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segunda-feira, 16 de abril de 2012

O VI Congresso Universitário de Santarém, que ocorrerá nos dias 17, 18 e 19 de maio no IESPES, visa reunir os estudantes santarenos para debater a situação da educação superior no Brasil, na Amazônia e em Santarém. Para contribuir nessa reflexão coletiva, participarão do Congresso vários estudantes, professores, pesquisadores e ativistas de Santarém e de outros estados e municípios.
Dentre os participantes de fora, dois já estão confirmados na programação do evento: o professor Adilson Siqueira, da Universidade Federal de Rondônia (UNIR), e Thiago Aguiar, estudante da Universidade de São Paulo (USP).
Adilson Siqueira (foto ao lado) é docente do Departamento de Ciências Sociais da UNIR e mestre em Antropologia pela UFPE. Adilson esteve na linha de frente do movimento grevista de professores e estudantes da UNIR, que paralisou as atividades da instituição durante mais de 2 meses, no segundo semestre de 2011. A greve foi um ato de protesto frente aos inúmeros problemas estruturais vivenciados na Universidade Federal de Rondônia.
A grande mobilização da comunidade acadêmica levou à queda do Reitor José Januário, envolvido em uma série de esquemas de corrupção que desviavam recursos que deveriam ser investidos na Universidade. Eleições diretas foram realizadas na UNIR, e a candidata Berenice Tourinho, apoiada pelo movimento grevista, foi escolhida para dirigir a instituição nos próximos 4 anos. A vitória de Berenice abre novas perspectivas para a Universidade Federal de Rondônia, que agora respira ares de democracia e de gestão coletiva dos assuntos relacionados à vida acadêmica de professores, estudantes e técnicos administrativos.
Com a presença do Professor Adilson Siqueira, os participantes do VI Congresso Universitário de Santarém terão oportunidade de entender melhor o processo de luta protagonizado pelos estudantes e professores da UNIR – sem dúvida alguma, uma experiência com a qual temos muito a aprender.
Também está confirmado para o Congresso o estudante Thiago Aguiar, que concluiu recentemente o curso de Ciências Sociais na Universidade de São Paulo e hoje é aluno do mestrado dessa instituição. Thiago esteve à frente do DCE-Livre da USP no ano de 2011, onde ajudou a construir importantes processos de luta dos estudantes paulistas. Atualmente é diretor de Relações Internacionais da União Nacional dos Estudantes (UNE), situando-se no campo da Oposição de Esquerda da entidade.
Assim como Adilson, Thiago Aguiar também tem muita HISTÓRIA pra contar. Em outubro/novembro de 2011, a USP vivenciou um grande processo de mobilização estudantil, frente aos ataques autoritários do Reitor João Grandino Rodas, homem de confiança do governador do estado Geraldo Alckimin (PSDB). Na gestão de Rodas, a USP passa por um processo de militarização, com a presença constante da Polícia Militar no campus. A título de zelar pela segurança dos estudantes, a PM vem sendo braço fiel de garantia da “ordem” na Universidade, a ponto de realizar uma operação com a presença de 400 homens da tropa de choque, cavalaria, grupos de ação especial e helicópteros - tudo isso para reprimir uma manifestação estudantil na Universidade.
Em resposta à truculência da Reitoria Rodas, os estudantes da USP realizaram uma greve geral, exigindo a saída da PM do campus, bem como DEMOCRACIA na Universidade de São Paulo, inclusive com eleição direta para o cargo de Reitor, sem interferência do governo do estado. Durante a greve estudantil, o DCE-Livre da USP articulou grandes atividades, assembleias e manifestações de rua, que chegaram a reunir mais de 5 mil estudantes.
Assim sendo, a participação de Thiago Aguiar no nosso Congresso Universitário será muito importante, não apenas para tratar da mobilização da USP, mas também para analisar a situação do movimento estudantil brasileiro em seu conjunto, já que Thiago é diretor da UNE e, no último período, acompanhou importantes processos de luta em várias Universidades brasileiras, como a UFPR, PUC-SP, Mackenzie-SP, UFRGS e PUC-RS. No começo de 2012 esteve também na Grécia, aprendendo com a grande experiência de combate da classe trabalhadora e da juventude grega.
O objetivo da diretoria da UES, ao trazer Thiago e Adilson para o VI Congresso Universitário, é propiciar aos estudantes de Santarém a oportunidade de conhecer melhor e de refletir sobre a situação da educação superior no Brasil, bem como sobre outras experiências de luta e organização política a nível nacional e até mesmo internacional. Com isso, sem dúvida alguma, nosso evento será muito enriquecido.
Acompanhe, em breve, mais informações sobre a programação do VI Congresso Universitário de Santarém.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011


Assembléia reúne mais de 2 mil estudantes na Faculdade de Direito da USP.
O Brasil inteiro tem assistido aos últimos acontecimentos políticos na USP. Desde o dia 27 de outubro, o movimento estudantil da Universidade de São Paulo vem se mobilizando para combater a política de segurança implementada pelo reitor João Grandino Rodas, que consiste na militarização da USP e na repressão e intimidação aos membros da comunidade acadêmica.
Na entrevista abaixo, Thiago Aguiar (estudante de Ciências Sociais, militante do Juntos! e diretor do DCE-Livre da USP) fala sobre o cenário atual da Universidade, que envolve a realização de manifestações e assembléias com milhares de estudantes, e analisa as perspectivas e desafios do movimento estudantil na maior universidade brasileira.
1-Thiago, a assembleia do dia 8 de novembro foi a maior dos últimos tempos na USP. Explique o porquê desta presença massiva de estudantes.
A assembleia do dia 8 foi um marco na memória recente do movimento estudantil da USP. Entre todas e todos ali presentes, percorria um grande sentimento de indignação e a vontade de oferecer uma resposta coletiva à agressão que a USP sofreu. O reitor Rodas, com o apoio de Alckmin, decretou um verdadeiro estado de sítio no campus, impondo a presença de 400 homens da tropa de choque, cavalaria, grupos de ação especial e helicópteros. Tudo isso é incompatível com que acreditamos deva ser o ambiente universitário.
Não podemos aceitar prisões e a militarização da universidade para calar a voz daqueles que divergem da política educacional dos governos tucanos em São Paulo e que não aceitam os ditames de Rodas. A greve geral, então, foi a resposta que encontramos para este triste momento. Deixamos de lado quaisquer diferenças entre nós no último período para rechaçar conjuntamente estes trágicos acontecimentos.

2- O governador Alckmin, em rede nacional, disse que alguns estudantes precisavam de uma “aula de democracia”. Como o ME enxerga a declaração do governador tucano?
As declarações de Alckmin são, na realidade, mais uma tentativa de desviar a atenção da sociedade para o que vem acontecendo na maior universidade brasileira. Em vez de discutirmos a fundo para onde deve ir o dinheiro público que a mantém e o descaso com a segurança de estudantes e trabalhadores da USP, a tentativa do governo e da reitoria é a de “lavar as mãos” e eximir-se de suas responsabilidades, criando polarizações tão mentirosas quanto ridículas como “PM versus maconha”.
No fundo, as declarações servem para afagar uma corrente de opinião na sociedade que rechaça a organização coletiva e não admite a existência do movimento estudantil. O governador poderia, por exemplo, dar aulas de democracia a sua base de apoio na ALESP, exigindo que ela permita o prosseguimento das investigações sobre o escândalo da venda de emendas parlamentares. Poderia, também, pressionar pela votação do projeto de lei do deputado Carlos Giannazi (PSOL) que estabelece a eleição direta para reitor das universidades estaduais paulistas.
Na verdade, ontem, 10/11, o movimento estudantil deu uma “aula de democracia” com um belo ato com 5 mil pessoas no centro de São Paulo e uma grande assembleia que tomou o histórico “salão nobre” da Faculdade de Direito, deliberando a continuidade da greve estudantil.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

No site do DCE-Livre da USP:
Na última quinta-feira, dia 27 de outubro, por volta das 18h, três estudantes foram abordados dentro de seu carro, pela polícia militar, no estacionamento da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo (USP). Estes estudantes tiveram seus documentos confiscados e seu carro revistado por estarem, segundo a polícia, consumindo maconha.
Esta não foi a primeira vez que a PM entrou no campus para reprimir estudantes. Trata-se de mais uma demonstração da política de repressão que vem sendo imposta na Universidade pelo reitor João Grandino Rodas, investigado por corrupção pelo Ministério Público. Este reitor, que não foi eleito pela comunidade universitária, tem uma ampla ficha de repressão aos estudantes e movimentos sociais.
A repressão foi acentuada com a assinatura de um convênio (entre a reitoria da USP e a PM) que foi firmado em setembro deste ano, sem a mínima consulta à comunidade universitária. Este convênio permite a entrada ostensiva da polícia no campus e prevê a instalação de quatro bases militares no campus Butantã. Os policiais têm abordado indiscriminadamente estudantes e trabalhadores. Com isso, o Reitor tenta impor seu projeto de privatização da Universidade, que já vem se concretizando através da terceirização e a precarização do trabalho e ensino.
A abordagem da PM indignou @s estudantes, que começaram a se reunir em volta d@s policiais buscando impedir uma ação mais violenta contra @s alun@s. Mais de quinhentos estudantes se uniram para impedir a prisão dos três universitários que haviam sido abordados. A polícia continuou irredutível e chamou reforços, totalizando 15 viaturas, só no estacionamento da FFLCH. Com o aumento da força policial mais estudantes se juntaram para defender a autonomia da universidade, se posicionando contra a repressão policial.
Em um ato de protesto contra a repressão, centenas de estudantes se colocaram em frente as viaturas para evitar a detenção dos estudantes. A partir deste momento, @s políciais, que estavam, em sua maioria, sem idenificação pessoal, partiram para um violento confronto físico, saindo do campo das ameaças e ofensas verbais para agressões com gás lacrimogênio, spray de pimenta, bala de borracha e cassetete.
Diante da truculência da polícia, @s estudantes, que se mobilizaram contra a repressão e a violência, se defenderam conforme podiam. Após três horas de tencionamento e meia hora de confronto físico, os polícias deixaram a universidade. @s estudantes não se deixaram intimidar pela violência da polícia. Após a assembleia realizada pel@s mais de quinhentos presentes foi decido pela ocupação da Administração da FFLCH como forma de lutar contra a repressão na USP.
Seguiremos ocupad@s até que o convênio (USP- PM) seja revogado pela reitoria, proibindo a entrada da polícia militar no campus em qualquer circunstancia, bem como a garantia de autonômia nos espaços estudantis, como o Núcleo de Conciência Negra, Moradia Retomada, CANiL_Espaço Fluxus de Cultura da USP, entre outros. Continuaremos aqui até que se retirem todos os processos criminimais e administrativos contra @s estudantes, professores e funcionári@s.
São Paulo, 28 de outubro de 2011.
MOVIMENTO DE OCUPAÇÃO

# Leia também:
- Nota do DCE-Livre da USP contra a repressão da PM na USP;
- Reitoria promove a militarização para não discutir a USP, dizem manifestantes.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

“Vocês conhecem a professora Lisete [diretora da Faculdade de Educação da USP] e sabem que ela nunca mente. Já eu, às vezes, minto”. Dessa forma “descontraída”, o Ministro da Educação, Fernando Haddad, começou sua palestra durante a Semana de Educação da USP, que homenageia os 90 anos de Paulo Freire. O alerta, talvez, nem precisasse ser feito. Basta comparar a pirotecnia publicitária do governo federal sobre a educação com o que dizem estudantes de mais de uma dezena de instituições federais que entraram em greve em 2011, o que dizem os servidores organizados na FASUBRA, que passaram mais de 60 dias em greve sem ter suas reivindicações sequer ouvidas ou os docentes das universidades, que têm insistentemente reafirmado as reivindicações históricas do movimento social da educação enquanto o governo do PT decidiu virar as costas a tudo isso na proposta do novo Plano Nacional de Educação (PNE). A resposta do plenário foi imediata: “Haddad, que porcaria, o Paulo Freire choraria!”
Foram mais de duas horas de exposição do ministro, que falou de tudo, menos do que importava: o governo vai acatar a reivindicação da sociedade civil ou manterá sua política de recursos fartos para o sistema financeiro e migalhas para as políticas sociais? Na verdade, Haddad utilizou a atividade como parte de seu calendário na cidade de São Paulo, onde pretende passar de um ilustre desconhecido a um candidato com potencial eleitoral. Se era essa sua intenção, o ministro se deu mal. A militância do Juntos!, do DCE-Livre da USP, da Oposição de Esquerda da UNE e de diversas outras entidades e organizações do movimento estudantil deram seu recado. Foram diversas palavras de ordem exigindo 10 % do PIB para a educação, apoiando as greves nas instituições federais e criticando o descaso do governo com reivindicações de melhorias na infra-estrutura e na permanência estudantil.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

No intuito de retomar a discussão sobre as cotas sociais na Universidade Pública, o blog da UES disponibiliza aos seus leitores um artigo do professor e ativista político Maurício Costa, extraído do site do coletivo Romper o Dia!, que aborda a necessidade da política de reservas de vagas nas instituições públicas de ensino superior, particularmente na USP.
O debate das cotas possui especial importância no momento histórico que vivemos em Santarém, onde há uma nova Universidade na fase de desenvolvimento inicial. Não obstante a reserva de 50 vagas para candidatos indígenas no primeiro processo seletivo da UFOPA, esta instituição ainda carece de ações afirmativas mais ousadas, que possibilitem o acesso dos jovens pobres da nossa região ao 'mundo' acadêmico. Democratizar o ensino superior é muito mais do que construir prédios: é, sobretudo, dar oportunidades reais às camadas marginalizadas da sociedade. Eis um dos grandes desafios da UFOPA.

COTAS SOCIAIS:DO QUE A USP TEM MEDO?
Por Maurício Costa*

Em 2009 a Universidade de São Paulo completa 75 anos. Em meio às “comemorações”, a realidade bate às portas da USP e a grita pela reserva de vagas a estudantes de escola pública ou simplesmente “Cotas Sociais” começa a reverberar dentro e fora de seus muros. Não por acaso: apesar das crescentes dificuldades em nossa sociedade injusta, desigual e em crise, a política de acesso à universidade pública e ao importante conhecimento produzido nela mantém a visão elitista e caquética das origens uspianas.

Todos sabemos que a demanda pelo diploma universitário cresce a cada ano entre os jovens mais pobres como exigência de um mercado de trabalho restritivo, com poucas oportunidades. Contudo, não é na universidade pública que essa demanda encontra respostas. De acordo com reportagem recente de um portal de grande circulação da Internet, de 2001 a 2009 aumentou em 36,4% a proporção de ingressantes na USP com renda superior a R$ 5 mil ao passo em que entre os que vivem em famílias que ganham menos de R$ 1,5 mil, a taxa caiu 34%. No vestibular 2009 a proporção de calouros entre os mais ricos chegou a 40,4% do total, enquanto 12,2% estavam entre os mais pobres.

Esses dados só revelam a lição que todo aluno do ensino médio da rede pública estadual é obrigado a aprender desde cedo: a USP não é feita para eles. O caminho passa a ser então o de buscar o ingresso nas universidades-empresa que se espalharam como uma nuvem de gafanhotos pelo país, ávidas para abocanhar esse importante filão do mercado. Proliferam-se no mais das vezes como verdadeiras fábricas de diploma onde a regra é a educação-mercadoria, o aluno-mercadoria e o lucro em detrimento da livre produção de conhecimento assentada no tripé ensino-pesquisa-extensão. Ocupando o lugar das públicas entre as maiores em números de alunos, essas instituições gozam de farta isenção de impostos e seus donos – chamados de “tubarões do ensino”- passam a figurar no rol dos empresários mais ricos do país.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Abaixo uma nota de repúdio contra a prática da homofobia na maior Universidade brasileira - a Universidade de São Paulo - que teve grande repercussão no país, inclusive com uma matéria no Fantástico do último domingo (25/04/10):

A Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), entidade que congrega 237 organizações em todo o Brasil, e que tem como missão a defesa e promoção da cidadania das pessoas LGBT, vem a público REPUDIAR de forma veemente a homofobia pregada pelo jornal dos/das acadêmicos/as da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), "O Parasita", que ofereceu um convite VIP para uma "festa brega" às pessoas que jogassem fezes em um gay.

A ABGLT pede ao Ministério Público, à administração da USP e às autoridades competentes, que tomem as devidas providências para apurar o caso e identificar os/as responsáveis, os/as quais deverão ser punidos/as exemplarmente.

Tendo em vista que este é o segundo caso noticiado de agressão homofóbica em menos de dois anos ocorrido na USP, entendemos também que cabe à administração da instituição tomar medidas corretivas práticas no sentido de promover a sensibilização do corpo docente e discente, funcionários/ as em relação ao respeito à diversidade humana, inclusive o respeito a lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais, conforme deliberado na Conferência Nacional de Educação e na Conferencia Nacional LGBT.

O episódio serve de exemplo para demonstrar que a falta de uma lei federal que criminalize a homofobia gera a violência vivenciada diariamente pela comunidade LGBT. Em vez de terem seus direitos protegidos, as pessoas LGBT são vítimas da impunidade. Basta considerar o que teriam sido as consequências se o objeto da matéria do “Parasita” tivessem sido os negros, por exemplo. Neste caso, as disposições punitivas da lei já estariam sendo cumpridas.

A ABGLT espera que parlamentares federais comprometidos/ as com a paz, com a democracia, com o respeito à diversidade humana e à dignidade das pessoas, façam a sua parte, aprovando o Projeto de Lei da Câmara (PLC) nº 122/2006 que, entre outras formas de discriminação, pune a discriminação por orientação sexual e identidade de gênero.

Estes são motivos pelos quais a ABGLT está promovendo a 1ª Marcha Nacional contra a Homofobia, que terá sua concentração a partir das 9 horas do dia 19 de maio de 2010, na Esplanada dos Ministérios em Brasília - DF, com a presença de militantes LGBT e aliados/as vindos/as em caravana de todas as 27 unidades de federação.

Pelo respeito à dignidade das pessoas
Pela aprovação do PLC 122/2006
Pela garantia do Estado Laico
Pelo fim do fundamentalismo religioso

Diretoria da ABGLT, 22 de abril de 2010

www.abglt.org. br
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