quarta-feira, 27 de junho de 2012


Em uma sala lotada de estudantes e de representantes de movimentos sociais, a comissão especial do Plano Nacional de Educação (PNE – PL 8035/10) aprovou a aplicação de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) do País em políticas do setor em até dez anos. O índice vinha sendo reivindicado por deputados da oposição e parte da base aliada do governo, além de representantes de entidades da sociedade civil.
Hoje, União, estados e municípios aplicam juntos cerca de 5% do PIB na área. Na proposta original do Executivo, a previsão era de investimento de 7% do PIB em educação. O índice foi sendo ampliado gradualmente pelo relator, deputado Angelo Vanhoni (PT-PR), que chegou a sugerir a aplicação de 8% em seu último relatório.
Um acordo feito nesta terça-feira (26) entre governo e oposição garantiu o apoio do relator aos 10%. Pelo texto aprovado, o governo se compromete a investir pelo menos 7% do PIB na área nos primeiros cinco anos de vigência do plano e 10% ao final de dez anos. A proposta segue agora para o Senado.
Para o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, a aprovação dos 10% é resultado da pressão de entidades ligadas ao setor: “São dois fatores primordiais que garantiram que esse acordo fosse consagrado: o trabalho técnico de diversas instituições, que mostraram a necessidade dos 10%, e a mobilização popular”.
Após a aprovação na Câmara da meta de 10% do (PIB) na Educação, o MEC divulgou nota informando que irá estudar as repercussões da proposta. O ministro Aloizio Mercadante afirmou que o aumento do investimento será uma 'tarefa política difícil de ser executada'. “Em termos de governo federal equivale a colocar um MEC dentro do MEC, ou seja, tirar R$ 85 bilhões de outros ministérios para a Educação”, disse Mercadante, segundo o texto divulgado pelo ministério.

# Com informações da Agência Câmara e UOL.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Vídeo do Juntos! retratando o movimento grevista que abrange mais de 50 universidades federais no Brasil. Estudantes e professores lutam por uma educação pública de qualidade. Os técnicos administrativos em educação também estão em greve desde o dia 11/06. O governo federal segue sem apresentar propostas concretas às categorias em greve.
A luta continua. Em defesa da educação, estamos juntos!

sábado, 16 de junho de 2012


Belo Monte, Rio Xingu, 15 de junho de 2012 – Trezentas pessoas - entre povos indígenas, agricultores, pescadores, ativistas e moradores afetados pela construção da Hidrelétrica de Belo Monte - ocuparam nessa manhã uma das ensecadeiras de Belo Monte – pequena barragem próxima da Vila de Santo Antônio. Abriram um canal com picaretas, pás, enxadas, deixando o Rio Xingu correr livre novamente. Moradores do Xingu fizeram uma faixa humana com as palavras “Pare Belo Monte”. No início da Rio +20, enviam uma mensagem da imensa devastação social e ambiental que este projeto está causando a região, alertando que hidrelétrica não é energia limpa. A mensagem dos povos é “Energia que não respeita a lei, a população local, violenta direitos indígenas, destrói comunidades e o meio ambiente não pode ser limpa”. Eles querem a paralização da construção de Belo Monte!
Foto: Atossa Soltani/ Amazon Watch / Spectral Q.
# Confira mais informações no site do Movimento Xingu Vivo.

sexta-feira, 15 de junho de 2012


No site do Juntos!:
Ontem, dia 14/06/2012, vinte e seis estudantes foram presos pela PM no campus Guarulhos da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp-Pimentas).
Vivemos num tempo de inversão de valores. Lutar pela educação pública, gratuita e de qualidade é crime, enquanto o contraventor Carlinhos Cachoeira e seus comparsas estão livres. Esse tempo (e seus senhores) não criminaliza apenas o movimento estudantil. Todo movimento social é duramente reprimido pelas forças do Estado em suas manifestações (podemos ver isso claramente com os últimos acontecimentos como o caso do Pinheirinho em janeiro passado e mais recentemente a luta por moradia no centro de São Paulo).
Após realizar uma assembleia intercampi, os estudantes do campus Guarulhos realizaram um ato e voltaram ao campus entoando palavras de ordem, sendo uma delas o “Fora Marcos Cezar” (diretor acadêmico do campus). Os manifestantes foram surpreendidos com a chegada da Polícia Militar. Após entoar a palavra de ordem “Fora PM” a polícia prendeu dois estudantes e começou a reprimir os manifestantes com balas de borracha e bombas. Vários estudantes ficaram feridos gravemente, houve derramamento de sangue por todo o campus. O professor Luiz Leduíno, Pró-Reitor de Assuntos Estudantis, disse que “o ocorrido ontem foi um desastre!”, porém, mais desastrosa é a ação da diretoria acadêmica que não senta pra dialogar e sim reprime o movimento!
CONTRA A PRISÃO DOS ESTUDANTES DA UNIFESP! CONTRA A ACUSAÇÃO DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA! CONTRA A REPRESSÃO, LUTAMOS JUNTOS!

Veja AQUI o momento em que a polícia atacou os estudantes.

terça-feira, 12 de junho de 2012



No dia 14/05, o DCE da UFOPA e a UES apresentaram uma representação ao Ministério Público Federal, solicitando investigação de irregularidades verificadas nas contas da Universidade Federal do Oeste do Pará. Em resposta, o Reitor pro tempore José Seixas Lourenço e outros representantes da Administração da UFOPA emitiram “notas de esclarecimento” no site oficial da instituição e concederam entrevistas aos meios de comunicação locais contestando as afirmações contidas na representação. Sobre tais declarações, apresentamos a seguir alguns comentários:
1)     Em entrevista coletiva do dia 22/05, Seixas Lourenço afirmou estar “de portas abertas” para esclarecer todas as denúncias. Todavia, apesar de convidado, não compareceu à Audiência Pública realizada no dia 01/06 na Câmara Municipal de Santarém, e sequer enviou representante. Mais uma vez, o reitor se recusou a dialogar com a comunidade acadêmica e a sociedade, e deixou sem esclarecimento as denúncias que foram reiteradas na Audiência Pública pelo DCE e pela UES. Qual será o motivo de Seixas não se explicar em público? O que tem ele a esconder?
2)     Na mesma entrevista do dia 22, Seixas afirmou que as denúncias contra a Reitoria se devem a meros “interesses político-partidários” e que seu dever é prestar contas aos órgãos oficiais, como a Controladoria Geral da União (CGU) e o Ministério da Educação (MEC). Em ambas as afirmações, o Reitor pro tempore desconsidera a comunidade acadêmica, pois: a) ignora que as críticas à Reitoria decorrem não de interesses partidários, e sim da insatisfação presente nas 3 categorias devido à política antidemocrática da gestão pro tempore, que, por exemplo, se recusa a homologar o estatuto aprovado democraticamente por delegados das 3 categorias no Congresso Estatuinte; b) o dever da Reitoria é prestar contas tanto aos órgãos governamentais quanto à comunidade acadêmica e à sociedade. E até hoje não houve um evento público em que o senhor Reitor mostrou como está sendo gasto o dinheiro público que o Governo Federal coloca à disposição da UFOPA.
3)     Em suas várias notas, a Reitoria não contestou os números apresentados pelo DCE e pela UES ao MPF, que demonstram o SUPERFATURAMENTO nas contas da UFOPA. As “respostas” da Administração Superior foram afirmações evasivas, tentando tirar o foco da situação. No caso dos equipamentos de laboratório, a Reitoria tentou repassar a culpa do superfaturamento unicamente à empresa que ganhou a licitação, quando, na realidade, a gestão da Universidade deve ser responsabilizada pelo fato de que tais produtos foram comprados em preço que ultrapassa em R$ 1,8 milhão o valor de mercado.
4)     No que tange à compra dos terrenos, mais uma vez a Reitoria tenta mudar o foco da questão, afirmando que o preço dos três imóveis foi indicado pela Superintendência de Patrimônio da União (SPU), com aval do MEC. Ora, isso não explica, por exemplo, a discrepância de mais de R$ 900 mil entre o valor dado pela UFOPA na compra do terreno na Rua 24 de Outubro e o valor pelo qual a Prefeitura de Santarém havia desapropriado esse mesmo terreno. A SPU e o MEC não estão imunes a erros. E, se constatado pela Reitoria que os preços indicados por esses órgãos não são razoáveis, um bom administrador teria se recusado a adquirir a área nesses moldes, em respeito ao dinheiro público, que foi, obviamente, mal empregado. Todavia, muita coisa leva a crer que a compra superfaturada dos terrenos não foi mero “descuido” da Reitoria, pois não se trata de um fato isolado. Os indícios de irregularidade na Universidade são vários e já estão sendo investigados pelo MPF e pela Polícia Federal – outro forte indício que sequer foi mencionado nas notas da Reitoria é a reforma do prédio da Pró-Reitoria de Ensino (PROEN), que custou R$ 350 mil, valor que notoriamente não corresponde ao que foi feito no local.
5)     Em entrevista coletiva no dia 01/06, os pró-reitores Aldo Queiroz e José Antônio Aquino afirmaram que as denúncias de corrupção têm como objetivo “denegrir” a imagem da Universidade e “desestabilizar” uma instituição que tem papel importante para o desenvolvimento da região. Ora, o movimento estudantil não tem motivo algum para se opor ao avanço da UFOPA. Muito pelo contrário: todas as críticas e denúncias são pautadas na defesa de uma Universidade pública, democrática e transparente, ideal sistematicamente negado pela Administração Superior. O desperdício de dinheiro público, verificado na compra de equipamentos e terrenos, é um fator que só prejudica o desenvolvimento da nossa Universidade.
6)     Parece haver, entre os integrantes da Reitoria Seixas, uma dificuldade de diferenciar o que é interesse da Universidade e o que é interesse dos gestores. Isso fica claro quando o Reitor e alguns pró-reitores utilizam o site oficial da UFOPA para disseminar suas concepções políticas e pessoais, inclusive atacando setores da comunidade acadêmica, movimentos sociais e parlamentares. Isso representa uma notória violação dos princípios constitucionais da moralidade e impessoalidade, que regem a atuação da Administração Pública no Brasil.
7)     Somos profundamente favoráveis ao desenvolvimento educacional e científico da UFOPA, de modo que nossa Universidade ajude a promover avanços sociais em Santarém e no oeste do Pará. No entanto, não iremos admitir que os atuais GESTORES da UFOPA, que não foram eleitos pela comunidade acadêmica, continuem utilizando indevidamente o DINHEIRO PÚBLICO.
8)     Acreditamos que o Senhor Seixas Lourenço não reúne condições morais e políticas para continuar no comando da UFOPA. Seixas não tem legitimidade política na Universidade: não foi eleito, não dialoga com as representações das 3 categorias e administra de forma autocrática e obscura a instituição, como se esta fosse uma propriedade particular sua. Ademais, os fortes indícios de corrupção na Reitoria Seixas mancham enormemente a imagem da UFOPA perante a sociedade. A permanência do Senhor Bernardino Ribeiro (que foi condenado pela Justiça a 06 anos de prisão e 05 de afastamento de funções públicas) no cargo de procurador da UFOPA também demonstra o descrédito da atual Administração, do ponto de vista ético e moral.
9)     Por fim, salientamos que o momento atual demanda muita mobilização da comunidade acadêmica e da sociedade. Estudantes, professores e técnicos da UFOPA estão em GREVE por tempo indeterminado. Além das pautas nacionais dos 3 segmentos, o movimento grevista na UFOPA apresenta também PAUTAS LOCAIS, como o combate ao assédio moral praticado contra servidores da instituição, a flexibilização da jornada de trabalho dos técnicos (30 horas semanais), a implementação de políticas de assistência estudantil, a apuração das denúncias de corrupção, a homologação do estatuto aprovado no Congresso Estatuinte e a realização de ELEIÇÕES DIRETAS para a Reitoria. Convocamos toda a sociedade da região, especialmente os movimentos sociais organizados, para travar conosco essa luta em defesa de uma Universidade pública de qualidade, democrática e transparente. JUNTOS SOMOS FORTES!
Assinam:
DIRETÓRIO CENTRAL DOS ESTUDANTES DA UFOPA – DCE/UFOPA
UNIÃO DOS ESTUDANTES DE ENSINO SUPERIOR DE SANTARÉM - UES


Ver nota em PDF

terça-feira, 5 de junho de 2012


A Audiência Pública realizada no dia 01 de junho na Câmara Municipal de Santarém consistiu num espaço importante de debate entre a comunidade acadêmica da UFOPA e a sociedade santarena. Nela foi discutida a forma como a Universidade vem dando seus primeiros passos, de forma antidemocrática e sem ouvir os estudantes, professores, técnicos e os movimentos sociais.
Na ocasião, foram apresentadas as principais denúncias de corrupção envolvendo a Administração da UFOPA. Ib Tapajós (ex coordenador da UES) expôs ao público os documentos e informações que fundamentaram a representação entregue ao Ministério Público Federal no dia 14/05/2012, onde DCE-UFOPA e UES solicitaram investigação sobre o superfaturamento nas contas da Universidade. A apresentação de Ib Tapajós pode ser vista AQUI.
A luta contra a corrupção na UFOPA tem sido um dos eixos centrais do movimento grevista de estudantes e professores da instituição, que exigem também a saída do Reitor Seixas Lourenço e a realização de eleições diretas para a Reitoria. Em consonância com tais anseios, foi aprovada no VI Congresso Universitário de Santarém uma Moção de Repúdio à Reitoria da UFOPA, em que os delegados do Congresso manifestam sua indignação perante a má utilização do dinheiro público da Universidade e exigem transparência e democracia na UFOPA.
O vídeo acima contém trechos da Audiência Pública do dia 01/06/2012, particularmente o discurso de lideranças do movimento estudantil santareno e também do diretor da UNE, Rodolfo Mohr, que declarou total apoio à luta dos estudantes da UFOPA, fazendo coro pelo “Fora Seixas!”.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Professores de 49 instituições federais de ensino superior (Ifes) encontram-se em greve, pressionando o Governo Federal pela reestruturação da carreira docente, por melhores condições de trabalho e remuneração à categoria e por mais verbas para a educação pública. O movimento grevista, iniciado no dia 17 de maio, é considerado pelo ANDES-SN como um dos mais fortes já ocorridos nas Ifes.
A expectativa agora é intensificar as ações de mobilização para pressionar o governo a abrir negociação com a categoria. O governo suspendeu, sem justificativas, a reunião com o ANDES-SN e demais entidades do setor da educação, agendada para o dia 28 de maio. "A palavra de ordem do nosso movimento agora, mais do que nunca, é negociação. Queremos o agendamento de reuniões com interlocutores credenciados, com urgência, para buscarmos uma solução positiva ao impasse estabelecido o mais rapidamente possível”, disse Luiz Henrique Schuch, 1º vice-presidente do ANDES-SN e representante do Comando Nacional de Greve.
Na próxima terça, dia 05 de junho, ocorrerá a Marcha Unificada dos Servidores Públicos Federais na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, que contará com massiva participação de professores, técnicos e estudantes de instituições federais de todo o Brasil. A FASUBRA já aprovou a greve dos técnicos-administrativos em educação a partir do dia 11/06. Em mais de 20 universidades federais, os estudantes resolveram também entrar em greve, a exemplo da UFOPA, da UFRJ, UFU, UNB, UNIR e de tantas outras.
O cenário é de GREVE GERAL em defesa da Universidade Pública no Brasil!

[Informações extraídas do site do ANDES-SN, da FASUBRA e do Comando de Greve da UFOPA]

quarta-feira, 30 de maio de 2012

Por Felipe Bandeira e Ib Tapajós*

Ocorreu nos dias 17, 18 e 19 de maio de 2012, no IESPES, o VI Congresso Universitário de Santarém, que reuniu estudantes de 6 instituições de ensino superior do nosso município. Ao todo, cerca de 1.000 (mil) estudantes participaram desse que é, certamente, o principal evento do movimento estudantil santareno. Sobre o Congresso e a construção da UES enquanto entidade de luta dos universitários santarenos, apresentamos a seguir o nosso balanço e alguns apontamentos para o próximo período.
UES: passado e presente de muitas lutas

A União dos Estudantes de Ensino Superior de Santarém é, sem dúvida, um valioso patrimônio político dos estudantes santarenos. Desde sua fundação, no ano de 1998, nossa entidade vem trilhando um caminho de luta em defesa dos interesses da categoria estudantil e da população do nosso município. Por sua independência e combatividade, a UES se tornou uma grande referência política para o conjunto da sociedade santarena.
O congelamento da meia-passagem no valor de R$ 0,65, alcançado em 2008 após diversas manifestações de rua, é um exemplo vivo de que a organização dos estudantes é o melhor caminho para conseguirmos avanços sociais. Essa conquista é mantida ano após ano, mesmo com a grande pressão dos empresários de ônibus pelo fim do congelamento da meia-passagem. A manutenção do congelamento seria inviável caso não estivéssemos sempre vigilantes e mobilizados para combater os reajustes do transporte coletivo, a exemplo do que ocorreu em 2011, quando a UES organizou 3 atos públicos contra o aumento da tarifa.
Além da questão do transporte público, diversas outras lutas travadas pela UES demonstram ser ela uma entidade necessária. A participação ativa nos principais processos de mobilização nas universidades de Santarém, como a campanha por democracia na UFOPA e a luta dos estudantes da UEPA por melhores condições estruturais no campus de Santarém, mostram que a UES está sempre ao lado dos estudantes, defendendo seus legítimos interesses.
Por outro lado, as lutas da UES não se resumem a pautas corporativas das instituições de ensino superior. A construção do Fórum Social Pan-Amazônico em 2010, a organização do ato mundial contra a usina de Belo Monte, em agosto de 2011, a colaboração ativa com o Movimento dos Trabalhadores de Luta por Moradia (MTLM) e a participação nas várias greves dos trabalhadores da educação da rede pública estadual são exemplos da luta por uma sociedade mais justa e democrática que nossa entidade ajuda construir.
A diretoria Tecendo o Amanhã, que dirigiu a UES de outubro de 2009 a maio de 2012, deu uma importante contribuição ao processo de fortalecimento da entidade e do movimento estudantil santareno. A realização de seminários e debates nas universidades de Santarém ajudou a reforçar entre os estudantes a ideia de que é importante estarmos organizados para lutar por nossos direitos. Uma novidade importante na última gestão foi o aprofundamento do debate sobre a realidade das instituições privadas de ensino – discussão travada especialmente no Seminário realizado pela UES no CEULS/ULBRA em abril de 2010.
De todos, porém, o VI Congresso Universitário de Santarém foi o evento mais importante construído pela diretoria Tecendo o amanhã. Mais de 1200 estudantes se inscreveram para participar do Congresso. Além deles, foram eleitos, em suas respectivas turmas, 100 delegados, sendo que participaram da escolha dos delegados 2135 estudantes, de 6 instituições de ensino – UFOPA, UEPA, IESPES, FIT, ULBRA e UNIP. O Congresso proporcionou 3 dias de ricos debates sobre os rumos da educação superior no Brasil, na Amazônia e em Santarém.
O ponto alto do evento foi a mesa que reuniu Aldo Queiroz (Reitoria da UFOPA), Everaldo Martins Filho (Prefeitura de Santarém), Ib Tapajós (UES) e Márcio Pinto (SINTEPP). Na ocasião, estiveram em confronto basicamente dois projetos políticos: de um lado o projeto daqueles que controlam a máquina pública de forma autocrática e surda aos anseios dos estudantes e da sociedade; e, de outro lado, o projeto dos que lutam coletivamente por transformações sociais a serviço da maioria da população, um projeto que visa a construção de uma nova sociedade, mais justa e democrática.
No final do Congresso, foi eleita uma nova direção da UES: a chapa Todas as Vozes, formada por estudantes das 6 instituições citadas acima, foi aclamada por unanimidade pelos 45 delegados presentes na Plenária Final do Congresso, o que demonstra a grande legitimidade dessa escolha.

terça-feira, 29 de maio de 2012


Será realizada na próxima sexta-feira, dia 01 de junho, uma AUDIÊNCIA PÚBLICA para debater a situação da Universidade Federal do Oeste do Pará - as pautas da comunidade acadêmica e os principais problemas existentes na instituição. A Audiência ocorrerá na Câmara Municipal de Santarém a partir das 9 horas da manhã.
Dentre os temas centrais a serem debatidos na Audiência Pública, está a denúncia apresentada pelo DCE-UFOPA e pela UES ao Ministério Público Federal (MPF) no dia 14 de maio, apontando indícios de superfaturamento nas contas da UFOPA. Tal denúncia foi feita publicamente, chamando a atenção da população de Santarém e dos demais municípios do oeste paraense para a existência de possíveis irregularidades e condutas danosas aos cofres públicos.
O Reitor pro tempore da UFOPA, José Seixas Lourenço, foi convidado para participar do evento, de modo a prestar esclarecimentos à comunidade acadêmica e à sociedade em geral. Como, em nota pública, Seixas declarou estar "de portas abertas" para esclarecer os fatos, certamente ele se fará presente na Audiência para debater as denúncias de corrupção e outros assuntos pertinentes à UFOPA.
Desta forma, é fundamental a participação em peso dos estudantes de Santarém, para que possamos exigir TRANSPARÊNCIA e DEMOCRACIA na UFOPA. Confirme presença no Facebook.

segunda-feira, 28 de maio de 2012


Por Paula Kaufmann e Carolina Ucha*

Um quadro no Fantástico de 20/05 com a apresentadora Xuxa Meneghel chamou muito a atenção de toda a população. Foi neste quadro em que Xuxa revelou ter sido abusada sexualmente diversas vezes durante a sua infância. O depoimento da Xuxa foi muito forte e expôs aquele que é um dos grandes problemas quando se discute casos de estupro: a culpabilização da vítima. A apresentadora mostrou que pessoas que são abusadas sexualmente tendem a achar que a culpa da violência é delas, e não de quem as abusou, deixou claro que até os dias de hoje tende a achar que a culpa foi dela, mas não consegue saber o motivo ao certo.
A culpabilização da vítima é resultado de uma cultura machista que acha que é preciso ensinar a mulher a não ser estuprada, ao invés de ensinar o homem a não estuprar. É muito comum ouvirmos a historia de alguma mulher que foi abusada sexualmente e alguém dizer: “Mas ela pediu pra ser estuprada, olha a roupa que ela estava vestindo” ou “quem mandou andar sozinha naquela rua tão escura?” infelizmente nós vivemos em uma sociedade que trata a mulher que foi abusada como suspeita ou culpada do que aconteceu.
Em 2011, o agente policial Michel Sanguinetti durante uma discussão sobre a segurança em uma universidade de Toronto fez a seguinte afirmação: “Vocês sabem, eu acho que nós estamos fazendo rodeios aqui. Disseram-me que eu não deveria dizer isso, mas as mulheres devem evitar se vestir como vadias, para não se tornarem vítimas de ataques sexuais”. Dessa maneira, nasceu um movimento de protestos internacional, a Marcha das Vadias, dizendo a todo o mundo: não me ensine como me vestir, ensine aos homens como não estuprar.
Reconhecido como um movimento que se coloca a frente na luta do combate à violência contra a mulher contra a culpabilização da vítima, a Marcha das Vadias ganhou novas edições este ano que ocuparam as ruas com milhares de pessoas neste fim de semana por todo Brasil. Vamos continuar lutando pela autonomia da mulher e contra a violência!
“Preste atenção: o corpo é meu e a minha roupa não é problema seu!”
* Paula Kaufmann e Carolina Ucha são estudantes de Ciências Sociais da USP e militantes do Juntos! Juventude em luta. Texto extraído do site do Juntos!

# Leia também: “Burro” e feminista, melhor que “inteligente” e machista.
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