artigo na Al Jazeera [1] fala em uma revolução feminista no mundo árabe, na qual as mulheres transcendem os papéis rígidos de gênero e assumem posições de liderança nas manifestações. Após décadas, houve, neste ano, um 8 de março no mundo árabe.
Essa foto mostra estudantes que protestavam durante uma manifestação em frente ao edifício da principal da Universidade no Cairo para exigir a renúncia do reitor [2]. Nela podemos ver que em nada as mulheres do Egito correspondem ao estereótipo que temos delas. São mulheres lutando contra ditaduras, ocupando as ruas e praças e transformando sua realidade. São exemplos para as mulheres do mundo todo.
“As mulheres do Egito não só ‘se somam’ aos protestos, mas tem sido uma força destacada da evolução cultural que as tornou indispensáveis. E o que vale para o caso do Egito, pode se dizer também, em maior ou menor medida, para todo o mundo árabe. Quando as mulheres mudam, tudo muda; e as mulheres do mundo muçulmano estão mudando radicalmente” (Naomi Wolf).

sábado, 28 de maio de 2011

Por Israel Dutra*
“Eles não nos deixam sonhar, não os deixaremos dormir”
A velocidade das notícias, no atual período turbulento que vive o planeta, se multiplica. A morte de Bin Laden e a prisão de Strauss-Kahn trouxeram à tona mais incertezas no complexo cenário mundial. Contudo, um elemento novo surpreendeu a todos. A irrupção do movimento de “indignados” em Madrid acelerou ainda mais a história. Seguido por quase 200 manifestações em todo o território espanhol, mobilizou centenas de milhares de pessoas no país.
O “15-M”[alusivo a data da primeira manifestação] rompeu a apatia do calendário eleitoral espanhol. Em pleno 2011, temos um novo Maio na Europa. A juventude e o movimento dos “indignados” estão construindo uma ponte com as revoluções do mundo árabe e a luta do povo da Islândia contra os bancos e a crise. Foram manifestações que tomaram as praças centrais de Barcelona, Valencia, Granada, Sevilha, organizando acampamentos permanentes, com decisões assembleístas, atividades diárias, intervenções artísticas. Mesmo proibidos, centenas de milhares de pessoas, no dia da eleições [22 de março] desafiaram o Supremo Tribunal e tomaram as ruas de todo o país. Uma semana em que a Espanha respirou sua nova primavera política.
A mobilização da “Puerta del Sol” trouxe, como bem afirmou Pedro Fuentes, a praça Tahrir para o coração da Europa.

A geração # : à rasca, sem futuro e indignada
As bases fundamentais para a mobilização da Puerta del Sol que se alastrou por toda Espanha combinam dois elementos: os efeitos cada vez mais duros da crise econômica e a marginalização política, efeito do regime controlados por uma partidocracia. A juventude que se expressa nas praças tem constantemente recebido o “não” como resposta. Não há vagas, não há lugar para intervir politicamente, não há moradia digna, não há educação de qualidade, não há possibilidades, não há futuro. A elite social e política espanhola, controlada pelo bipartidarismo a serviço dos bancos fez “ouvidos moucos” durante muito tempo. Agora o barulho é ensurdecedor.
A relação que existe com os processos de mobilização recente do mundo árabe é direta. Não apenas pela eficácia das convocações que, burlando os mecanismos “oficiais”, ocorreram via as redes sociais e formas de comunicação alternativa. A identidade é bem maior. Nas praças da Espanha se podia ouvir referencias tanto a Praça Tahrir quanto a Islândia [país que aprovou o não pagamento de dívida com bancos em dois referendos populares]. Solidários na precarização, solidários na luta. Como referência aos islandeses, que protestaram por um ano durante todos os sábados, os manifestantes cantavam: “Espanha em pé, uma Islândia é”.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

No site do Juntos! Juventude em Luta:


Durante a tarde desta quinta-feira (26/05), cerca de 250 estudantes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) ocuparam o saguão da reitoria no Campus Anglo. A medida era para entregar ao reitor César Borges uma lista de reivindicações de 14 cursos da instituição.
De acordo com os estudantes, foi buscado um contato de forma diplomática, por meio de ofícios, porém o grupo não obteve retorno. Na tentativa de chamar o reitor para uma conversa, os alunos gritaram “Desce! Desce!” e bateram latas.
A manifestação começou na Rua XV de Novembro, no centro da cidade, por volta das 13h30min, quando os estudantes saíram em passeata e passaram por vários prédios da universidade para chamar os alunos ao protesto. No momento da chegada à reitoria, foram impedidos de entrar, mas forçaram e conseguiram ocupar o saguão do local.
Confira no mais informações a lista de reivindicações dos estudantes da UFPEL.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Dando continuidade ao processo de mobilização contra o reajuste da tarifa de ônibus em Santarém/PA, mais de 200 estudantes, entre universitários e secundaristas, tomaram as ruas da cidade, nesta quarta-feira (25/05), para pressionar a Prefeita Maria do Carmo Martins (PT) a não decretar nenhum aumento no transporte coletivo.
A manifestação teve início às 8 horas da manhã na Praça São Sebastião, local de concentração dos estudantes. De lá, os manifestantes caminharam pelas ruas do centro de Santarém, entoando palavras de ordem de protesto contra o governo municipal que, mais uma vez, quer aumentar a tarifa sem aumentar a qualidade do serviço.
A estudante Janaina Azevedo, integrante do grêmio do colégio estadual São Francisco, afirma que “além da luta contra o reajuste da tarifa, nós queremos gratuidade nos coletivos para todos os estudantes de Santarém. Passe livre já!”.

Após percorrer o centro da cidade, inclusive paralisando o trânsito em algumas ruas, a passeata subiu a Av. Barão do Rio Branco, parando em frente ao Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo (SETRANS), local em que o coordenador geral da UES, Ib Tapajós, disparou: “Nós sabemos que a infra-estrutura de Santarém está péssima, com as ruas cheias de buracos. Porém, os empresários de ônibus têm de pressionar a Prefeitura para melhorar a infra-estrutura urbana do município, ao invés de tentarem repassar para a população os prejuízos que sofrem. A classe trabalhadora não pode ser penalizada pela incompetência do poder público municipal”.
Saindo do SETRANS, os estudantes seguiram rumo à Prefeitura Municipal de Santarém (PMS), enfrentando inclusive a chuva que começou a cair na cidade. Chegando ao Palácio Jarbas Passarinho, sede da Prefeitura, os manifestantes ocuparam o pátio e exigiram uma audiência com a prefeita Maria do Carmo. No entanto, de acordo com informação repassada pelos funcionários da PMS, Maria se encontrava em Brasília.
Sendo assim, uma comissão de estudantes foi recebida pelo Secretário de Transportes, Sandro Lopes, e pelo Secretário de Governo, Juca Pimentel. Na reunião, as lideranças estudantis apresentaram uma pauta de reivindicações ao governo, que inclui, além, do congelamento da tarifa integral, a instituição do passe livre e a ampliação das linhas universitárias, de modo a atender devidamente os acadêmicos da UFOPA e UEPA, e a abertura de processo licitatório para selecionar as empresas que tenham melhores condições de operacionalizar o serviço.
Nenhuma posição concreta foi dada aos estudantes. Segundo Juca Pimentel, a Prefeita ainda não tomou nenhum posicionamento sobre o reajuste da tarifa. Quanto ao passe livre, o referido secretário afirmou que tal pauta deve ser encaminhada junto ao Conselho Municipal de Transportes, que é o espaço da sociedade civil para discutir e deliberar sobre políticas públicas de transporte no município.
Frente à ausência de respostas objetivas às demandas apresentadas, o movimento estudantil continuará mobilizado e promete voltar às ruas para reivindicar as pautas pendentes. “Nossa luta não se refere somente à tarifa. Queremos um transporte público de qualidade, que atenda devidamente à demanda da população santarena.” – afirma Ib Tapajós.
Diante de tudo isso, o dia 25 de maio de 2011 foi uma data especial para o conjunto dos estudantes de Santarém. Mais uma vez o movimento estudantil deu um show de democracia e de protagonismo social, demonstrando a todos que a juventude em luta é capaz de mudar os rumos da história. Até a vitória sempre!

terça-feira, 24 de maio de 2011


Venha participar do segundo ATO PÚBLICO do movimento estudantil em 2011 contra o aumento da tarifa de ônibus em Santarém!
Vamos dizer NÃO a esse ataque ao bolso da população.
Nenhum aumento na tarifa de ônibus!
PASSE LIVRE para todos os estudantes e desempregados do município!

Data: 25/05/2011 (Quarta-feira).
Concentração às 8 horas na Praça São Sebastião.
Para mais informações: (93) 3063-4183


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