quarta-feira, 9 de outubro de 2013

                                                              Por: Francieli Sarturi*



O surgimento do Movimento Feminista em meados do século XIX trouxe enormes conquistas para nós mulheres. Aos poucos fomos adquirindo, através de muita luta o direito de trabalhar, estudar, votar, escolher quando e como ter filhos. O Feminismo foi fundamental para que pudéssemos nos libertar das amarras opressoras da sociedade patriarcal.

Mulheres e homens, nas sociedades primitivas, viviam em um sistema de comunhão, em que a divisão social de tarefas não resultava de um oprimindo o outro. Mas, em algum ponto da história, isso começou a mudar, quando os seres humanos começaram a fixar-se nos espaços e a constituir “famílias”, criou-se a ideia de propriedade: da terra, das coisas, da mulher (que passa a ser um objeto do homem). Foi aí que começou a se disseminar a suposta inferioridade da mulher, pensamento este que começa a ser colocado em xeque a partir do advento do Feminismo.

Certo! Então, nas sociedades primitivas mulheres e homens eram tratados com igualdade (chegaram a existir sociedades matriarcais!); depois os homens decidiram: não! mulheres são objetos, são propriedades, posso fazer delas o que quiser. Bem mais tarde, as mulheres disseram: não! não somos objetos, queremos igualdade! - e aí (através de muita luta) conquistamos vitórias e direitos.

Mas hoje, ainda temos direitos a serem conquistados? O Feminismo ainda é necessário? Muitas pessoas (inclusive mulheres!) responderiam negativamente a esta última pergunta. No entanto, somente no Brasil estatísticas mostram que a cada 15 segundos uma mulher é espancada, todos os anos mais de 40 mil mulheres são assassinadas, a cada 12 segundos uma mulher é estuprada. Nós mulheres sofremos todos os dias com a violência praticada por homens que ainda pensam que somos coisas, e como coisas devemos nos submeter às situações que eles nos impõem.

Todos os dias, como coisas que somos, nos julgam pelo nosso comportamento, nos dizem como falar, vestir, relacionar, nos dizem que temos que ter filhos (querendo ou não), nos dizem que "isso não fica bem para uma mulher", que "em briga de marido e mulher, não se mete a colher e se ela apanhou, alguma coisa ela deve ter aprontado"; todos os dias somos obrigadas a ouvir sem reação na rua um "gostosa", "quero te chupar todinha", ou um simples "moça, você é linda", afinal objeto não deve reagir, deve no máximo sorrir, como se dependêssemos da aprovação masculina para sermos lindas.

Agora eu te pergunto: isso está certo? Claro que não! Por isso tudo é que o Feminismo ainda é necessário, que a luta das mulheres por igualdade é fundamental para a construção de uma sociedade justa socialmente.

Por isso convidamos tod@s a participarem da Oficina do Coletivo Feminista Rosas de Liberdade no VI Festival de Direitos: "Do silêncio ao grito: porque ser feminista", no dia 01/11/2013, das 15 as 18 horas, no Campus Rondon da UFOPA.
Enquanto houver machismo, o Feminismo precisa existir!


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* Integrante do Coletivo Feminista Rosas de Liberdade, estudante de Letras na UFPA e militante do Juntos! 

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Por Felipe Bandeira[i]

Um milhão de indignados ocupam as ruas do Rio de Janeiro exigindo Educação de qualidade!


Não podem nos calar!
Se preciso gritamos com os ossos,
com os restos que nos sobram!
Terra em Transe, Glawber Rocha


Ontem (07), uma nuvem cinza cobria o rosto dos educadores, a fumaça inundava os olhos, bombas estouravam, havia nas ruas um cenário de guerra. Uma senhora limpava as lágrimas com as costas das mãos, tomou novo ar nos pulmões e continuou a gritar com vontade: Contra a força das armas, a força das ideias!

As manifestações no Rio de Janeiro por uma educação de qualidade mostram que a indignação de junho ainda ferve nas veias da população. Os protestos enchem as ruas de esperança e as ruas exigem mudanças.


O plano de Cargos, Carreira e Remunerações do prefeito Eduardo Paes é a rubrica do descaso e da falta de prioridade do governo com a Educação. A tentativa de desmonte, desqualificação do trabalho docente e precarização das escolas tornam cada vez mais a Educação como uma mercadoria. Com isso, o que deveria ser um direito fundamental transforma-se num nicho de mercado.

Sobre o Plano de Paes, como dizia um cartaz, trata-se de um plano de extermínio. A proposta foi votada com o plenário vazio contabilizando 36 a favor e 3 contras. Essa emblemática votação coloca em pé de igualdade a truculência do PMDB e PT, este último com vários vereadores favoráveis a proposta. Cabe lembrar que o vice-prefeito do Rio, Adilson Pires (PT), não soltou um “ái” a favor das mobilizações, ao contrário, faz malabarismo para manter intacto seu gabinete. Queria vê se recebesse salário de professor!

Em resposta ao ataque de Paes, os professores se organizaram numa das maiores mobilizações pela Educação nos últimos anos no Rio. A reposta veio rápido: Spray de pimenta, balas de borrachas, bombas de gás lacrimogêneo e muita cacetada. A truculência da polícia lembrou os anos de chumbo. Paes acompanhava tudo em estado de nostalgia!

O sete de outubro levou um milhão para as ruas contra a política de Educação de Eduardo Paes e Sérgio Cabral, como dizia o chamado no facebook. A realidade do Rio se repete em várias cidades. No Brasil, por exemplo, se destina quase metade do orçamento público para bancos internacionais e migalhas para a Educação - menos de 5% do PIB.

No entanto, essas políticas começam a ser questionadas pela população. Imagino a cara do Paes ao ver a indignação crescer na cidade maravilhosa: a testa empapada de suor, as mãos inquietas, os olhos esguios procurando respostas, a face atordoada. Deve pensar, que porra é essa!?


Ahh, o Rio continua Lindo!


 


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[i] Coordenador Geral da UES, estudante de Ciências Econômicas e militante Juntos!

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

A Entidade lucrava dois reais a mais pelo recebimento de formulários da UES.

Presidente da AES, Israel Nascimento




Esta semana nos deparamos com uma situação revoltante de desrespeito aos estudantes de Santarém. O motivo de nossa revolta é a pratica de atos ilegais e abusivos, por parte do presidente da AES(Associação dos Estudantes Secundaristas de Santarém), Israel Nascimento, que além de atentarem contra as atribuições da UES (União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém), causaram danos materiais a vários estudantes.

Alguns estudantes universitários, por desconhecimento, se dirigiram à sede da AES para adquirirem sua Carteira Estudantil. A nomenclatura parecida das duas siglas – UES e AES – é um dos fatores que levaram a essa confusão. Todavia, ao invés de esclarecer o estudante desinformado, o presidente da AES, em vários casos, agiu de má fé para tirar proveito dessas situações: forneceu a cada estudante um formulário da própria AES e cobrou R$ 10,00 (dez reais) pela Carteira Estudantil. Em seguida transcreveu os dados do estudante para um formulário da UES e o encaminhou à sede desta entidade, realizando o pagamento de R$ 8,00 por cada formulário entregue, tendo um lucro de dois reais. Após 15 dias (prazo de entrega da carteira), o presidente da AES compareceu à sede da UES, apresentando comprovante de pagamento para pegar a Carteira.

Hoje em Santarém somente a UES pode fazer a emissão da carteira estudantil universitária, e autoriza somente Centros Acadêmicos, Diretórios Acadêmicos e o Diretório Central dos Estudantes das universidades de Santarém a fazerem o recebimento do formulário. A UES não autoriza nenhuma das entidades, UMES e AES, a fazerem o recebimento dos formulários e nem mantêm qualquer tipo de parceria com as mesmas. O motivo é a falta de representatividade dessas associações frente a sua classe e também pela grande falta de transparência em relação à prestação de contas, estatuto, eleição e composição de suas diretorias.

É importante esclarecer que a arrecadação unitária de cada carteira, que hoje custa R$8,00 (oito reais) e assegurada ao estudante por mais de oito anos pela UES, diferentemente do que fazem UMES e AES que anualmente reajustam os valores no intuito de aumentar seus lucros e arrecadações, a UES paga ao SETRANS 3,50 para a confecção da carteira e 4,50 constitui o fundo social da entidade, sendo contabilizado para o funcionamento da entidade e mobilização da categoria estudantil.

Atualmente o presidente da AES, Israel Nascimento não é estudante secundarista, o que torna no mínimo estranho sua presença na presidência da entidade. Israel estuda em uma faculdade particular da cidade. Quanto a UMES, a entidade mais parece um clã do que um órgão de representação de categoria. Desde os tempos de fundação da entidade que se perpetua a família “Chiquinho”.

Diante dessa situação a UES protocolou na polícia civil de Santarém no dia 04 de outubro, uma denuncia dirigida a AES e ao seu presidente Israel Nascimento. A polícia ainda irá apurar os fatos e coletar depoimentos dos estudantes lesados e do próprio Israel.


Com isso esperamos que essa prática mesquinha não se repita mais nas entidades de representação estudantil.




Lembro da história de um vendedor ambulante nas ruas de Santarém que hora estava com a camisa do Flamengo, ora do Vasco, ora do Corinthians e tantas outras. A estratégia era bastante simples: para não desagradar sua clientela cuidava sempre para manter todos de bom grado, discutindo com profundidade a situação dos seus times na tabela do Brasileirão. Vira casaca! O chamavam nas ruas. Mas o fato é que sua estratégia de agradar gregos e troianos lhe sortia bons lucros.

O mesmo parece estar acontecendo com o Professor Domingos Diniz. Com a proximidade do período de homologação das chapas para reitor na UFOPA, Diniz namora com um time a cada dia.

Em carta destinada a comunidade acadêmica, não economiza no brio das palavras para encher a bola do Seixas Lourenço. A carta se intitula, AGRADECIMENTO AOS PROFESSORES JOSÉ SEIXAS LOURENÇO E MARCOS XIMENES PONTE.

O conteúdo da carta deixa claro o surto de admiração aos figurões da UFOPA. Certo trecho diz o seguinte:

“Aos dois ex-reitores que em seus melhores anos preferiram o doar em prol da construção de um futuro memorável para uma região cujo presente ainda é pretérito. Esquecida por políticos e pela política de partidos que não toleram “inteiros” e, vive há ermos varjões das melhores partilhas de suas próprias messes, mas, que não desistem de tomar por assalto uma academia ainda imberbe.”

As palavras agradáveis, ainda destacam:

A estes que toleraram seus intolerantes doutrem; extraíram néctar do joio de suas próprias fieiras; repararam as incorreções no imprescindível do prescindir, nos despedimos com a certeza de nos vermos em outras veredas mais profícuas e em tempos mais abrandados pelo equilíbrio da equanimidade; a paz da felicidade de ser e estar; e, a melhor erudição de uma academia embalada pelo fato de direito e não do direito ao fato.

Digno de um Nobel de literatura, a carta do professor Domingos contrasta com outra correspondência, desta vez destinada aos professores da UFOPA.

Na correspondência, afirma:

“Essa política que quer dar continuidade na forma egocêntrica e centralizadora, autoritária e tirânica, cega e suicida de gerir a mais nova Universidade da Amazônia. Uma Amazônia cansada de ser subtraída e traída por seus próprios filhos.”

Agora o discurso vira as avessas, mostrando a cólera de indignação à atual gestão de Seixas e Cia.

“A UFOPA é do povo Brasileiro e por termos a missão de ajudar esse povo sofrido a vislumbrar oportunidades de mudar seu referencial de miséria e pobreza é que não podemos sucumbir às pressões psicológicas, às ameaças, ao intervencionismo, ao tráfico de influência, à chantagem emocional, a oferta de favores, à incompetência revestida de oportuno privilégio de informação, lobe político, amizades (conluios) e poderes investidos de onipotência que deseja se perpetuar como únicos capazes "salvar" o povo da ignorância e a Universidade do caos intelectual.”

O conteúdo tão divergente dos dois textos nos faz lembrar o nosso ambulante multipartidário.

Por fim, termina a correspondência fazendo um chamado a toda a comunidade acadêmica, para decolar o movimento que levará a candidatura que todos almejam.

Mas de que lado Domingos samba?

A forma dúbia como vem tentando emplacar e construir sua candidatura revela que Domingos não representa a alternativa que a UFOPA precisa.

Precisamos de uma universidade cada vez mais próxima das bases populares, que o ensino, pesquisa e extensão deixem de habitar somente o discurso vazio dos candidatos para se consolidar como uma prática verdadeiramente efetiva.

Acontece que tem gente que vive com amnésia. Talvez seja isso!



Segue abaixo as correspondências de Domingos




Texto 1


Prezados,

Tomamos a liberdade de lhes enviar esta mensagem, afim de que tomem conhecimento do nosso reconhecimento ao trabalho desenvolvido pelos Professores José Seixas Lourenço e Marcos Ximenes Ponte, neste momento de encerramento iminente de suas participações na implantação definitiva da UFOPA.


AGRADECIMENTO AOS PROFESSORES JOSÉ SEIXAS LOURENÇO E MARCOS XIMENES PONTE


O tempo acelera as missões e exaure os ideais quando os caminhos são pedregosos; quando os desafios são maiores e quando a escalada é íngreme. Implantar a Universidade em ritmo célere para atender querências da excelência; construir as melhores referências do novo; e ainda, comboiar guias desviantes, é incumbência para poucos.

Nesta caminhada rochosa de curtos caminhos foram vastas as fronteiras vencidas por tão poucos vencedores. Aos pelo cansaço tombados, nossas honrarias, pois vitimados foram por tropeiros desatinados, incautos que ainda se oportunizam dos ventos e do precipício. A estes torcemos para que sua penitência chegue o mais breve.

A que se fazer jus aos condutores dessa jornada insólita. A que se fazer jus a energia do construir, posto que azes “do empreender” provaram ser, do organizar de mentes; do adaptar de lentes para o vislumbre de horizontes paradigmáticos; do amimar de verbos no futuro a corrigir um pretérito mais que perfeito: “melhor o farei naquilo que não havia sido feito”.

Aos dois ex-reitores que em seus melhores anos preferiram o doar em prol da construção de um futuro memorável para uma região cujo presente ainda é pretérito. Esquecida por políticos e pela política de partidos que não toleram “inteiros” e, vive há ermos varjões das melhores partilhas de suas próprias messes, mas, que não desistem de tomar por assalto uma academia ainda imberbe.

A estes que toleraram seus intolerantes doutrem; extraíram néctar do joio de suas próprias fieiras; repararam as incorreções no imprescindível do prescindir, nos despedimos com a certeza de nos vermos em outras veredas mais profícuas e em tempos mais abrandados pelo equilíbrio da equanimidade; a paz da felicidade de ser e estar; e, a melhor erudição de uma academia embalada pelo fato de direito e não do direito ao fato.

Recebais esse agrado como um fado!

De Domingos Diniz e Siany Liberal

Docentes sitiantes de um floral;

De um pendão sofrido pero guardado;

De um Campus outrora Sitiado.





Texto 2

Reunião para Construção do Programa Básico de Gestão



Caros Colegas,
Venho congregar com vocês da minha vontade de ver esta Universidade trilhar caminhos em direção à excelência científica e tecnológica em prol de um desenvolvimento humanístico e social. De um ensino motivador porque é emanado de um professor feliz com o seu ato de partilhar o conhecimento universal e universalizante. De uma extensão comprometida com os anseios da população largada ao léu por uma política populista, mentirosa, desqualificada e desqualificante.
Essa política que quer dar continuidade na forma egocêntrica e centralizadora, autoritária e tirânica, cega e suicida de gerir a mais nova Universidade da Amazônia. Uma Amazônia cansada de ser subtraída e traída por seus próprios filhos. Urge concentrarmos nossos pensamentos no que temos de melhor: princípios, educação, respeito ao próximo, respeito ao contribuinte a quem servimos, e, respeito à Instituição a quem temos o dever moral de zelar.
A UFOPA é do povo Brasileiro e por termos a missão de ajudar esse povo sofrido a vislumbrar oportunidades de mudar seu referencial de miséria e pobreza é que não podemos sucumbir às pressões psicológicas, às ameaças, ao intervencionismo, ao tráfico de influência, à chantagem emocional, a oferta de favores, à incompetência revestida de oportuno privilégio de informação, lobe político, amizades (conluios) e poderes investidos de onipotência que deseja se perpetuar como únicos capazes "salvar" o povo da ignorância e a Universidade do caos intelectual.
Rogo para que todos compareçam às 14:00 h na chamada de reunião de trabalho feita pelo Waldiney.
Creio ser esta a última chance que temos de decolar nosso movimento em direção à candidatura que todos almejamos.
Muita energia positiva e construtiva para todos nós.

Domingos Diniz



Por Carlos Bandeira Jr.*

















*Fotógrafo, acadêmico de antropologia UFOPA.

sábado, 5 de outubro de 2013

Coluna Pasquim. O blog da UES vai acompanhar de perto todo o processo eleitoral da UFOPA. Fique bem informado com crônicas divertidas. Curte aí!


Seixas, Aldo Queiroz, Aquino e o baile dos reacionários



O que significa as eleições na UFOPA? Esse questionamento é fundamental para nos situarmos no debate emaranhado e espinhoso que são as eleições para reitor na universidade. Um fato importante, muito além do pragmatismo eleitoral, são os grupos que se articulam para disputar o pleito.

O grupo de Seixas se forjou com fortes articulações políticas de projeção nacional. Arraigado na burocracia do Estado desde os tempos sombrios da ditadura militar, Seixas traz consigo um projeto de universidade enraizado na precarização e na forte centralização administrativa.

Com ele não tem conversa! Não busca diálogo com professor, técnico ou estudante. Prefere o comodismo das manobras políticas ao embate das idéias nos órgãos deliberativos da instituição. Foi por isso que seu grupo aparelhou o CONSUN, botando um cabresto nos membros majoritário. Na época houve uma campanha de votar nulo no CONSUN que nos anula. Pouco adiantou, afinal, a legitimidade é um jargão esfarrapado para a reitoria.

O grupo que se contrapõe a atual gestão é o da Raimunda Monteiro. Esse grupo tem conseguido dialogar com uma ampla parcela de professores, técnicos e estudantes. Obviamente que o um forte indutor para a unidade é a repulsa ao grupo do Seixas. Esse grupo representa hoje a possibilidade de uma Universidade sem Seixas, sem Aldo, ou seja, a possibilidade de uma vitória sobre as velhacarias políticas da UFOPA.

Cabe pensar que futuro terá a UFOPA?


Com Seixas, as perspectivas são obscuras, com o Aldo Queiroz a situação se agrava ainda mais. Trata-se de um velho conhecido, versado nas mais antidemocráticas e repressoras ações. Pensa a universidade a partir do seu umbigo. Dirigiu por longos anos o campus da UFPA em Santarém, período em que não poupou esforços em calar a voz dos movimentos organizados. Com Aldo não tem conversa²x10²¹³.
Já o Aquino é o bom garoto do Seixas, empenhado em seguir a risca a cartilha Lourenço.
Ai de ti UFOPA!



Na última sexta -feira (04/10), foi realizada no campus Rondon a Assembleia Geral dos Estudantes da UFOPA com o objetivo de discutir o processo eleitoral para reitor, indicação dos estudantes que irão compor a comissão eleitoral e discussão do regimento eleitoral.

A categoria estudantil sempre mostrou uma grande capacidade de organização nas principais lutas da universidade. Desde a implantação da UFOPA, em 2009, o movimento estudantil defendeu uma universidade verdadeiramente democrática, com eleições para reitor, coordenadores de institutos e programas.

Na avaliação da categoria, apesar da abertura democrática representar um avanço enorme para a instituição, há a necessidade de garantir um processo transparente. A forma verticalizada como foi construído o regimento eleitoral aprovado pelo CONSUN (Conselho Universitário) mostrou as fragilidades do processo. Neste sentido, foram deliberadas modificações no documento que deverá ser entregue para o CONSUN, bem como fizeram técnicos e professores em suas respectivas Assembleias.

Em relação a composição da comissão eleitoral, foram eleitos os seguintes nomes: Eduardo Henrique (Direito 2010), Drielly Silva (Biologia 2010) e Jéssica Sousa (Direito 2010), sendo os dois primeiros titulares e o último suplente.

Sobre a metodologia de computação dos votos, se paritário ou proporcional, a categorial entende que a proporcionalidade torna secundário o voto e a participação discente. Para se ter ideia, num espaço amostral de 300 professores e 10.000 estudantes, seria necessário 233 estudantes para equiparar o voto de um professor, ou o peso unitário de 0,004% do voto estudantil em relação ao voto docente.

Tendo em vista esse cenário, os estudantes deliberaram pelo voto PARITÁRIO, mostrando a coerência de uma luta histórica pela democratização real da universidade, tornando todas as categorias protagonistas dos rumos da UFOPA.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Por Felipe Bandeira*




Dia de 18 de novembro, a universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) realizará a consulta a comunidade acadêmica para escolha do novo reitor e vice-reitor. Trata-se de um debate fundamental para o futuro da universidade. Criada em 2009, a instituição foi marcada pela gestão autoritária e intransigente de Seixas Lourenço. A linha dura de Seixas atropelou os órgãos colegiados e desrespeitou fóruns importantes das categorias.

Para os entorpecidos pela súbita simpatia de Seixas & Cia, basta lembrar que em 2012, quando a UFOPA entrou em greve por mais de 100 dias, em momento algum houve abertura de dialogo e negociação com as categorias. Ao contrário, cuidava-se para criminalizar as mobilizações. Em 2011, Seixas processou mais de 40 estudantes e perseguiu inúmeros técnicos e professores.

Aos sorrisos - de orelha a orelha - e apertos de mãos dos Seixas da vida, se contrapõe as portas fechadas dos últimos anos da reitoria. Na realidade, a rubrica dessas mentes iluminadas substituiu o debate democrático e a universidade caminhou a marcha ré.

A eleição é um bom remédio para amnésia. Enquanto Seixas espoliava tudo o que soasse diferente aos seus ouvidos, empurrando goela abaixo medidas a revelia da comunidade acadêmica, a indignação crescia na UFOPA.

Seixas desenvolveu uma reitoria fechada, limitada a um grupo reduzido de burocratas.

A eleição foi fruto de inúmeras paralisações, assembleias, audiências públicas, ocupações, enfim, da luta incansável dos indignados por uma universidade verdadeiramente democrática.

Quando finalmente conseguimos discutir e aprovar um Estatuto com toda a universidade, Seixas preferiu empunhar sua altivez feito um absolutista arrogante: A UFOPA sou eu! Desrespeitou as deliberações do Congresso Estatuinte e transformou nossa obra de arte num Frankenstein. Lembram disso?

Poie é, estudantes, professores e técnicos inúmeras vezes foram colocados pra escanteio, enquanto a reitoria se lambuzava no campo de ataque. Temos o dever de acertar contas com o nosso passado. Aldo Queiroz coordenou o campus da UFPA em Santarém de forma a não deixar a desejar a nenhum coronel dos tempos das oligarquias. Bernardino - o procurador atômico da UFOPA - é condenado à 6 anos de prisão por desvio de dinheiro público e ainda traz em sua algibeira várias processos de corrupção.

O período que se abre na UFOPA exige essas reflexões. Cabe a nós as mudanças estruturais da UFOPA. Com certeza o Seixas não vai fazer!

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* Coordenador geral da UES, estudantes de Ciências Econômicas UFOPA e militante do Juntos! Juventude em Luta

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Ontem (01/10), o companheiro e ativista LGBT, militante do Juntos! e do movimento estudantil em Porto Alegre – RS, Lucas Maróstica, teve sua casa invadida e seu computador apreendido pela polícia. A ação mostra o autoritarismo do governo Tarso Genro (PT), que utilizando o aparelhamento do Estado, criminaliza os ativistas que estiveram na linha de frente nas mobilizações que encurralaram a classe dominante brasileira em junho. Lucas foi acusado de formação de quadrilha.


A perseguição aos ativistas vem sendo sistematicamente coordenada no RS no sentido de criminalizar as mobilizações. Assim como Lucas, outros companheiros tiveram suas casas e seus objetos apreendidos na mesma ação.


A União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém (UES) repudia qualquer forma de repressão e intimidação aos movimentos sociais.


As jornadas de junho fortaleceram as lutas de classes no Brasil. Estamos convencidos de que as mudanças históricas do nosso tempo nascerá de um movimento de baixo para cima. As mobilizações mostraram que a ofensiva dos indignados, dos que suportaram balas de borrachas, spray de pimenta, cacetadas, dos que diariamente são violentados, dos que diariamente sofrem preconceito e discriminação somente se concretizará quando derrubarmos as estruturas desbotadas do capitalismo no Brasil.


As ações de repressão às liberdades democráticas em Porto Alegre constituem mais um capítulo da falência do PT. Em São Paulo, Fernando Haddad (PT) deu as mãos ao truculento governador Geraldo Alkmin (PSDB), promovendo uma das maiores repressões aos movimentos sociais dos últimos anos.


Vivemos um novo período no Brasil. Nossa resposta deve vim das ruas, da luta incansável de milhões brasileiros em todos os cantos do país. De Porto Alegre à Santarém, lutar contra a opressão, contra o autoritarismo de Estado!


A UES deixa seu apoio ao companheiro Lucas Maróstica e a todos os outros que tiveram suas liberdades violadas.
Se tocam em um dos nossos, tocam em todos!

Santarém, 02 de outubro de 2013.

União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém

Gestão Todas as Vozes!




terça-feira, 1 de outubro de 2013

 Impasse entre Democratas e Republicanos deixa a população dos EUA de mãos abanando.


Por Felipe Bandeira[i]

De cabeça baixa, Obama não consegue dar respostas à crise política dos EUA.




A queda de braço entre republicanos e democratas vai obrigar o governo dos Estados Unidos a paralisar parte do funcionalismo público no país. O Shutdown é gerado pela falta de acordo em aprovar o Orçamento do país para o próximo ano fiscal. Com a paralisação, os EUA ficam impedidos de fazer parte do repasse de verbas públicas, além tornar mais difícil um novo entendimento para o governo aumentar o teto da dívida púbica, ou seja, a quantidade de dinheiro que o país pode pagar e emprestar no mercado financeiro.


Com a paralisação, cerca de 800 mil trabalhadores irão para casa de mãos abanando. A medida vai provocar o fechamento da estátua da Liberdade, museus, parque nacionais, dificultar o processamento de impostos, a concessão de empréstimo, pagamento de subsídios agrícolas, enfim, serviços considerados não essenciais.


Numa reunião extraordinária realizada no senado, na sexta-feira, os republicanos aceitaram o orçamento de Obama, mas... com duas condições: cozinhar por mais um ano a entrada em vigor da lei base de saúde – carro chefe de campanha dos democratas, chamada de Obamacare – e eliminar o imposto criado para cobrir gastos com a saúde de quem está em vulnerabilidade social. O senado -de maioria democrata - rejeitou a proposta da Câmara, de maioria, republicana.


De acordo com a Macroeconomics Adviser, se o governo fechar por duas semanas, custará cerca de 0,3 pontos do PIB do último trimestre.


O problema de fundo é o debate que tem marcado a política e a economia norte-americana dos últimos anos, com a ascensão do movimento ultraconservador conhecido como Tea Party.


Surgido em 2009 depois de uma série de protestos coordenados em todo o país, o Tea Party ou a festa do chá, representa uma resposta ultraconservadora à crise econômicas iniciada em 2008, a exemplo do que também aconteceu a Europa, com surgimento movimentos de cunho fascistas.


Apesar de um crescente fortalecimento, o Tea Party não é um partido político. Entre seus integrantes e simpatizante estão, sobretudo, a ala mais conservadora dos conservadores republicanos.


Entre suas propostas polêmicas estão a extinção do ministério da Educação, fechamento do Banco Central - End the Fed, como chamam - além de vários posicionamentos homofóbicos e racistas.


Obama afirmou que as operações militares continuarão, que as famílias norte-americanas são mais importantes que tudo isso e blá,blá,blá. No final das contas, essa lenga lenga entre democratas e republicanos, não é se não, sinal do conservadorismo dos EUA.



Saiba mais sobre o Tea Party

http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI179729-15227,00.html


http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI172043-15227,00-TEA+PARTY+CONTINUA+EM+ASCENSAO+NOS+EUA.html




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[i] Coordenador geral da UES, estudante de ciências Econômicas UFOPA e militante do Juntos! Juventude em luta!
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