sexta-feira, 22 de outubro de 2010



Conferências, oficinas temáticas, exibição de filmes e apresentação de trabalhos acadêmicos compõem a programação do Festival de Direitos 2010, que ocorre entre os dias 25 e 29 de outubro, no auditório Wilson Fonseca, Campus Rondon, da Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA). As inscrições estão abertas e podem ser feitas na entrada do Auditório(Av. Marechal Rondon, s/n), no horário das 9h às 12h e das 15 às 21h, ao custo de R$ 10,00. As vagas são limitadas.

Esta é a terceira edição do Festival de Direitos, que desde 2008 reúne profissionais e acadêmicos da área jurídica para debater temas relacionados aos direitos humanos, conflitos sociais e meio ambiente, numa perspectiva crítica, emancipatória e voltada para a realidade da região amazônica.

A conferênciade abertura será proferida pelos professores Dr. Luiz Otávio, FlorêncioVaz (Ufopa) e Joaquim Shiraishi (Universidade Estadual do Amazonas –UEA), os quais abordarão o tema “Direito achado na Beira do Rio”.

Estão previstas ainda exibições dos documentários: “Mataram Irmã Dorothy”, que mostra os bastidores do julgamento da missionária assassinada brutalmente em 2005, e “Mulheres, Mães, Viúvas da Terra”,este último lançado em janeiro deste ano e dirigido pelo professor Evandro Medeiros, da Universidade Federal do Pará (UFPA), Campus deMarabá. Serão exibidos também “Ver-o-Peso” e “Guerrilha do Araguaia”. As exibições serão no auditório sempre a partir das 9h.

A UES participará do Festival de Direitos 2010, através da oficina "Organização estudantil: aspectos jurídicos e políticos", que ocorrerá na quarta feira (dia 27), às 17 horas.

Para mais informações: (93) 9121-0866 (Ramom Santos - comissão organizadora).

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

O Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Oeste do Pará realizará no próximo Sábado (16/10) um Seminário de formação política destinado especialmente ao corpo discente da Universidade.

Os temas a serem abordados são: 1) Conjuntura política nacional; 2) Educação Superior no Século XXI; e 3) Movimento Estudantil: história e realidade na UFPA/UFOPA.

De acordo com a direção do DCE/UFOPA, o objetivo do Seminário é fortalecer o movimento estudantil na instituição, envolvendo a comunidade acadêmica na discussão de temas pertinentes à realidade do ensino superior no país, bem como à própria conjuntura político-social em que nos encontramos.

Outro aspecto a ser analisado no encontro é a evolução do movimento estudantil na UFPA/UFOPA, desde a década de 1990 até os dias de hoje. Para tanto foram convidados três dirigentes históricos do M.E. santareno: Márcio Pinto, Maike Vieira e Eric Braga, todos eles ex-presidentes do Diretório Acadêmico da UFPA, campus de Santarém.

O Seminário de formação ocorrerá na Sala 1 do Campus Rondon na UFOPA, tendo início às 15 horas do dia 16 de outubro (sábado).

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Notícia extraída do blog do jornalista Alailson Muniz: http://www.alailson.blogspot.com/

Desde ontem, segunda-feira (20), a comunidade estudantil paraense já conta com um novo benefício: a meia passagem intermunicipal. A cerimônia de lançamento aconteceu na manhã desta sexta (17), no auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará (IFPA), no município de Castanhal.

Terão direito ao serviço estudantes dos ensinos médio, técnico e superior (inclusive pós-graduação) das redes pública e privada que não estudam no mesmo município em que residem. A medida abrange os serviços de transporte rodoviário e aquaviário intermunicipais de passageiros do estado.

Durante o ato de lançamento, três estudantes receberam, simbolicamente, as primeiras carteiras de meia passagem. O primeiro lote com 1.140 documentos será entregue nos próximos dias às instituições da região. A previsão é de que, até o fim do ano, 5.000 estudantes de todo o estado recebam suas carteiras.

Representando a União Paraense dos Estudantes Secundaristas (Upes), Jaide Sousa afirmou que a conquista do direito à meia passagem intermunicipal é fruto de 20 anos de luta do movimento estudantil paraense. O projeto de lei foi aprovado pela Assembléia Legislativa do Estado, transformando-se na Lei Estadual 7.327/09, sancionada em novembro passado.

Serviço - Alunos que ainda não realizaram cadastro para receber a meia passagem intermunicipal têm até o dia 30 de setembro de 2010 para fazê-lo na própria instituição de ensino. Para isso, basta levar os seguintes documentos: documento de identidade com foto; 2 fotos 3x4; comprovante de residência; e declaração de Imposto de Renda do responsável (apenas para aluno da instituição particular).

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

É o fim dos cursos pagos na UFF

Plebiscito oficial consagra a vitória da gratuidade em todos os níveis de ensino




O resultado final do plebiscito sobre os cursos pagos não deixa dúvidas: a UFF quer ser 100% gratuita. Depois de 5 dias de votação em toda a universidade, saiu o resultado da consulta à comunidade acadêmica: 86,78% dos votantes optaram por uma UFF livre de taxas e mensalidades, na qual prevaleça a gratuidade em todos os níveis de ensino. Trata-se de um resultado bastante expressivo, principalmente se levarmos em conta o fato de que foi massiva a participação de estudantes, professores e funcionários na consulta: foram 13326 votos no total. Após semanas de intensos debates em toda a universidade, 11497 membros da comunidade acadêmica optaram pela gratuidade total na UFF. A comissão nomeada pelo CUV para organizar o plebiscito está de parabéns porque, apesar de todas as dificuldades, conduziu com habilidade a consulta à comunidade acadêmica. Carlos Carraro, Regina Toledo, Paulo César, Lúcia Helena Vinhas e Lucas Melo, parabéns pelo excelente trabalho que fizeram à frente da comissão do plebiscito!

Em que pese o fato de ser assegurada pelo texto da Constituição Federal de 1988, a gratuidade do ensino público em todos os níveis há muito tempo não é realidade em nosso país. Quando olhamos para as universidades públicas de todo o Brasil, o que vemos é a proliferação desenfreada de cursos pagos, principalmente de pós-graduação lato sensu. Não são poucos os que enriqueceram – e ainda enriquecem – às custas da privatização do ensino superior público. Na UFF, no entanto, esses grupos que se apropriam da universidade para o atendimento de seus interesses privados receberam da comunidade acadêmica a resposta que mereciam há anos: SIM, nós queremos uma UFF 100% gratuita. Essa resposta vinha há muito tempo presa na garganta, visto que a polêmica com relação à existência de cursos pagos em nossa universidade surgiu com força em 1998, época em que fora constituída uma Assembléia Estatuinte paritária para elaborar um novo estatuto para a UFF. Naquele momento, decidiu-se que os pontos divergentes entre os textos aprovados pela Assembléia Estatuinte, com quórum qualificado, e o Conselho Universitário seriam levados à decisão da comunidade acadêmica por meio de um plebiscito com voto universal. A questão da gratuidade foi polêmica numa universidade pública, por mais estranho que isto possa parecer. Só depois de 12 anos – e às custas de muita mobilização – o plebiscito pôde de fato sair do papel.



Entenda o que foi votado no plebiscito



No plebiscito, votou-se para dirimir a divergência existente entre dois textos: um redigido pela Estatuinte de 1998 e o outro pelo Conselho Universitário. Confira o teor de cada um dos textos:



- Texto da Estatuinte: “A UFF será regida pelos seguintes princípios: ... III – da natureza pública e gratuita do ensino, sob responsabilidade da União;...”



- Texto da Comissão de Sistematização do CUV: “O princípio da gratuidade do ensino aplica-se aos cursos de graduação e de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado).”



A pergunta feita pelo plebiscito à comunidade acadêmica foi: “você concorda que deva prevalecer o texto da Estatuinte?” A resposta dada pela imensa maioria foi SIM. Agora é esperar que finalmente seja acatado o desejo da maior parte da comunidade.



Das manobras no CUV às barricadas na Engenharia: muitas pedras no caminho




Não foi por acaso que o plebiscito sobre os cursos pagos demorou 12 anos para sair do papel: colocar em xeque a existência desses cursos em nossa universidade significa mexer com interesses poderosos. Afinal, são muitos os que se locupletam com a privatização dos espaços da UFF. A consulta à comunidade, apesar de prevista desde 1998, só foi possível graças às mobilizações protagonizadas em conjunto por ADUFF, SINTUFF e DCE. Nessa luta, as três entidades encontraram à sua frente todo o tipo de obstáculo. No ano passado, os setores contrários à realização do plebiscito chegaram a levar ao CUV faixas com dizeres como “Não ao plebiscito: em defesa da democracia”, “A UFF não aceita mais um Muro de Berlim” e “Abaixo o patrulhamento ideológico”. Não satisfeitos, aprontaram ainda mais já no período de realização da consulta à comunidade, erguendo verdadeiras barricadas no hall da Escola de Engenharia para impedir que fosse colocada uma urna em seu interior. A urna acabou ficando do lado de fora do prédio, o que não impediu a participação da comunidade local: foram 378 votos pelo SIM e 494 pelo NÃO. Vale registrar que esta foi a única urna onde houve vitória do NÃO. Nas demais, até mesmo em locais onde florescem cursos pagos, a vitória do SIM foi bastante expressiva. Esse é o caso, por exemplo, da urna do Direito e também dos cursos de Administração, Ciências Contábeis, Turismo, Nutrição e Odontologia. Confira abaixo o resultado do plebiscito, urna por urna.





Apesar das pedras no caminho da democracia, vencemos


A vitória do SIM no plebiscito sobre os cursos pagos da UFF é a vitória de todos os que defendem a universidade pública, gratuita, de qualidade e socialmente referenciada. Trata-se da vitória acachapante de uma concepção de universidade sobre outra. Nas palavras da presidente da ADUFF, professora Gelta Xavier, “o resultado vai ter uma repercussão nacional, pois ele se coaduna com a luta do ANDES-SN contra toda forma de cobrança nas universidades públicas, em especial no que se refere à atuação das fundações de direito privado, agentes diretamente beneficiados pela privatização do ensino. Nós - docentes, técnicos e estudantes - trabalhamos juntos na construção de uma campanha pela gratuidade total dos cursos e garantimos que a UFF seja a primeira universidade do país nessas condições. Agora, queremos multiplicar a informação para estimular outras instituições de ensino superior a debaterem o assunto e adotarem a mesma medida.” Lucas Melo, do DCE-UFF, foi outro a saudar o resultado do plebiscito: “Sabemos que já há professores ligados aos cursos pagos se articulando para tentar deslegitimar o plebiscito. O resultado da consulta é uma vitória política muito importante para nós, mas será preciso consolidá-la no próximo CUV com uma grande mobilização. O resultado desse plebiscito tem potencial para transformar a universidade e, quem sabe a partir da experiência da UFF, não iniciamos uma mobilização nacional contra os cursos pagos?”



Através do plebiscito, a UFF disse em alto e bom som que não quer mais cursos pagos em suas instalações. Isto é algo que alguns setores certamente tinham medo de ouvir, o que ajuda a explicar sua oposição ferrenha à realização do plebiscito. No entanto, a realidade é inescapável: a maioria da universidade é contra os cursos pagos. Esperamos que aqueles que ergueram faixas e barricadas contra a realização dessa consulta agora respeitem o seu resultado, que expressa o desejo da comunidade acadêmica da UFF. Já há algum tempo pairam no ar, aqui e ali, ameaças – algumas veladas e outras explícitas – à validação do resultado do plebiscito em caso de uma vitória do SIM. Tememos que agora setores de vocação golpista tentem, através de artifícios jurídicos, se sobrepor à vontade da comunidade universitária. Se isto acontecer, será lamentável. Seja como for, continuamos prontos para a luta e combateremos com firmeza qualquer possibilidade de desrespeito ao resultado do plebiscito. Agora que já se conhece a vontade da comunidade acadêmica, ela deve ser acatada, sob pena de vermos a democracia universitária reduzida a uma grande piada. A realização do plebiscito, por si só, já foi uma grande conquista, e o seu resultado é uma conquista ainda maior. Não permitiremos que ela se perca

Coletivo Construção

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Boaventura de Sousa Santos*

O processo de Bolonha — a unificação dos sistemas universitários europeus com vista a criar uma área europeia de educação superior — tem sido visto como a grande oportunidade para realizar a reforma da universidade europeia. Penso, no entanto, que os universitários europeus terão de enfrentar a seguinte questão: o processo de Bolonha é uma reforma ou uma contra-reforma? A reforma é a transformação da universidade que a prepare para responder criativamente aos desafios do século XXI, em cuja definição ela ativamente participa. A contra-reforma é a imposição à universidade de desafios que legitimam a sua total descaracterização, sob o pretexto da reforma. A questão não tem, por agora, resposta, pois está tudo em aberto. Há, no entanto, sinais perturbadores de que as forças da contra-reforma podem vir a prevalecer. Se tal acontecer, o cenário distópico terá os seguintes contornos.

Agora que a crise financeira permitiu ver os perigos de criar uma moeda única sem unificar as políticas públicas, a política fiscal e os orçamentos do Estado, pode suceder que, a prazo, o processo de Bolonha se transforme no euro das universidades europeias. As consequências previsíveis serão estas: abandonam-se os princípios do internacionalismo universitário solidário e do respeito pela diversidade cultural e institucional em nome da eficiência do mercado universitário europeu e da competitividade; as universidades mais débeis (concentradas nos países mais débeis) são lançadas pelas agências de rating universitário no caixote do lixo do ranking, tão supostamente rigoroso quanto realmente arbitrário e subjetivo, e sofrerão as consequências do desinvestimento público acelerado; muitas universidades encerrarão e, tal como já está a acontecer a outros níveis de ensino, os estudantes e seus pais vaguearão pelos países em busca da melhor ratio qualidade/preço, tal como já fazem nos centros comerciais em que as universidades entretanto se terão
transformado.

O impacto interno será avassalador: a relação investigação/docência, tão proclamada por Bolonha, será o paraíso para as universidades no topo do ranking (uma pequeníssima minoria) e o inferno para a esmagadora maioria das universidades e universitários. Os critérios de mercantilização reduzirão o valor das diferentes áreas de conhecimento ao seu preço de mercado e o latim, a poesia ou a filosofia só serão mantidos se algum macdonald informático vir neles utilidade.

Os gestores universitários serão os primeiros a interiorizar a orgia classificatória, objetivomaníaca e indicemaníaca; tornar-se-ão exímios em criar receitas próprias por expropriação das famílias ou pilhagem do descanso e da vida pessoal dos docentes, exercendo toda a sua criatividade na destruição da criatividade e da diversidade universitárias, normalizando tudo o que é normalizável e destruindo tudo o que o não é.

Os professores serão proletarizados por aquilo de que supostamente são donos — o ensino, a avaliação e a investigação — zombies de formulários, objetivos, avaliações impecáveis no rigor formal e necessariamente fraudulentas na substância, workpackages, deliverables, milestones, negócios de citação recíproca para melhorar os índices, comparações entre o publicas-onde-não-me-interessa-o-quê, carreiras imaginadas como exaltantes e sempre paradas nos andares de baixo. Os estudantes serão donos da sua aprendizagem e do seu endividamento para o resto da vida, em permanente deslize da cultura estudantil para cultura do consumo estudantil, autônomos nas escolhas de que não conhecem a lógica nem os limites, personalizadamente orientados para as saídas do desemprego profissional.

O serviço da educação terciária estará finalmente liberalizado e conforme às regras da Organização Mundial do Comércio. Nada disto tem de acontecer, mas para que não aconteça é necessário que os universitários e as forças políticas para quem esta nova normalidade é uma monstruosidade definam o que tem de ser feito e se organizem eficazmente para que seja feito. Será o tema da próxima crônica.

* Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).

Fonte: Agência Carta Maior

terça-feira, 31 de agosto de 2010



O Grito dos Excluídos é um conjunto de eventos e mobilizações que se realizam todo ano na Semana da Pátria, ou seja, de 01 a 07 de setembro, ou um pouco antes, dependendo da realidade local.

Não se trata exatamente de um movimento ou campanha, mas de um espaço de participação livre e popular, em que os próprios excluídos, junto com os movimentos e entidades que os defendem, trazem à luz o protesto oculto nos esconderijos da sociedade e, ao mesmo tempo, o anseio por mudanças.

O Grito, como indica a própria expressão, constitui-se numa mobilização com três sentidos:
1)Denunciar o modelo político e econômico que, ao mesmo tempo, concentra riqueza e renda e condena milhões de pessoas à exclusão social;
2)Tornar público, nas ruas e praças, o rosto desfigurado dos grupos excluídos, vítimas do desemprego, da miséria e da fome;
3)Propor caminhos alternativos ao modelo econômico neoliberal, de forma a desenvolver uma política de inclusão social, com a participação ampla de todos os cidadãos.

Este ano, o tema do Grito dos Excluídos é “VIDA EM PRIMEIRO LUGAR: ONDE ESTÃO NOSSOS DIREITOS? VAMOS ÀS RUAS PARA CONSTRUIR UM PROJETO POPULAR”.

Em Santarém, o Grito dos Excluídos ocorrerá na noite do dia 04 de setembro (sábado), momento em que haverá grande concentração de pessoas na avenida tapajós, por conta do desfile das escolas em homenagem ao Dia da Pátria.

A concentração se dará a partir das 18 horas na Praça Tiradentes, com caminhada até a Praça da Bandeira, onde acontecerá uma programação cultural até as 21 horas, que consistirá em apresentações de músicos da região, de grupos de teatro popular e de carimbó, dentre outras atrações.

Os principais temas do Grito em Santarém serão: a) o impacto das Hidrelétricas na Amazônia; b) Ética na política e nas eleições: a campanha “Ficha Limpa”; c) o plebiscito popular pelo limite da propriedade da terra; d) a situação da educação pública no estado do Pará e em Santarém; e) a presença ilegal da Cargill em Santarém; e f) a exclusão vivenciada por milhares de jovens e trabalhadores na nossa região.

Contamos com a participação de todos(as) nessa grande manifestação popular.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010



Começa amanhã (31) o II FASOL - Fórum Amazônico de Software Livre, evento promovido anualmente pelos acadêmicos do curso de Sistemas de Informação da Universidade Federal do Oeste do Pará.

O FASOL tem a proposta de ser o ponto de encontro das comunidades, militantes e usuários de Softwares Livres da região amazônica, além de ser fonte de informações para aqueles interessados em conhecer esta filosofia.

Em 2010 o Fórum traz como tema “Aspectos legais do Software Livre” e visa debater assuntos como as licenças abertas e proprietárias, pirataria e liberdade de uso dos softwares. A frase - "Seja Legal com Software Livre!" é o lema adotado para este ano, a frase afirma a gentileza que há em compartilhar o conhecimento através da utilização de Software Livres, promovendo o desenvolvimento.

A programação incluirá palestras, debates e oficinas, no período de 31 de agosto a 3 de setembro, tendo como local o Espaço Pérola do Tapajós (Parque da Cidade).

Para mais informações, veja o site do evento: www.fasol2010.org

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Universidade e Movimentos sociais: esse foi o tema do 2º módulo do Circuito Universitário de Seminários e Debates, ocorrido no campus da UEPA em Santarém, nos dias 13 e 14 de agosto de 2010. O Circuito é uma realização da UES que prevê eventos em cada instituição de ensino superior de Santarém, como forma de provocar o debate acadêmico, político e social entre a comunidade acadêmica da cidade.



A palestra de abertura, ministrada pelo professor Florêncio Vaz (doutor em antropologia), tratou da necessidade de articulação da Universidade com os movimentos sociais para a construção de um novo projeto de nação, mais solidário e inclusivo, diferente do atual sistema socioeconômico, marcado pela lógica predatória do capital, que privatiza os lucros e socializa a miséria e a exploração.

Para Florêncio, tal articulação encontra hoje vários empecilhos, como o enfraquecimento e desmobilização de parcela significativa dos movimentos sociais e a tendência academicista que vigora na maioria das instituições universitárias, fazendo com que elas se apartem da realidade social circundante. No entanto, tais barreiras precisam ser superadas e o antropólogo frisou a importância que tem o movimento estudantil nesse processo de superação.



Da mesa de debate sobre movimentos sociais da educação e ensino público no Brasil, participaram Ib Tapajós (coordenador da UES), Bruno Lima (coordenador do DCE da UEPA), Izabel Sales (diretora estadual do SINTEPP) e Alípio Gomes (presidente do Conselho Municipal de Educação). Foi feita uma avaliação da situação em que se encontra a educação básica e superior no Brasil e discutiu-se qual o papel que têm os movimentos sociais da educação na luta pela construção de um ensino público de qualidade.



Cândido Neto, servidor da Superintendência Regional do INCRA em Santarém, ministrou oficina sobre a Reforma Agrária na Amazônia. De acordo com Cândido, é um engodo afirmar que o governo Lula realizou a reforma agrária no Brasil, uma vez que esta não se confunde com a simples criação de assentamentos. Reforma agrária, para Cândido, é a modificação profunda da estrutura fundiária de um país. E isso ainda está longe de acontecer no Brasil e, particularmente, na Amazônia, onde boa parte das terras é dominada por empresas multinacionais que exploram nossas riquezas.



E por fim, a mesa mais polêmica do Seminário: a construção de hidrelétricas na Amazônia, tema discutido por Edilberto Sena (membro da Aliança Tapajós Vivo), Tibério Allogio (sociólogo do Projeto Saúde e Alegria), Gilson Costa (doutor em ciências sociais e professor da UFOPA) e Dilaelson Tapajós (engenheiro civil com doutorado em recursos hídricos). Os debatedores fizeram uma análise do impacto social e ambiental causado pelas usinas hidrelétricas já construídas na região, bem como uma previsão dos impactos a serem causados pelas usinas a serem construídas.

Para Tibério Allogio, o aproveitamento energético dos nossos rios é a única saída atualmente viável para a crise energética que vive o Brasil e a própria humanidade. Em contraposição, Dilaelson Tapajós defendeu a possibilidade de reaproveitamento das hidrelétricas já construídas e a desnecessidade da construção de grandes usinas.

Gilson Costa posicionou-se contra os projetos hidroelétricos nos rios da Amazônia, uma vez que os destinatários da energia produzida são as grandes empresas multinacionais que exploram a região, em prejuízo de indígenas, ribeirinhos e demais povos tradicionais. Já Edilberto Sena alertou os presentes para a necessidade de "acordar" para a problemática discutida, haja vista a previsão de construção de sete hidrelétricas no rio Tapajós nos próximos anos.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010




Foto da campanha passada¹



Não gostaria de ser irônico, porem todos os anos algo me tira do sério. Quando chega por volta do mês de agosto, que aparecem atores da Rede Globo, cantores, pessoas do meio empresarial e crianças manipuladas para dizer o script de gravação com a frase doem amor, doem para o Criança Esperança.


Mais uma vez a velha história que o Brasil precisa da sua solidariedade, precisa da sua ajuda, da sua forma de amar através de ligação telefone e de contribuindo para o sorriso do próximo.


Daí vem a Rede Globo, insistentemente buscando parceiros assistencialistas para financiar seu abatimento de imposto e livrar seus corações capitalistas da necessidade de ir as ruas lutar para que o país tenha melhores condições nas políticas urbanas e sociais. Pois é mais fácil sentir-se responsável doando cinco reais por telefone do que conhecer a realidade dos milhões de brasileiros em déficit habitacional, ou então limpar seus corações de amor ajudando o Criança Esperança esquecendo que sem políticas públicas as crianças viram adolescentes, jovens e quando adultas não vão poder freqüentar as aulas de circo da ONG, velha matriz da solidariedade brasileira.


Ou melhor, doe o quanto quiser, pois como diz a Rede Globo, essa corrente precisa de sua ajuda, assim como a Rede Globo precisa da nossa audiência no Jornal Nacional para conseguir passar a informação mais alienante possível no intuito de que tenhamos a vontade de acreditar que nossa luta por uma nova ordem societária nunca dará certo.


As manifestações da Questão Social são provocadas pelo modo de produção capitalista e que por sinal torna-se cada vez mais distante a luta contra tais manifestações quando ao invés de lutar conjunto ao próximo por um mundo mais justo sentamos como Raul Seixas cantava ao trono de um apartamento com a boca escancarada e cheia de dentes, mas sem esperar a morte chegar, antes dela chegar nos vangloriamos que num mundo de pobres ainda temos algum para ajudar-los.



Não se doa amor, sentimentos se compartilham, pois não podem ser de um só, não se ajuda, se luta para que as coisas melhorem. Mas já se dependesse da Rede Globo, acabaríamos com as políticas sociais, com as escolas e com demais espaços de direitos e viveríamos de doações telefônicas na espera de contribuir para um país mais justo. Na contra mão do acesso igualitário a Rede Globo promove um acesso seletivo sendo que as entidades existem até quando quiserem, não se é direito estar lá, quanto que uma escola não fecha porque o Diretor está cansado dos alunos, educação é direito garantido constitucionalmente .



E ai Didis, e ai Xuxas, o que foi construído do patrimônio de vocês foi a base de doação? O que os donos das grandes empresas tem foi a base de doação? Se não sonegassem tanto imposto de renda (imposto contributivo, quem ganha mais paga mais, quem ganha menos paga menos e quem ganha nada não paga nada) talvez o nosso país seria muito mais justo, mas enquanto isso vamos mudá-lo com nosso amor, assistencialismo, carinho e solidariedade? Essa corrente não terá minhas mãos.



Leonardo Koury Martins

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém (UES) realizará, nos dias 13 e 14 de agosto de 2010 (sexta e sábado), um Seminário com o tema A Universidade e os Movimentos Sociais, a ocorrer no Auditório Central da Universidade do Estado do Pará (UEPA).

Trata-se do 2º módulo do I CIRCUITO UNIVERSITÁRIO DE SEMINÁRIOS E DEBATES, uma realização da UES que abrange eventos em todas as universidade e faculdades da cidade, com temáticas variadas, tendo como pano de fundo a situação da educação superior brasileira e sua conexão com as grandes questões da nossa realidade social.

O objetivo do 2º módulo do Circuito é proporcionar um espaço de aproximação da comunidade universitária de Santarém com militantes e entidades do movimento social, permitindo a elaboração de propostas de atuação conjunta entre esses dois segmentos.

Para Ib Sales Tapajós, coordenador geral da UES, “Universidade e movimentos sociais devem estar unidos na construção de um novo projeto de sociedade, mais justo, solidário e inclusivo. O conhecimento científico produzido pela comunidade acadêmica deve se somar aos conhecimentos empíricos e populares produzidos na realidade social que está além dos muros da Universidade”.

As inscrições para o evento podem ser feitas na sede da UES (Trav. Turiano Meira, 187, altos, entre São Sebastião e Mendonça) no valor de R$ 5,00, com direito a certificado de 16 horas de atividades.

Confira a programação:

Dia 13/08 (Sexta)

14h - Mesa de abertura

15h - Palestra de abertura: A Universidade, os Movimentos Sociais e a construção de um novo projeto de nação
Prof. Dr. Florêncio Vaz (Antropólogo)

16h30min - Mesa de exposição: Experiências de interação da Universidade com a sociedade na Amazônia

Solange Ximenes (Doutora em Educação e Coordenadora do Projeto Fomazon)
Representante do Projeto Operação Sorriso, do curso de Medicina da UEPA
Representante da Divisão de Educação no Campo do INCRA – a confirmar
Sheila Braga (Diretora da UES e participante do 1º EIV-Pará)
Representante do Projeto “UEPA na comunidade”

19h - Debate: Movimentos sociais da educação e ensino público no Brasil
Bruno Lima (Coordenador geral do DCE da UEPA)
Alípio Gomes (Presidente do Conselho Municipal de Educação)
Representante do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Pública do Pará (SINTEPP)
Ib Sales Tapajós (Coordenador geral da UES)

Dia 14/08 (Sábado)

9h – Oficinas temáticas:
I) Reforma urbana e direito à moradia em Santarém
II) Reforma agrária na Amazônia
III) Organização estudantil

14h - Fórum Social Pan-amazônico em Santarém
Comissão organizadora do V FSPA

15h - Debate: A construção de Hidrelétricas na Amazônia: ontem o rio Madeira, hoje o Xingu, amanhã o Tapajós.
Pe. Edilberto Sena (Aliança Tapajós Vivo)
Tibério Allogio (Sociólogo, diretor do Projeto Saúde e Alegria)
Dilaelson Tapajós (Engenheiro civil, doutor em Recursos Hídricos)
Representante da Diretoria de licenciamento ambiental do IBAMA – a confirmar
Fernanda Gomes (Coordenadora geral da UES)
Gilson Costa (Doutor em Ciências Sociais, professor da UFOPA)
Design by NewWpThemes | Blogger Theme by Lasantha - Premium Blogger Templates | NewBloggerThemes.com
Com personalização feita por Ronilson Santos