sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Por Ronilson Santos*
Imagem meramente ilustrativa. Foto reprodução
Prezados,
Pedimos a compreensão de todos, pois neste final de semana este blog estará passando por algumas mudanças, visando melhorar o layout, deixá-lo mais fácil de navegar e integrá-lo às redes sociais. No entanto, isto não afetará a navegação, e o blog continuará no ar.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013


Está marcado para o dia 14 de março de 2013 as eleições para a nova gestão do DCE – UFOPA 2013/2014.
O Diretório Central dos Estudantes (DCE) é uma entidade fundamental para organização estudantil, e ao longo dos anos vem travando intensas lutas na defesa dos direitos destes.  
Os interessados em participar das chapas devem se inscrever das 08h do dia 18 de fevereiro, até às 20h do dia 20 de fevereiro de 2013.
Para mais informações segue abaixo o Edital de convocação e o regimento eleitoral.


Edital de Convocação


Regimento Eleitoral

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013


Após vários ataques durante o ano de 2012, indígenas têm terra demarcada no município de Iguatemi, Mato Grosso do Sul 
Um estudo sobre a demarcação das terras dos indígenas Guarani-Kaiowá foi publicado no Diário Oficial da União de 8 de janeiro.A publicação representa um avanço após duros ataques e ameaças sofridos pelos indígenas no Mato Grosso do Sul, durante o ano passado e mesmo antes.
A identificação e delimitação da área é um passo importante para que os Guarani-Kaiowá tomem posse da área e se desenvolvam física e culturalmente. A área que pertencia aos ancestrais dos Guarani e Kaiowá é banhada por rios, fator fundamental para a sobrevivência, já que a pesca é das principais atividades indígenas. O estudo feito pela antropóloga Alexandra Barbosa da Silva se baseou em vários documentos e contou com a ajuda de equipe técnica para demarcar o território.
A causa do direito desses indígenas foi acolhida por boa parte da sociedade brasileira, o que criou 'a maior família das redes sociais', uma vez que internautas acrescentaram o sobrenome Guarani-Kaiowá em seus perfis do facebook.Movimentos sociais e a sociedade civil organizada promoveram ainda diversas passeatas e debates em apoio aos indígenas.
Leia abaixo trecho do estudo publicado no DOU redigido por Alexandra Barbosa da Silva:

"Tendo por base estudos de natureza etnohistórica, antropológica, documental escrita, ambiental, cartográfica e fundiária, reunidos por equipe técnica qualificada, autorizados por Portarias da Presidência da FUNAI, em conformidade com o disposto no Decreto 1775/96, conclui-se que a terra indígena ora delimitada consiste numa superfície aproximada de 41.571 hectares e perímetro aproximado de 100 Km (como representado em mapa e memorial descritivo, que seguem abaixo), situando-se no município de Iguatemi. A TI Iguatemipegua I é de ocupação tradicional das famílias kaiowa dos tekoha Pyelito e Mbarakay, apresentando as condições ambientais necessárias à realização das atividades dessas mesmas famílias e tendo importância crucial do ponto de vista de seu bem estar e de suas necessidades de reprodução física e cultural, segundo seus usos costumes e tradições, correspondendo, portanto, ao disposto no artigo 231 da Constituição Federal vigente".

Texto originalmente publicado em http://carosamigos.terra.com.br

domingo, 30 de dezembro de 2012



A luta pela qualidade do serviço de transporte público em Santarém não é apenas - e somente - fruto de uma pauta específica de exigência dos direitos de categorias. Esta perpassa a percepção de uma sociedade cada vez mais democrática, capaz de articular a sociedade civil na participação do planejamento das políticas públicas, diluindo o burocratismo que hoje emperra e torna cada vez mais ineficiente, não somente o serviço de transporte coletivo, como uma extensa lista dos serviços públicos.
Neste sentido, a UES (União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém) convoca toda a categoria estudantil e sociedade santarena a cerrar fileiras na luta em defesa da permanência do congelamento a meia-entrada estudantil  em sessenta e cinco centavos nos ônibus.

Longe de ser um presente do poder público municipal, o congelamento foi um direito conquista nas ruas. O reajuste tarifário à passagem dos estudantes propostos pelo SETRANS vai de contramão não somente a vitória em prol de um transporte coletivo que atenda as demandas sociais da nossa cidade, como representa um arrocho na renda das famílias que dependem do transporte coletivo e que depositam na educação de seus filhos a perspectiva de um futuro melhor.
Em relação a um posicionamento que beneficie a ampla maioria fica evidente a omissão do poder público municipal, que é quem define o valor da tarifa. Nosso recado deve ser claro. Nenhum recuo em nossos direitos. Não ao aumento da tarifa estudantil!
No mundo inteiro a juventude se levanta e toma as ruas exigindo seus direitos. São novos tempos. Nosso atraso, quase secular, mostra a imprescindível necessidade de nos organizarmos e darmos um basta nessa política mesquinha, que faz do poder público um balcão de negócios.
Neste início de 2013, temos uma grande batalha a enfrentar. Não ao descongelamento da passagem estudantil! Esta representa nossa força para enfrentar a gelatinosa política de favorecimentos. Vamos todos à luta rumo a um 2013 digno de nosso esforço na construção de uma sociedade cada vez menos desigual.
 

# COMARTILHE ESSA IDEIA!
MAIS INFORMAÇÕES: UESTUDANTE.BLOGSPOT.COM
9174-4744 – Felipe Bandeira – coordenador geral da UES – gestão Todas as Vozes!
felipebandeirastm@gmail.com

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012


Por Felipe Bandeira[i]
A carteira de identidade estudantil de 2013 da UES lança a campanha sobre a conquista do congelamento da passagem estudantil. Uma pauta histórica no movimento estudantil santareno, que  em 2008, através de várias lutas e forte mobilização conseguiu a conquista do congelamento em 65 centavos.
modelo carteira UES 2013

Sempre firme em defesa de um transporte público acessível, barato e eficiente em nossa cidade, a UES foi uma das grandes protagonistas na conquista ao congelamento de passagem estudantil. No entanto, este direito está sob ameaça e vem sofrendo intensos ataques.
Em matéria divulgada no jornal O Estado do Tapajós (edição de 14 de dezembro), afirma que o sindicato de transporte coletivo (SETRANS) ingressou na justiça pleiteando o descongelamento da passagem estudantil. O sindicato alega prejuízos de mais de 4,5 milhões de reais aos empresários por conta do “apadrinhamento” irresponsável que a prefeitura garantiu aos estudantes desde 2008. Em argumentações sustentadas em equívocos, os empresários tentam a todo custo empurrar goela abaixo um reajuste tarifário a população que na prática não acompanhará nenhuma melhora na qualidade do serviço. E aí estudante, você vai deixar isso acontecer?!
A principal característica do serviço ofertado em Santarém são as precárias condições deste - neste ponto em especial, a matéria não dedicou nenhuma linha. Não são poucas as reclamações de estudantes que são diariamente prejudicados pela ineficiência do transporte coletivo.
Hoje o usuário de ônibus arca com grande parte dos custos do serviço, deixando descoberta a responsabilidade do Estado, ao passo que aumenta o ranço empresarial por estimáveis lucros. Santarém é uma cidade em visível expansão urbana, e o transporte público não acompanha esse processo, colocando como pano de fundo a verdadeira necessidade de locomoção da população. Existem vários bairros – principalmente os periféricos - que não são assistidos com linhas de ônibus, e quando o são, o serviço é executado aos trancos e barrancos.
O presidente do sindicato, Washington do Vale, na mesma matéria, afirma que a tarifa cheia esta muito defasada e que cidades de médio porte como Santarém estão praticando tarifas entre R$ 2,50 e R$ 2,75. Uma descabível comparação, haja vista a renda da população santarena não suportaria tal reajuste. Cabe lembrar que quem é usuário de ônibus, como os estudantes, chegam a utilizar do serviço cerca de 4 vezes ao dia. O custo diário é de R$ 2,60, no mês R$ 52,00, sendo em média 2 a 3 estudantes por  família. Neste caso o valor saltaria para R$156,00, considerando a hipótese apenas de locomoção de casa para a escola/universidade e vice versa. Logo se percebe que este reajuste é incompatível com a renda do trabalhador de Santarém.
Neste fim de ano, os estudantes devem ficar atentos. Nosso recado é claro, Nenhum recuo em nossos direitos. NÃO a proposta de descongelamento da passagem estudantil! Vamos juntos cerrar fileiras nessa luta!




[i] Coordenador geral da UES, estudante de ciências econômicas – UFOPA, militantes Juntos! Juventude em Luta!

domingo, 16 de dezembro de 2012


Por Felipe Bandeira[i]
Não deixa de ser fato menos questionável a naturalização de ações arbitrárias do poder público em Santarém, como o recente caso de devastação de aproximadamente 190 hectares às margens do lago do Juá. Esta não é uma ação isolada, e vem conectada com forte processo de integração marginal da região ao capital nacional e internacional, essencialmente pautando o uso irracional dos recursos naturais, negligenciando os impactos sociais em detrimento da engorda das poupanças de grandes companhias nacionais e multinacionais como CARGILL, ALCOA, MRN, VALE, Buriti e outras. Este breve artigo tem como objetivo colaborar nas discussões acerca dos recentes casos de desrespeito à população santarena, enfatizando a importância da mobilização social como estratégia de contraponto ao ideário único do desenvolvimento a todo custo.
Os contornos gerais desse processo impactam profundamente a vida de cada cidadão. Quem não lembra das comunidades que permaneceram décadas sem energia elétrica, tendo o céu rasgado pelo “linhão” que passavam indiferentes por cima destas rumo aos projetos de extração mineral no sudeste do Estado.
As políticas públicas para a região, desde a década de 1960, trazem consigo a insígnia da modernização e do desenvolvimento como estratégia para respaldar empreendimentos ambiental e socialmente prejudiciais à Amazônia. Durante a ditadura militar, este processo ascendeu ao seu ápice, marcando profundamente a estrutura econômica e política da região.
Um papel importante de contraponto à reprodução deste modelo coube aos movimentos sociais organizados - como as Comunidades Eclesiais de Base - que empunharam a bandeira de luta a favor de justiça social, garantindo vitórias importantes, fortalecendo um projeto alternativo de sociedade. Neste sentido, a participação social nos conflitos, longe dos determinismos catastróficos que impregnam uma única via para a Amazônia, impõe a força política destes, mostrando a complexidade e especificidade dos conflitos.
A divisão social do trabalho coloca a Amazônia como base econômica primária, caracterizando a região como uma fronteira a ser conquistada. Na década de 1970 esse foi um discurso muito forte, caracterizando a região como um espaço vazio e pouco explorado. Por este motivo o governo implantou os planos de integração, agindo principalmente na aberturas de rodovias como a Transamazônica e a BR 163. Também foram incorporados a ação estatal incentivos fiscais, primeiramente para pequenos produtores, afim de trazer mão de obra para a região. Posteriormente, esses migrantes, grande parte nordestinos, foram integres a própria sorte, abandonados e sem nenhuma perspectiva de orientação, haja vista as dificuldades para produzir e comercializar seus produtos.
Traçadas novas metas, o Estado passou a induzir enormes vultos financeiros aos grandes projetos agrominerais como o poloamazônia com a justificativa de consolidar núcleos de desenvolvimento, caracterizado o efeito arrasto, quando os investimentos privados são impulsionados pelo Estado.
A partir da década de 1990, Santarém integra-se a fronteira do agronegócio com o plantio das primeiras safras de soja. Em 2002, com a implantação da Cargill houve um vertiginoso crescimento da produção de grãos. Os conflitos ganharam tônica com a acentuada valorização do mercado de terras, seguido da expulsão dos pequenos agricultores por conta dos conflitos rurais de grilagem e a conivência dos órgãos púbicos. Um exemplo emblemático é o caso do INCRA, que a partir de 2004 passa a ser superintendência regional se desmembrando da superintendência do Pará (SR-01), por conta de inúmeros casos de corrupção.
O Estado desempenha um importante papel, que longe de ser um instrumento unívoco de ação de determinado grupo, também não deixa de ser um agente que impulsiona a dominação econômica de grupos favorecidos, no entanto, esse aspecto também depende da luta política, dentro da própria institucionalização do Estado. O grau de desenvolvimento das lutas políticas e mobilização social, neste sentido, são relevantes como possibilidades de modificação da ordem. Traça-se desta forma a importância da luta política de correlação de forças dentro e fora do próprio Estado.
A estratégia de luta para a Amazônia deve ser a luta contra as grandes empresas, contra os projetos hidrelétricos, contra os grandes empreendimentos imobiliários que vão de encontro ao interesses da população. A consciência deve ser nossa principal arma, seguida de uma forte mobilização social, que reivindique para si a responsabilidade de pensarmos o caminho Amazônico do desenvolvimento.
O que aconteceu na área próxima ao Juá recentemente mostra que os movimentos sociais devem estar mobilizados para acompanhar o tempo dos mercados. Não foram poucos os que se assustaram com a velocidade imprimida na devastação daquela área. Agora a guerra deve correr a passos lentos na justiça, mesmo assim, a pressão social organizada e a luta política são essenciais para o fortalecimento da pauta do Juá.
Como já afirmei no inicio deste texto, não se trata de um caso avulso, o quadro de dominação se expande por todo o país e se apresenta de maneira muito específica na nossa região, no entanto, o poder de organização acompanha o poder de proposição e a responsabilidade de luta e transformação. Daí a importância dos sindicatos, associações de moradores, cooperativas, enfim, instituições que representem o avanço histórico da organização popular.
O sujeito coletivo não pode perder-se em reivindicações vazias e pessoais. Um momento importante da luta política é a “catarse” que marca a passagem do momento puramente egoísta para o da consciência coletiva. Esta deve ser a ponta de lança nos enfrentamentos.
Não se pode negar que os desafios são enormes ao passo que fica mais evidente a quem esta posta estas tarefas. Não se trata de uma ação de dezenas, pois enquanto não nos tornarmos milhares, estaremos em desvantagens contra os, que a custa de nossa desmobilização, nos saqueiam e violentam nossas gerações.


[i] Coordenador Geral da UES, estudante de Economia – UFOPA, militante Juntos! Juventude em Luta!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012


Por Felipe Bandeira[i]
Os visíveis problemas sociais e ambientais da Amazônia - herança de um atraso secular atrelado ao passado colonial, assinalam um processo de intolerância e violência na região. Os erros antigos são profundamente consonantes com os atrasos atuais, caracterizando a esclerose coercitiva do poder público frente às demandas do capital financeiro, especulativo e imobiliário. Aliás, este tipo de relação, além institucionalizar a corrupção, acentua o lastro social da miséria no município.
Aos que apregoam que esses investimentos serão a vanguarda para o desenvolvimento da Amazônia, e que com essas iniciativas virão também mais oportunidade de emprego, não sabem que é de projetos como este que se fundam os bolsões de miséria nas periferias da nossa Santarém.
 Em 2002 quando foi instalado o porto graneleiro da Cargill - atropelando todas as legislações ambientais – não foram poucos políticos e jornalistas reacionários que abusavam da retórica do desenvolvimento como estratégia de dominação das representações simbólicas do conflito. No entanto, este dito desenvolvimento nunca chegou, e pelo contrário, o que se observa é o vertiginoso inchaço das periferias, decorrente do aumento da fronteira agrícola da soja na região, que desde 2002, contribui para expulsão de pequenos agricultores de suas terras.
O mesmo pode ser analisado com a implantação de grandes projetos como o Grande Carajás na região sudeste do Estado, que trabalha na perspectiva de extração dos minérios utilizando exaustivamente os recursos ambientais, degradando o meio ambiente, sem planejamento social que considere os povos da região. No Oeste do Pará, em Juruti e Oriximiná, também acontece um processo parecido, com a extração mineral da bauxita pela ALCOA e Mineração Rio do Norte, respectivamente.
A devastação da área do Juá, às margens da Avenida Fernando Guilhon para implantação de um bairro, é um exemplo cadente desta lógica de marginalização da população menos abastarda. Em 2009, quando um grupo de trabalhadores sem moradia, ocuparam aquela área, não tardou para a prefeita Maria do Carmo, mandar expulsar a bala homens, mulheres e crianças que ocupavam a área e lutavam por um pedaço de terra onde pudessem morar. Pouco tempo depois do acontecido, a Secretaria municipal de meio ambiente (SEMMA) liberou a licença de devastação as empresas SISA e Buriti, que na prática constituiu a certidão de óbito da área próxima ao lago do Juá.
Para piorar, a raposa cuidava das galinhas. O atual secretário municipal de meio ambiente, Marcelo Corrêa é membro da família - dita “proprietária” – das terras. Marcelo Corrêa, que nas atribuições de suas competências como administrador público, fez valer a máxima, “aos amigos as benesses da lei, aos inimigos a lei”.
A área devastada no Juá é de aproximadamente 190 hectares. O custo ambiental e social do empreendimento é repartido com toda a sociedade santarena, enquanto os lucros são severamente acumulados por pequenos grupos de privilegiados que se utilizam de articulações políticas para executar seus projetos. De acordo com a legislação, a licença ambiental para construção de uma obra desta envergadura é alçada do governo do Estado, no entanto, as dúvidas sobre o licenciamento pairam soltas e sem respostas, sendo questionadas, inclusive, pelo secretário Estadual de Meio ambiente, José Alberto da Silva Colares.   
Na última quarta feira (12/12) o Ministério Público Estadual ingressou com uma ação civil pública, solicitando a paralisação imediata das obras no local.
Esperamos que desta vez justiça seja feita.



[i] Coordenador geral da União dos Estudantes de Ensino superior de Santarém (UES) e militante do coletivo Juntos! Juventude em luta!

terça-feira, 6 de novembro de 2012



Por Felipe Bandeira[1]

Nos últimos meses estudantes universitários de Santarém tomam as ruas em protesto contra as péssimas condições do transporte público no município. O serviço é oferecido de forma precária, e dentre as principais reclamações destacam-se as frotas insuficientes, ausência de manutenção periódica nos ônibus, descumprimento das rotas, além das constantes propostas de reajuste da passagem. Em programa de rádio veiculado na última quinta-feira (01/11), a SMT afirmou ter ciência de tal situação.
Santarém ao longo dos anos vem se consolidando com uma verdadeira cidade universitária, atraindo estudantes de várias regiões do Estado. Hoje no município existem cerca de 13 mil estudantes no ensino superior, entre universidades públicas e privadas, e milhares de jovens em cursos técnicos e cursinhos pré-vestibulares, além dos estudantes matriculados no ensino fundamental e médio, a maioria destes, de baixa renda e usuário do transporte público.

Os órgão responsáveis (SMT, prefeitura) claramente não conseguem responder a estas questões, ao passo que a cada ano o problema do transporte público se avoluma, impactando diretamente o cidadão que é usuário de ônibus.
Por se tratar de um serviço público, o Transporte coletivo, deveria prioritariamente atender a demanda da população, fornecendo a esta um serviço barato e de qualidade. No entanto, na prática, há uma inversão e a prefeitura prioriza os lucros aos donos das empresas de ônibus, em detrimento da qualidade do serviço prestado à população.
Neste contexto poder público e iniciativa privada brincam de jogar a batata quente um para o outro. Os empresários atribuem a precariedade do transporte público à falta de apoio do poder municipal. Em contrapartida, este alega que nos últimos anos a prefeitura “perdoou” uma dívida milionária relativa ao não pagamento a tributação municipal ISS (Imposto sobre serviços) por parte dos empresários como condição para que o setor renovasse e ampliasse as frotas de ônibus, contrapartida que não aconteceu.
Neste sentido, os estudantes reivindicam uma reforma urgente no serviço de transporte do município. Em ultima instância quem pensa as políticas públicas para o transporte coletivo são pequenos grupos de empresários que defendem prioritariamente seus largos lucros. Não podemos admitir as constantes propostas de reajuste da passagem e meia-entrada dos estudantes nos ônibus, pois assim estaremos compactuando com um transporte público cada vez mais excludente. 


[1] Coordenador Geral da UES, militante Juntos! Juventude em Luta!

terça-feira, 18 de setembro de 2012



APRESENTAÇÃO DO EVENTO
No dia 07 de outubro de 2012 será escolhido o prefeito que irá administrar Santarém nos próximos 4 anos. Serão eleitos também 21 vereadores, que são os responsáveis pela elaboração das leis municipais e pela fiscalização dos atos do poder público. É importante que a população participe de modo consciente desse momento democrático, escolhendo candidatos fichas limpas e comprometidos com o bem comum. Para isso, é fundamental o conhecimento dos projetos defendidos por cada partido e coligação.
Nós, estudantes universitários, devemos ser parte ativa desse processo eleitoral, analisando e discutindo os projetos políticos que estão postos. E, além disso, precisamos apresentar as nossas pautas para os candidatos que se propõem a ocupar cargos políticos, no executivo e no legislativo. Nossos problemas e necessidades devem fazer parte do debate público neste período eleitoral. Precisamos de governantes e vereadores comprometidos com os estudantes universitários!
Pensando nisso, a UES realizará, nos dias 28 e 29 de setembro, um circuito de entrevistas com candidatos aos cargos de vereador e prefeito de Santarém. Serão dois dias em que os estudantes universitários poderão aprofundar o debate político e conhecer melhor as propostas dos candidatos que pretendem ser eleitos com o voto do povo. Além de ouvir os candidatos, o estudante terá a oportunidade de fazer perguntas e questionamentos a eles, ao vivo. Será um momento ímpar de democracia e participação política.
Contamos com a participação dos estudantes e de toda a sociedade neste importante espaço de discussão democrática. E que no dia 07 de outubro possamos eleger representantes comprometidos com os interesses coletivos, em geral, e com os interesses dos estudantes, em especial.

PROGRAMAÇÃO

Dia 28/09/2012 (sexta-feira)
18h: Inscrição e credenciamento

18:30h: Entrevistas com candidatos a vereador de Santarém.

* Será entrevistado um candidato por partido/coligação. Todos os partidos e coligações que concorrem neste pleito foram convidados.

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DIA 29/09/2012 (SÁBADO)

15h: Entrevistas com os 5 candidatos a prefeito de Santarém
* Todos os candidatos foram convidados.

TODA A PROGRAMAÇÃO OCORRERÁ NO AUDITÓRIO DO IESPES.

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OBS.: Os candidatos a vereador e a prefeito terão o mesmo tempo para apresentar suas propostas e, depois, terão de responder às perguntas elaboradas pela diretoria da UES e pelo público presente no evento.

PARA MAIS INFORMAÇÕES: (93) 9174-4744.

terça-feira, 11 de setembro de 2012


 EDITAL Nº 03/2012 - Retificação do Edital nº 02/2012

A diretoria da União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém (UES) vem, por meio do presente edital, RETIFICAR o conteúdo do Edital nº 02/2012, no que se refere às entrevistas com candidatos ao cargo de vereador, que ocorrerão no dia 28/09/2012. 
1) Em conformidade com a legislação eleitoral, entrevistaremos 01 (um) candidato de cada chapa (partido ou coligação, conforme o caso), mantendo a isonomia das eleições proporcionais, conforme prevê o art. 46, inciso II da Lei nº 9.504/1997.  
2) Assim sendo, cada partido ou coligação deve indicar 01 (um) candidato para participar do evento, até no máximo no dia 15/09/2012. O nome do candidato escolhido deve ser enviado para o email uestudante@gmail.com.
3) Todas as 13 chapas (partidos ou coligações) que participam das eleições proporcionais serão informadas por escrito do evento, ficando à seu critério a escolha do candidato que será entrevistado no evento da UES. 
Santarém/PA, 10 de setembro de 2012. 
Felipe de Lima Bandeira
Coordenador geral da UES
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