Mostrando postagens com marcador juventude em luta. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador juventude em luta. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012


Ocorrerá no próximo final de semana, nos dias 10, 11 e 12 de fevereiro de 2012, a Acampada do Juntos! Santarém. Trata-se de um espaço de formação democrática sobre temas como educação, política e meio ambiente. A juventude santarena está convidada para participar da Acampada, de modo a debater qual o papel que devem desempenhar os jovens em um projeto de transformação da sociedade.
Além de ser um espaço formativo, a Acampada do Juntos! em Santarém contará com momentos culturais e de confraternização. O clima de tranquilidade no local do evento - a "Chácara dos Sonhos", situada na comunidade de São Raimundo (próximo à estrada de Alter do Chão) - possibilitará importantes momentos de debates e também de diversão.
Confirme presença na Acampada do Juntos! Santarém no Facebook.
Confira abaixo a PROGRAMAÇÃO do evento:

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

2011 foi um ano de muitas lutas, no Brasil e no mundo. A juventude teve um papel central nas principais mobilizações, do mundo árabe aos EUA, da Europa ao Chile, do Rio Grande do Sul ao Pará, etc. O Blog da UES, neste ano, buscou acompanhar e divulgar essas lutas, que apontam para transformações profundas na sociedade.
Confira abaixo a lista dos 10 posts mais lidos em 2011.

1) 175 anos da Cabanagem serão festejados em Cuipiranga;
2) Juventude em luta na UFOPA;
3) Governo Dilma anuncia corte de verbas na Educação;
4) Aula magna da UFOPA é marcada por protestos;
5) Santarém contra Belo Monte;
6) Do nascer ao pôr do sol: o dia em que Belo Monte parou!;
7) Todo apoio à luta dos bombeiros do RJ!
8) Canteiro de obras de Belo Monte é ocupado;
9) O exemplo que vem do Chile;
10) Estudantes na rua contra o aumento da passagem de ônibus.

Agradecemos os nossos leitores por nos acompanharem em 2011 e desejamos a todos um ótimo ano novo. Que 2012 seja um ano cheio de lutas e vitórias para a juventude e os povos do mundo inteiro.

DIRETORIA DA UES

segunda-feira, 14 de novembro de 2011


Assembléia reúne mais de 2 mil estudantes na Faculdade de Direito da USP.
O Brasil inteiro tem assistido aos últimos acontecimentos políticos na USP. Desde o dia 27 de outubro, o movimento estudantil da Universidade de São Paulo vem se mobilizando para combater a política de segurança implementada pelo reitor João Grandino Rodas, que consiste na militarização da USP e na repressão e intimidação aos membros da comunidade acadêmica.
Na entrevista abaixo, Thiago Aguiar (estudante de Ciências Sociais, militante do Juntos! e diretor do DCE-Livre da USP) fala sobre o cenário atual da Universidade, que envolve a realização de manifestações e assembléias com milhares de estudantes, e analisa as perspectivas e desafios do movimento estudantil na maior universidade brasileira.
1-Thiago, a assembleia do dia 8 de novembro foi a maior dos últimos tempos na USP. Explique o porquê desta presença massiva de estudantes.
A assembleia do dia 8 foi um marco na memória recente do movimento estudantil da USP. Entre todas e todos ali presentes, percorria um grande sentimento de indignação e a vontade de oferecer uma resposta coletiva à agressão que a USP sofreu. O reitor Rodas, com o apoio de Alckmin, decretou um verdadeiro estado de sítio no campus, impondo a presença de 400 homens da tropa de choque, cavalaria, grupos de ação especial e helicópteros. Tudo isso é incompatível com que acreditamos deva ser o ambiente universitário.
Não podemos aceitar prisões e a militarização da universidade para calar a voz daqueles que divergem da política educacional dos governos tucanos em São Paulo e que não aceitam os ditames de Rodas. A greve geral, então, foi a resposta que encontramos para este triste momento. Deixamos de lado quaisquer diferenças entre nós no último período para rechaçar conjuntamente estes trágicos acontecimentos.

2- O governador Alckmin, em rede nacional, disse que alguns estudantes precisavam de uma “aula de democracia”. Como o ME enxerga a declaração do governador tucano?
As declarações de Alckmin são, na realidade, mais uma tentativa de desviar a atenção da sociedade para o que vem acontecendo na maior universidade brasileira. Em vez de discutirmos a fundo para onde deve ir o dinheiro público que a mantém e o descaso com a segurança de estudantes e trabalhadores da USP, a tentativa do governo e da reitoria é a de “lavar as mãos” e eximir-se de suas responsabilidades, criando polarizações tão mentirosas quanto ridículas como “PM versus maconha”.
No fundo, as declarações servem para afagar uma corrente de opinião na sociedade que rechaça a organização coletiva e não admite a existência do movimento estudantil. O governador poderia, por exemplo, dar aulas de democracia a sua base de apoio na ALESP, exigindo que ela permita o prosseguimento das investigações sobre o escândalo da venda de emendas parlamentares. Poderia, também, pressionar pela votação do projeto de lei do deputado Carlos Giannazi (PSOL) que estabelece a eleição direta para reitor das universidades estaduais paulistas.
Na verdade, ontem, 10/11, o movimento estudantil deu uma “aula de democracia” com um belo ato com 5 mil pessoas no centro de São Paulo e uma grande assembleia que tomou o histórico “salão nobre” da Faculdade de Direito, deliberando a continuidade da greve estudantil.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

No site do DCE-Livre da USP:
Na última quinta-feira, dia 27 de outubro, por volta das 18h, três estudantes foram abordados dentro de seu carro, pela polícia militar, no estacionamento da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP). Estes estudantes tiveram seus documentos confiscados e seu carro revistado por estarem, segundo a polícia, consumindo maconha.
Esta não foi a primeira vez que a PM entrou no campus para reprimir estudantes. Trata-se de mais uma demonstração da política de repressão que vem sendo imposta na Universidade pelo reitor João Grandino Rodas, investigado por corrupção pelo Ministério Público. Este reitor, que não foi eleito pela comunidade universitária, tem uma ampla ficha de repressão aos estudantes e movimentos sociais.
A repressão foi acentuada com a assinatura de um convênio (entre a reitoria da USP e a PM) que foi firmado em setembro deste ano, sem a mínima consulta à comunidade universitária. Este convênio permite a entrada ostensiva da polícia no campus e prevê a instalação de quatro bases militares no campus Butantã. Os policiais têm abordado indiscriminadamente estudantes e trabalhadores. Com isso, o Reitor tenta impor seu projeto de privatização da Universidade, que já vem se concretizando através da terceirização e a precarização do trabalho e ensino.
A abordagem da PM indignou @s estudantes, que começaram a se reunir em volta d@s policiais buscando impedir uma ação mais violenta contra @s alun@s. Mais de quinhentos estudantes se uniram para impedir a prisão dos três universitários que haviam sido abordados. A polícia continuou irredutível e chamou reforços, totalizando 15 viaturas, só no estacionamento da FFLCH. Com o aumento da força policial mais estudantes se juntaram para defender a autonomia da universidade, se posicionando contra a repressão policial.
Em um ato de protesto contra a repressão, centenas de estudantes se colocaram em frente as viaturas para evitar a detenção dos estudantes. A partir deste momento, @s políciais, que estavam, em sua maioria, sem idenificação pessoal, partiram para um violento confronto físico, saindo do campo das ameaças e ofensas verbais para agressões com gás lacrimogênio, spray de pimenta, bala de borracha e cassetete.
Diante da truculência da polícia, @s estudantes, que se mobilizaram contra a repressão e a violência, se defenderam conforme podiam. Após três horas de tencionamento e meia hora de confronto físico, os polícias deixaram a universidade. @s estudantes não se deixaram intimidar pela violência da polícia. Após a assembleia realizada pel@s mais de quinhentos presentes foi decido pela ocupação da Administração da FFLCH como forma de lutar contra a repressão na USP.
Seguiremos ocupad@s até que o convênio (USP- PM) seja revogado pela reitoria, proibindo a entrada da polícia militar no campus em qualquer circunstancia, bem como a garantia de autonômia nos espaços estudantis, como o Núcleo de Conciência Negra, Moradia Retomada, CANiL_Espaço Fluxus de Cultura da USP, entre outros. Continuaremos aqui até que se retirem todos os processos criminimais e administrativos contra @s estudantes, professores e funcionári@s.
São Paulo, 28 de outubro de 2011.
MOVIMENTO DE OCUPAÇÃO

# Leia também:
- Nota do DCE-Livre da USP contra a repressão da PM na USP;
- Reitoria promove a militarização para não discutir a USP, dizem manifestantes.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Na semana do Seminário Mundial contra Belo Monte, publicamos o vídeo produzido pelo pedagogo e produtor cultural Jucelino Filho que retrata o ato público ocorrido em Santarém no dia 20 de agosto de 2011  contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte.
A luta contra o Belo Monstro do governo Dilma tem que continuar, e os movimentos sociais precisam acumular forças para intensificar esse necessário combate. O Seminário Mundial em Altamira será uma grande oportunidade para dar projeção nacional e internacional à resistência dos povos do Xingu. Várias organizações, de diversas partes do Brasil e do mundo, confirmaram presença no evento.
Uma caravana de Santarém, formada por militantes do movimento indígena e do movimento estudantil, está a caminho de Altamira para participar do Seminário. A UES se fará presente, através do diretor Rômulo Serique, de modo a somar forças nessa batalha.
Lutar contra a usina de Belo Monte é, acima de tudo, defender a Amazônia contra a ganância do grande capital. Belo Monte NÃO! Viva o Xingu vivo pra sempre!
------------------
# Confira também: Artistas paraenses cantam em protesto à hidrelétrica Belo Monte

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

2011 já pode ser considerado como o ANO DA JUVENTUDE INDIGNADA. Desde o começo do ano, jovens do mundo inteiro estão indo às ruas para reivindicar seus direitos e exigir um futuro diferente para a humanidade. Do Egito à Espanha, da Grécia ao Chile, da Tunísia aos EUA, a juventude vem protagonizando grandiosas mobilizações políticas contra o atual modelo de sociedade, injusto e excludente.
De modo a unir as vozes que ecoam no mundo inteiro, a juventude espanhola, que constrói a plataforma Democracia Real Ya, convocou pessoas do mundo inteiro para participar do Dia Mundial de Acampamentos em Praças, que acontecerá em 15 de Outubro de 2011.
O 15O será um momento histórico em que os povos dos 5 continentes se levantarão, juntos, para gritar por uma sociedade mais justa. A pauta que nos unifica é DEMOCRACIA REAL JÁ! Basta de “representantes” corruptos e preocupados unicamente com os interesses das classes dominantes. É preciso que a classe trabalhadora e a juventude assumam as rédeas de sua própria história.
No Brasil e em SANTARÉM temos motivos de sobra para ir às ruas no dia 15 de outubro. A corrupção tem sido uma marca constante do país, desde os ministérios do governo Dilma até as irregularidades nas obras do PAC em Santarém, passando pelo escândalo dos funcionários fantasmas da ALEPA. O meio ambiente tem sido também uma vítima constante do Governo e do grande capital: a construção da usina de BELO MONTE em Altamira/PA é prova disso.
A situação precária das escolas públicas de Santarém, denunciada pelos trabalhadores da educação (que estão em greve), revela a necessidade urgente de mais verbas para o ensino público. Por isso, o 15O em Santarém será também um momento de luta por 10% DO PIB PARA A EDUCAÇÃO PÚBLICA JÁ! Só um investimento sério na educação dará à nossa juventude oportunidade de um futuro melhor.
Por tudo isso, convocamos a juventude e os trabalhadores santarenos a OCUPAR a PRAÇA SÃO SEBASTIÃO, a partir das 18 HORAS do DIA 15 DE OUTUBRO (SÁBADO).
O 15O em Santarém terá em sua programação shows musicais de bandas e artistas da cidade. A cultura também é um direito fundamental da juventude!
Traga para a Praça São Sebastião sua barraca, sua banda, suas bandeiras, faixas e, acima de tudo, sua INDIGNAÇÃO.
VAMOS JUNTOS! O FUTURO NOS ESPERA!
----------------------------------
# Constróem o 15O em Santarém as seguintes organizações: UES, SINTEPP, SINTSEP, ANEL, Movimento JUNTOS!, Comissão representativa dos Técnicos da UFOPA, DCE UFOPA, Coletivo Rosas de Liberdade, Unidos pra lutar, Coletivo Vamos à Luta, PSOL, PSTU. 

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

No site do Juntos!:

No dia 15 de outubro de 2011 a juventude e os trabalhadores indignados ocuparão as praças no mundo todo.
Desde o começo desse ano, a partir dos processos revolucionários que ainda estão em curso na Tunísia e no Egito, a revolta com o mundo em que vivemos se disseminou para outros países do globo. No norte da África e no mundo árabe isso se expressou a partir da luta contra os sistemas políticos ditatoriais que oprimiam a população. Na Europa ganhou cada vez mais força como resposta às políticas de retiradas de direitos da população e o alto índice de desemprego da juventude – que chegou a atingir mais de 40% na Espanha. Na Índia se fortaleceu em uma insurreição contra a corrupção; na América Latina, milhões de chilenos saíram às ruas em defesa de uma educação gratuita e de qualidade.
No Brasil, nos últimos meses, a cada semana construímos manifestações pelo país que expressam a insatisfação da sociedade com as decisões tomadas pelos governos federal, estadual e municipal. Saímos às ruas pelo Passe Livre no Transporte Público, contra a construção da usina de Belo Monte, contra a corrupção no futebol e no nosso sistema político. A partir da iniciativa do 15 de maio, na Espanha, onde o país todo ocupou praças com a pauta “Não somos mercadoria nas mãos de políticos e banqueiros!” grupos e indivíduos de dezenas de países se uniram para construir um grande ato:
O 15O expressa a união dos indignados pelo mundo, em defesa de outra sociedade, verdadeiramente democrática, que defenda os interesses do povo. No Brasil, teremos manifestações em praticamente todas as capitais do país, cada uma com uma pauta diferente e todas em defesa de uma DEMOCRACIA REAL JÁ!

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Por Enilton Rodrigues*
Por mais verba para educação, por estrutura fisica no campus de Ceilandia e demais campi, por uma verdadeira política de permanência estudantil, cerca de 500 estudantes – a grande maioria do campus de Celiândia – ocuparam a Reitoria da UnB no fim da manhã desta terça-feira, 13 de Setembro. Os Indignados querem com urgência uma audiência com o Reitor e pedem o atendimento imediato da pauta de reinvindicação**. A ocupação segue firme a espera dessa audiência, é muito importante que consigamos impulsionar ainda mais o movimento para ampliá-lo.
Os estudantes esperam a construção do novo campus e dos laboratórios há mais de 3 anos. Isso é na prática o resultado do processo de precarização da educação no Brasil via Expansão sem qualidade do Governo Lula/Dilma-REUNI. A pauta de reivindicação tem como linha geral a estrutura física dos prédios, mas expressam um sentimento geral contra a precarização sofrida na UnB e em todo País no ensino, pesquisa e extensão.
Esperamos o apoio de todos os companheiros nesta luta por educação púbica, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada!
-------------------------
*Enilton Rodrigues é estudante de Engenharia Florestal e militante do Juntos!
** Confira no 'mais informações' a pauta de reivindicações dos estudantes da UNB.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Por Rodolfo Mohr *
“Presidenta, não se preocupe. Este é o Rodolfo, líder da oposição de esquerda da UNE. E eu sou o líder da situação de esquerda da UNE”. Dessa forma, André Tokarski, Presidente da União da Juventude Socialista e ex-Diretor da UNE, ajudou a “quebrar” o clima, na reunião dos diretores da UNE, da UBES e da ANPG com a Presidente Dilma, dia 31 de agosto.
Exatamente antes de Tokarski, apresentei o que seria o nosso único compromisso com o governo: seguir ocupando reitorias, trancando escolas e realizando passeatas por todo o Brasil. Nossa pauta: 10% do PIB para Educação para garantir as urgentes demandas das educação brasileira em todos os níveis.
Ainda disse que vamos enfrentar o governo, que novamente apresenta o orçamento da união com quase 50% dos recursos destinados para o pagamento da dívida pública, eufemismo para a bolsa-banqueiro. A educação segue com cerca de 5%. Evidentemente Dilma e os ministros Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral da Presidência da República) e Fernando Haddad (Educação) não gostaram nada do que ouviram, o descontentamento estava explícito.
Antes e depois dessa reunião, mobilizações estouraram por todo o país contra o projeto educacional do governo petista. Além de insuficiente, o REUNI não foi cumprido na integralidade. De fato se consumaram as críticas de 2007, ano do decreto que instituiu a expansão, de que não se podia duplicar as vagas nas universidades públicas com apenas R$ 2 bilhões de reais.
Das capitais ao Brasil profundo: de Santa Maria-RS a Teresina
No dia seguinte a reunião, 1º de setembro, a Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi ocupada pelo movimento estudantil. Melhorias para o Hospital Universitário de Santa Maria, concurso público para professores e servidores para diversos cursos, mais recursos para Assistência Estudantil – reformas das Casas de Estudante em Santa Maria e ampliação das moradias em Frederico Westphalen, o direito de 3 refeições diárias no Restaurante Universitário, além de diversas pautas específicas e gerais que retratam o descaso com a Educação Pública. Já são 8 dias de ocupação.
A ampliação promovida nas Universidades federais estava mais vinculada à produção de estatísticas para a campanha de Dilma Presidente do que com o atendimento da demanda da juventude brasileira de acesso à educação pública, gratuita e de qualidade.
Na semana seguinte a reunião com a Presidente, ocorreu uma importante rebelião estudantil e popular em Teresina no Piauí. O prefeito Elmano Férrer (PTB) propôs aumento da tarifa de ônibus de R$ 1,90 para R$ 2,10. A primeira manifestação contrária juntou 200 estudantes e foi duramente reprimida pela tropa de choque da Polícia Militar com spray de pimenta e tiros de bala de borracha. A indignação cresceu e durante cinco dias a população mobilizada, nos últimos juntos cerca de 15 mil pessoas, incendiaram ônibus e barraram o aumento. O prefeito voltou atrás e congelou o preço por 30 dias, prorrogáveis por mais 30.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Por Lucas de Mello
Diretor de Universidades Públicas da UNE (Oposição) e militante do Coletivo Nacional Levante!

A palavra de ordem que marcou a ocupação da reitoria da UFF ecoa em todas as universidades do Brasil. Cada dia é uma nova ocupação de reitoria, indicativo de paralisação ou greve estudantil (UFSC, UFES, UFPR, UEM, UFF, etc..).
É intensa também na juventude brasileira a inquietação que cresce no mundo. Mais do que apenas luta corporativa, as mobilizações estudantis estão colocando em questão um modelo político, econômico, cultural e social, que reproduz opressão e a exploração. Na universidade, sua estrutura funcional e projeto político pedagógico reproduzem e desenvolvem este modelo civilizacional.
O governo readequa a universidade para que melhor se adapte ao desenvolvimento do capitalismo, que vive uma das maiores crises de sua história. O desmonte do caráter público, a transferência de recursos públicos para a iniciativa privada, a expansão sem recursos, formação aligeirada, aprofundam a insatisfação da comunidade acadêmica, em especial os estudantes, que vivem cotidianamente os problemas decorrentes desse processo.
A juventude protagoniza os maiores enfrentamentos a essa ordem em todo o mundo. Grécia, Espanha, Chile e agora espalhado em todo o Brasil. Nas principais universidades do Brasil os estudantes saem às ruas. É o sopro de novos tempos.
De nada adianta a simples reafirmação de pautas históricas, como vem sendo apontado pela União Nacional dos Estudantes com a defesa dos 10% do PIB pra educação, se a jornada de lutas da entidade não aponta a raiz do problema – o projeto de educação do governo – e articula pelo movimento o enfrentamento desse projeto. Foi na construção do movimento estudantil real nas universidades que amadureceram as condições para a radicalização. Desde a implementação forçada do Reuni nas Federais e os ataques nas Estaduais os DCEs, CAs e DAs vem acumulando forças nas pautas locais e preparando a avenida para esse novo momento.

domingo, 21 de agosto de 2011

O dia 20 de agosto de 2011 foi marcado, em várias cidades do Brasil e do mundo, por manifestações de protesto contra a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu, município de Altamira/PA. Em Santarém não foi diferente. Cerca de 100 pessoas atenderam a convocação da UES e da FDA  e foram às ruas dizer não ao “Belo Monstro” do governo Dilma. A concentração para o ato começou por volta das 18 horas na Praça da Matriz. Os manifestantes caminharam pela orla da cidade, com faixas, cartazes e entoando palavras de ordem como “Não, não, não. Belo Monte não. O Xingu é nosso e não abrimos mão!”.
A hidrelétrica de Belo Monte, cuja construção custará cerca de R$ 30 bilhões aos cofres públicos, é considerada por inúmeros especialistas, movimentos sociais e ambientalistas como um verdadeiro desastre social e ambiental, que causará a destruição da vida no rio Xingu e a expulsão dos povos indígenas de suas terras. Além disso, a energia gerada pela usina não será destinada aos povos da Amazônia, mas apenas para as grandes empresas eletro-intensivas do centro-sul e multinacionais que exploram as riquezas da Amazônia, como a Vale do Rio Doce, ALCOA e MRN.
Durante a caminhada pela orla da cidade, os manifestantes chamaram atenção da sociedade para a possibilidade de construção de 5 usinas hidrelétricas no rio Tapajós, obra que, se concretizada, levará a uma dramática destruição da biodiversidade do rio que banha Santarém. Os povos tradicionais do Tapajós, assim como os povos indígenas do Xingu, estão na iminência de serem expulsos de suas terras e verem sua cultura destruída em virtude da construção de hidrelétricas.
Os estudantes presentes na manifestação aproveitaram o momento para inserir pautas ligadas à educação. “O governo Dilma gastará 30 bilhões de reais na construção de Belo Monte, para destruir a natureza e os povos indígenas. Ao mesmo tempo, se recusa a investir verbas suficientes para garantir uma educação pública de qualidade. Por isso, estamos na rua contra Belo Monstro e em defesa da aplicação de 10% do PIB brasileiro na educação”, afirmou Heloise Rocha, diretora do DCE-UFOPA e militante do movimento Juntos! Juventude em luta.
Outra participação de destaque foi a do Movimento Popular de Luta por Moradia de Santarém. Margarete Teixeira, uma das lideranças do movimento, lembrou que a construção de Belo Monte vem expulsando centenas de famílias de suas terras e casas, aumentando o caos social no município de Altamira. Ademais, Margarete criticou duramente os governos federal, estadual e municipal, que não têm uma política consistente de habitação e moradia, situação que motivou cerca de 500 famílias a ocuparem a margem direita da Av. Fernando Guilhon em Santarém – bairros Vista Alegre do Juá e Salvação.
O ato público em Santarém foi parte de um processo de mobilização internacional contra Belo Monte. Em 13 países estão confirmadas manifestações em frente às embaixadas brasileiras. A maior parte delas ocorrerá na segunda-feira, 22 de agosto. No Brasil, houve protestos em 13 cidades. Os maiores aconteceram nas cidades de São Paulo e Belém, que reuniram cerca de mil pessoas cada um.
Para Anderson Castro, liderança do movimento estudantil da capital paraense, “Este ato tem uma importância fundamental, pela primeira vez a gente consegue unir forças a nível internacional para lutar contra a construção de barragens na Amazônia e nós fazemos um convite para a juventude indignada que venha para somar nesta luta”.
Uma característica importante desse processo de luta contra Belo Monte é o forte protagonismo da juventude. A cada dia que passa, os jovens brasileiros adquirem mais consciência do seu papel histórico e por isso vêm tomando as ruas em defesa de pautas políticas, sociais e ecológicas. Em Santarém isso foi muito claro no ato público contra Belo Monte: a absoluta maioria dos manifestantes era formada por jovens estudantes, universitários e secundaristas, que deram um clima agitado e descontraído ao protesto.
A passeata encerrou na Praça São Sebastião, local onde ocorria a Feira da cultura popular. No entanto, a luta contra as hidrelétricas na Amazônia não se encerra no dia 20. Os movimentos sociais e a juventude indignada estão dispostos a seguir a luta em defesa dos rios, das florestas e da vida na Amazônia. De acordo com Ib Tapajós, coordenador geral da UES, “o combate a Belo Monte é uma questão crucial para nós, pois trata-se de uma luta histórica que já dura mais de vinte anos. Barrar Belo Monte significaria dar um exemplo a todos os povos da Amazônia de que é possível enfrentar o grande capital em defesa de uma Amazônia soberana. Por isso, seguiremos firmes nessa batalha”.
Leia também:

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Por Ib Sales Tapajós*
Durante muitos anos, o Chile foi apresentado pelos arautos do neoliberalismo como um país modelo no que tange às políticas educacionais. Ainda hoje, mesmo com a enorme crise em que se encontra a educação chilena, há “especialistas” na América Latina que reivindicam os sucessos do sistema de ensino municipalizado, privatizado, competitivo e “eficiente” construído a partir da ditadura do general Augusto Pinochet, que governou o país a ferro e fogo de 1973 a 1990.
De fato, o Chile foi um verdadeiro laboratório do neoliberalismo, o primeiro país latino-americano a aplicar o receituário neoliberal, reduzindo drasticamente o âmbito de atuação do Estado para dar lugar à iniciativa privada. Na educação, foram realizadas sucessivas contra-reformas que negaram completamente o ideal de um ensino público, gratuito e universal.
A ditadura de Pinochet reduziu a menos da metade o gasto público em educação. A gestão das escolas foi descentralizada, passando para o controle dos municípios. Por outro lado, a meritocracia foi uma diretriz levada ao extremo pelo governo chileno, a ponto de se estabelecer distinção de salário entre os professores, de acordo com a “eficiência” e “produtividade” de cada um. O ensino privado, por sua vez, cresceu vertiginosamente, em decorrência principalmente dos subsídios concedidos pelo Estado às instituições particulares, que geraram lucros exorbitantes aos empresários da educação.
Em 1981, foi realizada a (contra) reforma que extinguiu a gratuidade no ensino superior. Hoje não há no Chile nenhuma universidade pública! Existem tão-somente universidades privadas e “mistas” (que recebem subsídios do governo). No lugar da gratuidade, criou-se um sistema de créditos “solidários” para ajudar os estudantes a pagarem os altos preços das mensalidades, que podem chegar a 4 milhões de pesos ao ano – o equivalente a R$ 16 mil. [1] Além de não abarcar a totalidade dos estudantes universitários, mas apenas os estudantes de renda mais baixa, esse sistema de créditos tem gerado um endividamento muito sério na juventude chilena, que, ao sair da Universidade, se depara com contas altíssimas que comprometem durante anos ou mesmo décadas sua renda – situação parecida (porém mais grave) à que ocorre atualmente no Brasil com o FIES. [2]
Contra esse sistema educacional excludente, os estudantes chilenos travam uma heróica batalha, que já dura cerca de dois meses. Centenas de milhares de jovens vêm tomando as ruas de várias cidades do Chile em defesa da educação pública e gratuita. O movimento estudantil chileno, ao contrário dos últimos governos do país, enxerga a educação como um direito social, e não como mercadoria; e luta para que a educação, em todos os níveis, sirva para promover o desenvolvimento do Chile, e não para gerar lucro fácil para um pequeno grupo de empresários.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Por Eduardo Maia*
Uma nova juventude se mostra hoje no Brasil. Neste primeiro semestre de 2011 observamos por todo o mundo que a juventude aparece, toma as ruas e se manifesta, mostra a sua opinião, exige os seus direitos, luta por dias melhores! Na Tunísia, no Egito, na Espanha, na Grécia, no Chile e mais em vários outros locais do mundo podemos claramente observar essa realidade.
No Brasil vemos hoje uma grande brecha se abrindo para que os indignados também se manifestem aqui. A Marcha da Liberdade é um grande exemplo disso, a juventude está disposta a se mobilizar, falta que se estabeleça um diálogo entre os movimentos hoje já organizados e os demais jovens.
No dia 15 de julho surgiu oficialmente uma nova organização – um novo coletivo, não mais só estudantil, mas da juventude como um todo - disposta a lutar junto com os estudantes, disposta a romper com os muros da universidade e ir junto ensinar e, principalmente, aprender com todos os jovens que hoje não têm condições de entrar nas universidades, quebrando assim com o paradigma do estudante universitário, que na maioria das vezes tende a se enclausurar dentro dos muros da universidade, “os muros da sabedoria”, ignorando todo e qualquer conhecimento que venha dos outros setores da sociedade que não possuam algum título de qualificação.
O Juntos! Juventude em luta vem para mudar isso, vem para aprender com a juventude da periferia ao mesmo que socializa conhecimento. O nosso objetivo é somar. Não trazemos as respostas prontas para todos os problemas, mas trazemos conosco a curiosidade de quem quer descobrir o que fazer, a vontade de quem quer debater sobre as possíveis soluções e o vigor de quem quer lutar contra todas as injustiças que assolam a nossa sociedade, e estamos dispostos sempre a dialogar, sendo essa a nossa grande marca.
Nos dias 13 a 17 de julho participamos do maior encontro estudantil nacional, o Congresso da União Nacional dos Estudantes. Intervimos nesse espaço com o objetivo de fazer oposição a uma diretoria que se entrega aos desmandos do governo federal. Conscientização foi a palavra chave para Oposição de Esquerda, dentro desse encontro. Trazer para o debate temas de grande importância foi a grande missão que tivemos, e saímos desse fórum com um saldo positivo, pois quem pôde participar do CONUNE viu que em todos os locais, em todos os momentos, nos corredores, nas plenárias, nas praças, lá estávamos nós para tentar construir o debate, para falar dos assuntos polêmicos que a UJS e a Kizomba - por serem, respectivamente, campos do PC do B e do PT/DS - têm medo de tratar. Falamos do Código Florestal, falamos dos ex ministros Palocci (Casa Civil) e Nascimento (Transportes), que se envolveram, claramente, em um sistema de corrupção, falamos sem medo de Belo Monte, nos posicionando contra esse projeto que só trará mais destruição e morte.
Tocando nos temas mais polêmicos que levamos ao CONUNE, pudemos observar claramente que os coletivos da direita da entidade estavam extremamente frágeis, débeis diante da sua própria base, pois os mesmos não conseguiam estabelecer uma resposta coerente para dar à juventude, e quando se cantava: “Aldo Rebelo, ex comunista, se vendeu pra bancada ruralista”; víamos a UJS (coletivo ligado ao PC do B, partido do Deputado Aldo Rebelo) calada, e os seus próprios militantes confusos, sem saber o que falar.  
Esse foi o grande emblema do 52° CONUNE, uma oposição qualificada, tendo cada um dos seus mais de 1000 militantes construídos através do mais valoroso debate com a base estudantil, de um lado, e de outro um conglomerado de pessoas despolitizadas e sem saber como se explicarem para os estudantes sobre algumas linhas políticas tomadas.
Durante esse período não foram poucos os golpes que a direção da entidade deu nos Setores da Oposição de Esquerda. Nós do Juntos! durante dois dias consecutivos ficamos impedidos, por várias horas, de entrarmos no nosso alojamento, tendo que ficar no frio, mas nada que tenha abalado os ânimos dos grandes e valorosos lutadores que temos, pois isso só aumentou a indignação do coletivo que se apresentava como a maior bancada da Oposição de Esquerda, com mais de 300 membros.
Este CONUNE também se mostra como reflexo das lutas que a juventude vem travando dentro das suas universidades, no seu dia a dia, pois a bancada da Oposição de Esquerda alcançou uma marca histórica, conseguiu reunir mais de 1000 estudantes (dentre os quais, cerca de 600 delegados), mostrando que dias melhores estão vindo sim! Que os ventos que hoje sopram com força no Chile estão começando a soprar definitivamente no Brasil!
Passado esse encontro, voltamos mais fortes, voltamos revigorados por saber que a proposta do Juntos! é necessária. Vendo atitudes como as que a diretoria majoritária da UNE toma, de boicotar mobilizações democráticas e ameaçar coletivos de serem expulsos dos alojamentos, só mostram que os tempos de repressão da ditadura não se foram, de fato, mas apenas mudaram de máscara, hoje têm uma aparência democrática. Mas não podemos perder de vista que essas atitudes são reflexo de um grupo que hoje se encontra acuado, vendo o crescimento da Oposição de Esquerda, sabendo que a Oposição hoje constrói as lutas dentro dos principais DCE’s do Brasil.
Nossa tarefa é realmente árdua. Como um amigo diz: nosso trabalho é um “trabalho de formiguinhas”; formiguinhas que constroem uma grande estrutura através do árduo trabalho diário e em grupo. Diante disso, convidamos a todos para o debate, para que todos e todas mostrem os seus pontos de vista, de modo a enriquecer a nossa construção política. E por último, e tão importante quanto, convido a todos a virem construir as lutas conosco, com o Juntos!, no debate, nas praças, nas ruas.
Vamos à vitória, camaradas!
-----------------------------
* Eduardo Maia é estudante de Direito da UFOPA e militante do Coletivo Juntos! Juventude em luta.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Por Paola Rodrigues, Estudante de jornalismo e militante do Juntos! e Mariana Riscali, da Direção Nacional do Juntos! [Texto extraído do blog do Juntos!]

Com objetivo de proporcionar um verdadeiro e amplo espaço de debate sobre a nova conjuntura mundial que estamos vivendo e evidenciar o protagonismo da juventude nas mais recentes mobilizações do norte da África, da Europa e de alguns países da America Latina, aconteceu, durante o 52° Congresso da União Nacional dos Estudantes, o I Encontro Nacional do Juntos!, reunindo mais de 400 do Brasil.
Jovens de vários estados do país, estudantes de 25 universidades, secundaristas, professores e militantes da educação e dos movimentos sociais passaram a formar, a partir do dia 15 de Julho, o retrato da mais nova organização da juventude brasileira. Com a fundação do Juntos! Juventude em luta nasce para o mundo uma juventude aguerrida e forte, que ha tempos vem travando, no seu dia-a-dia, uma serie de lutas, inseridas nesse contexto de transformação mundial.
Em São Paulo, a luta contra o aumento da passagem foi a primeira manifestação pública em que os jovens do Juntos! saíram para as ruas, reunindo mais de 5 mil estudantes. No Rio Grande do Sul, a condenação da Reitora, Miriam da Costa Silveira, da UFCSPA – Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre -, uma das melhores universidades do país, foi palco de uma das principais atuações do Juntos!, e no Pará, os possíveis impactos ambientais e a consequente dizimação de famílias ribeirinhas, que ocorreriam com a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, mostrou a necessidade do surgimento de uma juventude organizada que se colocasse ao lado dessas populações e dos ambientalistas.
É importante lembrar que todos esses acontecimentos pontuais que vem se perpetuando de norte ao sul do Brasil estão acompanhados de outros fatos que, a nível nacional e mundial, evidenciam o cenário devastador que o mundo enfrenta na contemporaneidade. A decadência do sistema capitalista fica visível no momento em que o Brasil corta grande parte das verbas sociais para a saúde e educação no governo Dilma, aparece o Caso Palocci, cai o ministro dos Transportes, aprova-se as mudanças que dão luz ao Novo Código (anti)Florestal e suspende-se o kit anti-homofobia. Nas outras partes do mundo, a esperança de um novo tempo é anunciada quando as ruas são tomadas pelos egípcios, os espanhóis se indignam em praça publica, os chilenos reivindicam melhorias na educação e gregos se voltam contra um plano de austeridade.
Mas essas lutas, que norteiam o principal eixo de existência dos Juntos!, revelam também que não são somente os estudantes universitários que fazem parte dessa juventude de luta, mas também os secundaristas do Brasil inteiro, a rede Emancipa de SP, RS e PA, professores da rede pública de ensino, os indignados pela construção da usina de Belo Monte, os independentes da Marcha da Liberdade e as mulheres da Marcha das Vadias.
O I Encontro Nacional do Juntos! representou a consolidação dessa nova alternativa, em um espaço de ricas discussões políticas e de organização da juventude de norte a sul do país. O Encontro se iniciou com uma mesa de abertura, A situação política no Brasil e no Mundo e o lugar da Juventude, com a presença de Israel Dutra, da Direção Nacional do Juntos! e da Direção Nacional do PSOL, Fernanda Melchionna, vereadora pelo PSOL de Porto Alegre, e do Sargento Félix, bombeiro presente na greve e nas lutas da categoria do Rio de Janeiro.
Na parte da tarde aconteceu um Painel de Apresentação da Rede Emancipa de Cursinhos Populares, que contou com a presença de representantes da Rede, entre professores, coordenadores e alunos. Em seguida, os Grupos de Discussão reuniram os participantes para debaterem e elaborarem propostas cinco temas centrais para a atuação do Juntos!: Conjuntura, Educação e Movimento Estudantil, Meio Ambiente, Internet e Redes Sociais e Opressões.
A volta dos Grupos de Discussão foi seguida pela mesa: Socialismo é Liberdade, um outro mundo é possível, com Maurício Costa, Diretor Geral do Jornal Juntos! e membro da Direção Nacional do PSOL , e Roberto Robaina, da Direção Nacional do PSOL.
No encerramento, uma Plenária Final onde foram aprovados o  Manifesto de Goiânia, com eixos de atuação do Juntos!, e um calendário de lutas para o próximo período, com grande destaque para o Acampamento Mundial do dia 15 de Outubro. Foi votada também uma Direção Nacional do Juntos!, com representatividade nacional e dos diferentes trabalhos e setores de atuação do movimento.
Este encontro e a fundação do Juntos! como um movimento de juventude ampla, que se unifica em sua diversidade de lutadores e lutadoras, de universidades, cursinhos, escolas e movimentos de todo o país, significa o importante fortalecimento de uma política de construção de uma alternativa para a juventude combativa, em uma nova situação que se abre no Brasil e no Mundo. E o Juntos! consolida-se neste momento como essa alternativa, organizando centenas de jovens em nosso país, por uma perspectiva de mudança. Venha lutar conosco!


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Por Nery Júnio de Araújo* e Ib Sales Tapajós**

O Movimento Estudantil (M.E.) tem notável presença em se tratando das grandes lutas democráticas em nosso país e no mundo. Aqui em Santarém não tem sido diferente. O M.E. local passou por várias provas de fogo no primeiro semestre de 2011, como a luta contra o aumento da tarifa de ônibus e o combate a uma ditadura tirana instalada na UFOPA.
Agora, no mês de julho, o M.E. santareno tem diante de si mais uma importante missão: participar do 52º Congresso da UNE, a ocorrer em Goiânia no período de 13 a 17 de julho.
A caravana de Santarém ao CONUNE, composta por 20 estudantes, está sendo organizada pelo coletivo Romper o Dia! - grupo que há anos vem impulsionado o movimento estudantil mocorongo, construindo entidades como a UES, o DCE-UFOPA, o DCE-UEPA e vários Centros Acadêmicos em diversas instituições de ensino superior.
Nossa perspectiva com a caravana é fortalecer o M.E. santareno, consolidando novos quadros militantes, preparando-os para assumir a linha de frente das diversas lutas que enfrentamos no dia-a-dia. Os espaços de discussão do Congresso, bem como o contato com estudantes de todo o Brasil, serão uma experiência muito rica para aqueles que ousam lutar por dias melhores.
Um dos principais espaços formativos de que nossa caravana estará participando será o Encontro Nacional do Juntos!, que reunirá centenas de estudantes para debater o papel da juventude na transformação da nossa realidade. São jovens de várias partes do Brasil que acreditam num outro mundo possível e que, inspirados pelas revoluções árabes vitoriosas e pelas lutas da juventude européia, tomam as ruas do nosso país em defesa da educação, de liberdade e justiça social.

terça-feira, 5 de julho de 2011


Em suas primeiras edições o jornal Juntos! alcançou jovens em todo país. Esta nova forma de comunicação – coletiva, criativa e mobilizadora – é ferramenta para dar voz aos descontentes e organizar a juventude que não se cala contra as injustiças sociais nem se vende para o governo.
Juntos estivemos nos movimentos anti-globalização, nos grêmios estudantis e nos cursinhos populares, nas lutas pelo passe livre, contra a corrupção de José Sarney e Renan Calheiros, em defesa do meio ambiente, ocupando escolas e universidades pela educação pública.
Socialistas e democráticos, ao lado dos rebeldes de todo o mundo. Vamos todos ao encontro do Juntos!

# Três motivos para não perder o encontro do Juntos!
1 – Em um mundo de mudanças, é momento de ousadia!
As revoluções no mundo árabe não deixam dúvidas: a difícil realidade da virada do século está mudando. No norte da África a Revolução que começou na Tunísia se alastrou pelo Egito, Síria, Líbia, entre outros regimes autoritários, mobilizando milhões e incendiando os povos na luta por liberdade, emprego e salário. Na Europa, países como Grécia, França, Inglaterra e Portugal passam por grandes mobilizações e greves gerais. Na América Latina e no Oriente Médio a situação não é diferente.
Por que então ficarmos presos ao velho, se podemos ousar novos horizontes, mais justos, democráticos e solidários?
2 – O Brasil também não é mais o mesmo
Ainda que os efeitos da crise mundial no Brasil tenham sido leves por conta da poupança acumulada no período anterior, os direitos do povo já estão sendo atacados e a situação pode piorar.
Logo no início do ano Dilma ordenou o corte de R$ 50 bilhões de recursos da União, atingindo principalmente a Educação, a Saúde e a Segurança Pública. Enquanto isso a inflação aumentou o preço da cesta básica, dos aluguéis, das passagens de ônibus, entre outros. A proposta do governo para a alteração do Código Florestal é um desastre ambiental completo, e o que se anuncia para Copa do Mundo e Olimpíadas é o aumento estratosférico da corrupção, das desapropriações violentas de moradores, do desrespeito aos direitos trabalhistas e dos crimes ambientais. Tudo isso patrocinado pelo PCdoB e pelo PT, ao lado da direita…Vexame!
Em meio a tantos conflitos, surgem novos movimentos de juventude pelo país. As mobilizações contra os aumentos de tarifas em todo Brasil são exemplos de ações são possíveis. Podemos lutar juntos.. Por que não?
3 – Juntos, em movimento, podemos mais!
Embora os desejos de justiça movimentem a juventude, infelizmente as organizações e entidades que deveriam ser nossos espaços de ação – como a UNE, a UBES e os conselhos de juventude – estão dominadas por “jovens envelhecidos” do PCdoB e do PT, que vendem seus sonhos por verbas e cargos no governo. Ainda assim, vamos ao CONUNE para dizer às centenas de jovens presentes com vontade de mudança: uma nova política é possível!
A organização do Juntos! representa a necessidade de um movimento de juventude independente, desta nova geração de jovens lutadores. Nele cabem todos os indignados, todos os dispostos para a luta por um mundo radicalmente novo. Juntos! é a juventude em movimento pela educação de qualidade, em defesa do meio ambiente, contra o preconceito e por uma sociedade com igualdade e liberdade para todos. Participe do nosso Encontro, dia 15 de julho durante o CONUNE, em Goiânia. Venha lutar conosco!
O que é CONUNE?
Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), entidade representativa dos universitários brasileiros, que será realizado pela 52ª vez. É o principal espaço de decisões da entidade e onde é eleita sua diretoria, com mandato de dois anos.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Uma quadrilha junina com o povo na roça assistindo ao casamento de Mônica Pinto e Domingos Juvenil. Esse será o enredo do protesto que estudantes da UEPA e da UFPA promovem nesta quinta-feira, 16, a partir das 10 horas, em frente à Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). A manifestação irreverente é a forma que os estudantes encontraram para denunciar o esquema de corrupção na Alepa e exigir a punição dos envolvidos nas fraudes.
Se na vida real, os principais responsáveis pelo esquema de corrupção ainda não foram presos, no protesto estudantil, a festa junina encerrará quando manifestantes vestidos de policiais prenderem toda a quadrilha em pleno “casamento na roça” da ex-chefa da seção de pagamento da Alepa com o ex-presidente do Legislativo Estadual. “Com bom-humor, queremos chamar a atenção da população paraense de que precisamos intensificar a pressão para que o pedido de CPI seja aprovado e que os corruptos fiquem na cadeia”, afirma o estudante da UFPA e coordenador do movimento Juventude em Luta (Juntos), Anderson Castro.
Segundo o coordenador-geral do DCE da UFPA, Rafael Saldanha, durante o protesto, as pessoas que passarem pelo local serão convidadas a entrar na dança e “não ficar apenas na roça, assistindo a festa com o dinheiro público que vem sendo feita na Alepa desde a década de 90”. De acordo com o dirigente do DCE, a prisão hoje, 15, de alguns envolvidos no escândalo de corrupção ainda é pouco. “É preciso chegar aos verdadeiros chefões dessa máfia, que são aqueles que presidiram a Assembleia Legislativa e compactuaram com essa fraude”, afirma Saldanha.
A coordenadora-geral do DCE da UEPA, Juliana Rodrigues, afirma que o protesto irreverente pretende, ainda, chamar a atenção para a situação que os estudantes da Universidade vêm enfrentando. “Como podemos ficar calados diante de tanta corrupção, se na Uepa, bolsas estudantis são cortadas e obras importantes estão há mais de um ano paralisadas. Nós vamos intensificar nossa mobilização, pois a juventude em luta vai impedir que esse escândalo termine em pizza ou em tapioca”, garante Juliana.

domingo, 29 de maio de 2011


Por Giulia Tadini*
Antes das Revoluções Árabes qual era a nossa visão sobre as mulheres mulçumanas? Lembramo-nos da Jade em “O Clone” fugindo de um casamento arranjado e da burca, ou então pensamos nas odaliscas em algum harém imaginário. Para além disso, costumamos explicitar as opressões que sofrem as mulheres mulçumanas, muitas vezes fazendo extensos debates sobre seus costumes, enquanto escondemos o quanto nós, “as ocidentais”, também somos oprimidas diariamente.
Mas, se isso é de fato verdade, onde estavam as mulheres que hoje estão nas ruas do Oriente Médio tendo papel protagonista nas Revoluções Árabes? Naomi Wolf em artigo na Al Jazeera [1] fala em uma revolução feminista no mundo árabe, na qual as mulheres transcendem os papéis rígidos de gênero e assumem posições de liderança nas manifestações. Após décadas, houve, neste ano, um 8 de março no mundo árabe.
Essa foto mostra estudantes que protestavam durante uma manifestação em frente ao edifício da principal da Universidade no Cairo para exigir a renúncia do reitor [2]. Nela podemos ver que em nada as mulheres do Egito correspondem ao estereótipo que temos delas. São mulheres lutando contra ditaduras, ocupando as ruas e praças e transformando sua realidade. São exemplos para as mulheres do mundo todo.
“As mulheres do Egito não só ‘se somam’ aos protestos, mas tem sido uma força destacada da evolução cultural que as tornou indispensáveis. E o que vale para o caso do Egito, pode se dizer também, em maior ou menor medida, para todo o mundo árabe. Quando as mulheres mudam, tudo muda; e as mulheres do mundo muçulmano estão mudando radicalmente” (Naomi Wolf).

sábado, 28 de maio de 2011

Por Israel Dutra*
“Eles não nos deixam sonhar, não os deixaremos dormir”
A velocidade das notícias, no atual período turbulento que vive o planeta, se multiplica. A morte de Bin Laden e a prisão de Strauss-Kahn trouxeram à tona mais incertezas no complexo cenário mundial. Contudo, um elemento novo surpreendeu a todos. A irrupção do movimento de “indignados” em Madrid acelerou ainda mais a história. Seguido por quase 200 manifestações em todo o território espanhol, mobilizou centenas de milhares de pessoas no país.
O “15-M”[alusivo a data da primeira manifestação] rompeu a apatia do calendário eleitoral espanhol. Em pleno 2011, temos um novo Maio na Europa. A juventude e o movimento dos “indignados” estão construindo uma ponte com as revoluções do mundo árabe e a luta do povo da Islândia contra os bancos e a crise. Foram manifestações que tomaram as praças centrais de Barcelona, Valencia, Granada, Sevilha, organizando acampamentos permanentes, com decisões assembleístas, atividades diárias, intervenções artísticas. Mesmo proibidos, centenas de milhares de pessoas, no dia da eleições [22 de março] desafiaram o Supremo Tribunal e tomaram as ruas de todo o país. Uma semana em que a Espanha respirou sua nova primavera política.
A mobilização da “Puerta del Sol” trouxe, como bem afirmou Pedro Fuentes, a praça Tahrir para o coração da Europa.

A geração # : à rasca, sem futuro e indignada
As bases fundamentais para a mobilização da Puerta del Sol que se alastrou por toda Espanha combinam dois elementos: os efeitos cada vez mais duros da crise econômica e a marginalização política, efeito do regime controlados por uma partidocracia. A juventude que se expressa nas praças tem constantemente recebido o “não” como resposta. Não há vagas, não há lugar para intervir politicamente, não há moradia digna, não há educação de qualidade, não há possibilidades, não há futuro. A elite social e política espanhola, controlada pelo bipartidarismo a serviço dos bancos fez “ouvidos moucos” durante muito tempo. Agora o barulho é ensurdecedor.
A relação que existe com os processos de mobilização recente do mundo árabe é direta. Não apenas pela eficácia das convocações que, burlando os mecanismos “oficiais”, ocorreram via as redes sociais e formas de comunicação alternativa. A identidade é bem maior. Nas praças da Espanha se podia ouvir referencias tanto a Praça Tahrir quanto a Islândia [país que aprovou o não pagamento de dívida com bancos em dois referendos populares]. Solidários na precarização, solidários na luta. Como referência aos islandeses, que protestaram por um ano durante todos os sábados, os manifestantes cantavam: “Espanha em pé, uma Islândia é”.

sábado, 21 de maio de 2011

Editorial da 3ª edição do jornal Juntos! Juventude em Luta

Por Maurício Costa*

Nem bem começou e o governo Dilma já prova que a velha política corrupta, vendida e desigual vai imperar no Brasil nos próximos anos. Com a desculpa de uma política “desenvolvimentista”, o governo transforma o país em um canteiro de obras. Por quê? O “desenvolvimentismo” do PAC e de outros programas de Dilma não passa de uma lógica de consórcios em que as grandes empresas conduzem diretamente a política nacional, sem dar bola para os impactos sociais e ambientais.
O meio ambiente brasileiro é a bola da vez. O grande empenho do governo para aprovar as mudanças no Código Florestal e as usinas de Belo Monte e do Rio Madeira tem a ver com a sede insaciável de lucro dos ruralistas, empreiteiros e empresários que bancam milhões em campanhas eleitorais para montar suas próprias bancadas no Congresso.
No caso do Código Florestal, o responsável por fazer o “jogo sujo” dos ruralistas foi Aldo Rebelo, do PCdoB. Ex-presidente da UNE, ele representa hoje uma traição para toda a história combativa dos comunistas. Aldo é mais um exemplo do que impera nos partidos do atual governo, repletos de burocratas que só pensam em seus mandatos e vendem seus ideais ao agronegócio e às empresas que financiam suas campanhas.
É uma trágica ironia que o governo do Partido dos Trabalhadores seja controlado pelas grandes empresas e que o Partido Comunista do Brasil seja o responsável pelos principais projetos capitalistas, antiambientais e contra o povo brasileiro.
Mais triste ainda é que uma parte expressiva das lideranças do movimento estudantil hoje também vive essa “burocratização”. Em troca de cargos, prestígio, e financiamento, a maioria da direção da UNE – composta pelo PCdoB e pelo PT – esquece as lutas e os sonhos da juventude e transforma-se em caixa de ressonância da política do governo.
Design by NewWpThemes | Blogger Theme by Lasantha - Premium Blogger Templates | NewBloggerThemes.com
Com personalização feita por Ronilson Santos