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segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

No dia 08 de março de 2012, Dia Internacional da Mulher, o Coletivo de Mulheres Rosas de Liberdade completa um ano de sua existência. Surgido da necessidade de organização feminista em Santarém, é um coletivo que almeja acabar com todas as formas de preconceito, opressão e violência, principalmente da opressão de gênero. Sem jamais esquecer que a luta das mulheres deve ser articulada à luta de todos os oprimidos do mundo, bem como a luta pela construção de uma nova sociedade, onde as mulheres sejam percebidas como sujeitos de direitos e tratadas com dignidade.
Para celebrar um ano de vitórias, de intensos debates e formações teóricas, de participações nas mais diversas atividades, atos e seminários, como o Encontro da Pastoral da Juventude, o Grito do Excluídos, entre outros, o Coletivo Rosas de Liberdade, em parceria com a Diretoria de Combate às Opressões do DCE – UFOPA, realizará seu I Seminário - Direitos humanos e violência contra mulheres: O 8 de março e seu real significado, a ocorrer no dia 08 de março de 2012, no Auditório Wilson Fonseca da Universidade Federal do Oeste do Pará, localizado na Av. Marechal Rondon, a partir das 15:00 horas.
O Seminário tem como principal objetivo resgatar o verdadeiro sentido do dia internacional da mulher: mais do que um dia de festas e comemoração, o 8 de março deve ser um momento de reflexão e reafirmação da necesssidade de luta das mulheres por um futuro diferente. Contamos com a sua presença.

Confira abaixo a PROGRAMAÇÃO do evento.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Por Tatianne Picanço Rabêlo*
Na última terça feira (10.01.2012) foi divulgada nos meios de comunicação de Santarém a lamentável notícia de que uma família foi assaltada. O acusado estuprou uma das vítimas, uma menina de apenas 12 anos de idade dentro da própria casa e na frente dos familiares.
Infelizmente esse não é um caso isolado de violência sexual contra crianças, pelo contrário, é muito mais comum do que a maioria das pessoas possa imaginar. Dados do Conselho Tutelar de 2009 mostram que no Oeste do Pará estão os maiores índices de abuso sexual contra crianças.

Em Santarém, os números têm aumentado a cada ano; somente entre os meses de Janeiro e Abril de 2011 os registros de casos de violência e exploração sexual contra crianças e adolescentes foram de 17 casos, dos quais dois foram de exploração sexual. Ao final do ano de 2011 os relatórios do Conselho Tutelar de Santarém apontam um total de 49 casos de estupro contra 18 casos do ano anterior, ou seja, percebe-se que os números triplicaram. Desse total de estupros a maioria são contra meninas, 40 meninas e 9 meninos, exatamente, a grande maioria de meninas!
Não devemos nos iludir pensando que isso é meramente fruto do acaso, não! O fato é que nós mulheres sofremos historicamente todo o tipo de violência que se possa imaginar e quando se fala de mulheres pobres e negras a situação piora consideravelmente.
Além dos altos índices de estupros, a mercantilização de nossos corpos, a partir do tráfico de mulheres pelo mundo contabiliza a terceira maior rede de tráfico do planeta, perdendo apenas para armas e drogas. No Brasil, os índices de violência contra mulheres são alarmantes: segundo o Mapa da Violência 2010, realizado pelo Instituto Sangari, uma mulher é assassinada a cada duas horas no Brasil, o que faz do país o 12° no ranking mundial de assassinatos de mulheres. 40% dessas mulheres têm entre 18 e 30 anos. A maioria das vítimas é morta por parentes, maridos, namorados, ex-companheiros ou homens que foram rejeitados por elas.

domingo, 13 de março de 2011

Este ano, o dia internacional da mulher (8 de março) não passou em branco em Santarém, pelo menos na UFOPA. Na última sexta (11/03), o recém-criado coletivo de mulheres Rosas de Liberdade realizou uma programação especial em homenagem às mulheres. De acordo com Heloise Sousa, diretora de gêneros da UES e uma das fundadoras do coletivo, a atividade foi pensada "para que o dia oito de março não seja apenas um dia de distribuir flores. Devemos lutar pela construção de uma nova sociedade, onde as mulheres sejam percebidas como sujeitos e tratadas com dignidade".

O Coletivo Rosas de Liberdade é um espaço de discussão e formação que objetiva reunir mulheres de todas as etnias, raças, de diferentes organizações partidárias, credos religiosos, faixas etárias e orientações sexuais, mães, donas de casa, trabalhadoras, desempregadas, analfabetas e estudantes. Esta programação realizada na UFOPA foi a primeira atividade ampliada do coletivo, que tem como perspectiva organizar cada vez mais mulheres na luta pela verdadeira emancipação social e cultural feminina.
A atividade consistiu em uma exposição de fotos de várias mulheres que deixaram seus nomes registrados nas páginas da História, participando ativamente dos principais acontecimentos sociais, políticos e culturais vivenciados pela humanidade. Dentre as homenageadas estiveram desde grandes estrelas da música popular, como Mercedez Sosa e Elis Regina, até revolucionárias socialistas como Rosa Luxemburgo. Maria da Penha, que se tornou uma grande referência na luta contra a violência doméstica, também foi lembrada, assim como a irmã Dorothy Stang, religiosa norte-americana assassinada em 2005 por conta de sua atuação em defesa do meio ambiente e dos povos da Amazônia. Muitas outras figuras femininas também tiveram seu espaço garantido na exposição.

Além da exposição fotográfica, foi realizada uma sessão de vídeo-debate do filme Terra Fria, que narra a história real de Josey Aimes, uma mulher que abandona o marido que a violentava e passa a trabalhar numa mineradora em Minnesota (EUA) para sustentar os filhos. Em seu trabalho, Josey sofre várias ofensas morais e assédios sexuais dos seus colegas de trabalho. Ao invés de sofrer calada pelas humilhações, ela luta contra isso e move uma ação judicial contra a empresa, tornando-se uma referência da luta feminista nos Estados Unidos.

Tanto o filme quanto a exposição de fotografias tiveram como intuito estimular a reflexão e o debate sobre a situação da mulher no mundo hoje, as dificuldades e preconceitos que sofrem, bem como as formas de lutar por mais espaço na sociedade. "É imprescindível que nos organizemos cada dia mais. Precisamos dar um basta a todas as formas de preconceito, opressão e violência contra a mulher, sem esquecer que a luta das mulheres deve ser articulada à luta de todos os oprimidos do mundo" - diz o manifesto do coletivo.


Para conhecer e/ou participar do Coletivo de Mulheres Rosas de Liberdade, entre em contato com suas integrantes através do email: rosasdeliberdade@hotmail.com
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